Faltam
00 Dias
|
00 Horas
|
00 Minutos
|
00 Segundos
para o
21º Prêmio Visão Agro Brasil
quarta-feira, fevereiro 4, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • DESTAQUES
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • DESTAQUES
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Inteligência artificial permite prever performance de cana-de-açúcar em campo 

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
17 outubro, 2022
em Tecnologia
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Mundo Agro Tecnologia
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Estudo brasileiro publicado na revista Scientific Reports demonstra que, usando algumas técnicas de inteligência artificial, é possível criar modelos eficientes de seleção genômica de cana-de-açúcar e de forrageiras, capazes de predizer, a partir do DNA, a performance em campo dessas gramíneas.

Em termos de acurácia, na comparação com as técnicas tradicionais de melhoramento, a metodologia desenvolvida com apoio da FAPESP apresenta um ganho de 50% na capacidade preditiva. É a primeira vez que o método baseado em aprendizado de máquina foi proposto para plantas poliploides (nas quais as células possuem mais de dois pares de cromossomos), como é o caso das gramíneas estudadas, viabilizando sua seleção genômica com alta eficiência.

Aprendizado de máquina é uma subárea da ciência da computação que envolve métodos de estatística e otimização. Com inúmeras aplicações, seu objetivo é criar algoritmos que consigam extrair de maneira automática padrões de um conjunto de dados.

Leia mais

Lançamento da PocketFab USP–FIESP–SENAI marca novo capítulo para a fabricação de semicondutores no Brasil

Brasileiro viabiliza uso offline de IA em PCs, entenda a inovação e saiba como o agro tem a ganhar

Como a Inteligência Artificial promete transformar moagem da cana e ampliar receita nas usinas

Tecnologia da UFPB utiliza cinzas do bagaço da cana-de-açúcar em aplicações para o setor de energia solar

Pode ser útil para predizer a performance de uma planta — por exemplo, se ela é resistente ou tolerante a algum tipo de estresse biótico (pragas e doenças causadas por insetos, nematoides, fungos ou bactérias) ou abiótico (frio, déficit hídrico, alta salinidade ou deficiência nutricional do solo).

Já o que tradicionalmente se faz nos programas de melhoramento são cruzamentos. “Você estabelece populações por meio de cruzamentos de plantas que sejam interessantes.

No caso da cana, uma que produza muito açúcar com outra que seja mais resistente, por exemplo. Você cruza e avalia a performance dos genótipos oriundos desses cruzamentos em campo”, explica Alexandre Hild Aono, cientista da computação formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e autor principal do artigo.

“Mas esse processo de avaliação leva muito tempo e é caro. Já pelo método que a gente propôs, é possível predizer qual será a performance dessas plantas antes mesmo de elas crescerem. Conseguimos por meio do material genético ter uma estimativa de como será o rendimento. Isso é bastante interessante, pois poupa muitos anos de avaliação.”

No caso da cana-de-açúcar, o desafio é extremamente complexo. O melhoramento tradicional leva entre nove e 12 anos e custa muito caro, explica Anete Pereira de Souza, professora titular do Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que orientou Aono em seu doutorado, realizado no Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG).

“A partir do momento em que o melhorista identifica uma planta interessante, multiplica por clones para que aquele genótipo não seja perdido. Mas isso demora e custa muito. Um exemplo extremo é o melhoramento de seringueira, que leva até 30 anos”, diz Souza.

Para superar tais dificuldades, conta a cientista, é possível recorrer ao “melhoramento de plantas 4.0”, que é altamente dependente da análise de dados e ferramentas computacionais e estatísticas de alta eficiência. Cada genotipagem por sequenciamento pode envolver 1 bilhão de sequências.

O grande desafio que os cientistas enfrentam com as plantas poliploides, caso da cana-de-açúcar e das gramíneas forrageiras, é sua complexidade genômica.

“Neste caso, nem se sabia se a seleção genômica seria possível, em virtude da escassez de recursos e da dificuldade de se trabalhar com essa complexidade”, explica Aono.

Alta complexidade

Os pesquisadores contam que a seleção genômica começou com plantas diploides [células com dois conjuntos de cromossomos], que têm uma genética mais simples. “Só que as nossas plantas tropicais, de grande valor, não são diploides, são poliploides, e aí é complicado”, explica Souza.

Enquanto os seres humanos e quase a totalidade dos animais são diploides, a cana-de-açúcar pode ter até 12 cópias de cada cromossomo. Isso significa que cada indivíduo na espécie humana pode possuir até duas formas variantes de cada gene, uma herdada do pai e outra da mãe.

Já na cana essa complexidade é bem maior, uma vez que um dado gene pode teoricamente possuir muitas variantes no mesmo indivíduo. Dentro do genoma da cana-de-açúcar, há regiões que possuem seis conjuntos cromossômicos e outras com oito, dez, ou até mesmo 12 conjuntos. “A genética fica tão complicada que o melhorista trabalha com a cana como se ela fosse diploide.”

Em 2001, Theo Meuwissen, cientista da Norwegian University of Life Sciences, fez a associação do genoma com o fenótipo (as características visíveis) e foi aí que surgiu o que se chama hoje de seleção genômica.

Isso representou uma vantagem imensa para o melhoramento de plantas, pois passou a associar as características fenotípicas que interessavam — seja volume de produção, quantidade de açúcar ou precocidade da planta — às bases do genoma chamadas SNPs (sigla para single nucleotide polymorphism ou polimorfismo de nucleotídeo simples), explica Souza.

“É a diferença no genoma entre um indivíduo e outro: por exemplo, aquele que tem um A [que corresponde ao nucleotídeo adenina] produz um pouquinho mais do que aquele que tem um G [nucleotídeo guanina] naquele mesmo local do genoma. Isso mudou tudo.

A partir do momento em que você encontra associação de algo que você busca, como uma produção alta de açúcar, com SNPs específicos em diferentes locais do genoma, você pode passar a fazer só o sequenciamento daquela população que é o foco do melhoramento.”

Com o avanço proposto por Aono e colegas, não é mais necessário plantar e fenotipar ao longo de todo o ciclo de melhoramento. “Fazemos experimentos no campo nos primeiros ciclos do programa para obtermos o fenótipo de interesse de cada clone.

Paralelamente, sequenciamos todos os clones da população de melhoramento de uma forma bastante simples, não sendo necessário termos o genoma completo de cada clone. É o que chamamos de genotipagem por sequenciamento, ou seja, um sequenciamento parcial para buscar as diferenças e semelhanças de bases entre os diferentes clones, que serão associadas às produções de cada clone. A associação entre o fenótipo e o genoma permite identificar quem produz mais e quais são os SNPs associados à maior produção. Dessa forma, é possível identificar um clone que tem grande parte dos SNPs que contribuem para a maior produção observada nos experimentos iniciais. Assim, obtemos a variedade mais produtiva de modo mais rápido e com menor custo”, detalha Souza.

O sucesso do projeto foi possível graças à colaboração de vários anos com cientistas de diferentes instituições de pesquisa e universidades, tais como Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), Instituto de Ciência e Tecnologia da Unifesp, Instituto Agronômico de Campinas – Centro de Cana (Ribeirão Preto), Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (São José dos Campos) e Instituto Roslin da Universidade de Edimburgo (Escócia).

Clique aqui e leia o artigo A joint learning approach for genomic prediction in polyploid grasses.

Ricardo Muniz
Fonte: Agência FAPESP

Clique AQUI, entre no grupo de WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Tecnologias de combustão podem gerar CO2 praticamente puro para ser estocado ou reutilizado

Próximo post

O agro cada mais feminino: número de mulheres em cargos de destaque no setor cresce 38%

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Lançamento da PocketFab USP–FIESP–SENAI marca novo capítulo para a fabricação de semicondutores no Brasil

Lançamento da PocketFab USP–FIESP–SENAI marca novo capítulo para a fabricação de semicondutores no Brasil

30 janeiro, 2026
Brasileiro viabiliza uso offline de IA em PCs, entenda a inovação e saiba como o agro tem a ganhar

Brasileiro viabiliza uso offline de IA em PCs, entenda a inovação e saiba como o agro tem a ganhar

29 janeiro, 2026
Como a Inteligência Artificial promete transformar moagem da cana e ampliar receita nas usinas

Como a Inteligência Artificial promete transformar moagem da cana e ampliar receita nas usinas

21 janeiro, 2026
Tecnologia da UFPB utiliza cinzas do bagaço da cana-de-açúcar em aplicações para o setor de energia solar

Tecnologia da UFPB utiliza cinzas do bagaço da cana-de-açúcar em aplicações para o setor de energia solar

19 janeiro, 2026
Fazenda modelo em agricultura digital tem produtividade 27% maior que média do País

Fazenda modelo em agricultura digital tem produtividade 27% maior que média do País

16 janeiro, 2026
Solinftec vence como líder em Agricultura Digital no 22º Prêmio Visão Agro Brasil

Solinftec vence como líder em Agricultura Digital no 22º Prêmio Visão Agro Brasil

15 dezembro, 2025
Mercado procura pilotos de drone e paga bem: “Entrei e não saí mais”

Tendências globais impulsionam inovação em agroquímicos

15 dezembro, 2025
Case IH inicia testes de trator movido a etanol na São Martinho

Case IH inicia testes de trator movido a etanol na São Martinho

19 novembro, 2025
Três Empresas do Agro se unem e criam uma Holding que promete acelerar a Inteligência de Dados Geográficos, Sustentabilidade Digital e Inovação de AI no Campo

Três Empresas do Agro se unem e criam uma Holding que promete acelerar a Inteligência de Dados Geográficos, Sustentabilidade Digital e Inovação de AI no Campo

30 setembro, 2025
Última semana para inscrições no III Simpósio Nacional de Tecnologia Industrial em Ribeirão Preto

Última semana para inscrições no III Simpósio Nacional de Tecnologia Industrial em Ribeirão Preto

19 setembro, 2025
Carregar mais
Próximo post
mulheres

O agro cada mais feminino: número de mulheres em cargos de destaque no setor cresce 38%

LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36