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El Niño causará mais calor extremo e governos precisam se preparar, diz agência da ONU

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
6 julho, 2023
em Clima
Tempo de leitura: 6 minutos
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Home Mercado Clima
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Os governos devem se preparar para eventos climáticos mais extremos e temperaturas recordes nos próximos meses, alertou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) na terça-feira (4), ao declarar o início do fenômeno de aquecimento El Niño.

O fenômeno é um padrão climático natural no Oceano Pacífico tropical que traz temperaturas da superfície do mar mais quentes do que a média e tem uma grande influência no clima em todo o mundo, afetando bilhões de pessoas.

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“O início do El Niño aumentará muito a probabilidade de quebrar recordes de temperatura e provocar mais calor extremo em muitas partes do mundo e no oceano”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

A declaração “é o sinal para os governos de todo o mundo mobilizarem os preparativos para limitar os impactos em nossa saúde, nossos ecossistemas e nossas economias”.

Para salvar vidas e meios de subsistência, os governos devem estabelecer sistemas de alerta precoce e se preparar para novos eventos climáticos perturbadores este ano, disse ele.

Os últimos três anos foram alguns dos mais quentes já registrados, mesmo com a fase irmã do El Niño, La Niña — que é marcada por temperaturas oceânicas mais baixas do que a média.

Um “golpe duplo” de um El Niño muito forte e o aquecimento causado pelo homem devido à queima de combustíveis fósseis fizeram com que 2016 se tornasse o ano mais quente já registrado, de acordo com a OMM, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para o clima e recursos hídricos.

Mas o primeiro El Niño a se desenvolver em sete anos, somado ao aquecimento global causado pelo homem, pode empurrar 2023 ou 2024 para quebrar o recorde de calor de 2016, disse a OMM.

A OMM disse que há 90% de probabilidade de o El Niño continuar durante o segundo semestre de 2023 com força moderada.

Juntamente com o aumento do aquecimento dos oceanos, os eventos do El Niño são geralmente associados ao aumento das chuvas em partes do sul da América do Sul, sul dos Estados Unidos, Chifre da África e Ásia central.

Mas também pode amplificar secas severas, ondas de calor e incêndios florestais na Austrália, Indonésia, partes do sul da Ásia, América Central e norte da América do Sul.

Outros impactos incluem perigosos ciclones tropicais no Pacífico e o branqueamento em massa de frágeis recifes de corais.

Na Índia, um importante país produtor de arroz, o El Niño pode enfraquecer as monções que trazem as chuvas das quais o país depende para encher os aquíferos e cultivar.

O El Niño deste ano também pode prejudicar o crescimento econômico dos EUA, impactando potencialmente tudo, desde os preços dos alimentos até as vendas de roupas de inverno, segundo um estudo recente.

O estudo atribuiu US$ 5,7 trilhões em perdas globais de renda ao El Niño de 1997-98, e US$ 4,1 trilhões em perdas ao El Niño de 1982-83.

O mundo também pode ser empurrado temporariamente para além de 1,5ºC de aquecimento acima dos níveis pré-industriais — um ponto de inflexão importante além do qual as chances de inundações extremas, secas, incêndios florestais e escassez de alimentos podem aumentar drasticamente.

Os países se comprometeram no Acordo Climático de Paris a limitar o aquecimento global bem abaixo de 2 ºC — e de preferência a 1,5 ºC — em comparação com as temperaturas pré-industriais. Mas o mundo já viu cerca de 1,2 ºC de aquecimento, à medida em que os humanos continuam a queimar combustíveis fósseis e a produzir poluição que aquece o planeta.

Para salvar vidas e meios de subsistência, os governos devem estabelecer sistemas de alerta precoce e se preparar para novos eventos climáticos perturbadores este ano, disse ele.

Os últimos três anos foram alguns dos mais quentes já registrados, mesmo com a fase irmã do El Niño, La Niña — que é marcada por temperaturas oceânicas mais baixas do que a média.

Um “golpe duplo” de um El Niño muito forte e o aquecimento causado pelo homem devido à queima de combustíveis fósseis fizeram com que 2016 se tornasse o ano mais quente já registrado, de acordo com a OMM, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para o clima e recursos hídricos.

Mas o primeiro El Niño a se desenvolver em sete anos, somado ao aquecimento global causado pelo homem, pode empurrar 2023 ou 2024 para quebrar o recorde de calor de 2016, disse a OMM.

A OMM disse que há 90% de probabilidade de o El Niño continuar durante o segundo semestre de 2023 com força moderada.

Juntamente com o aumento do aquecimento dos oceanos, os eventos do El Niño são geralmente associados ao aumento das chuvas em partes do sul da América do Sul, sul dos Estados Unidos, Chifre da África e Ásia central.

Mas também pode amplificar secas severas, ondas de calor e incêndios florestais na Austrália, Indonésia, partes do sul da Ásia, América Central e norte da América do Sul.

Outros impactos incluem perigosos ciclones tropicais no Pacífico e o branqueamento em massa de frágeis recifes de corais.

Na Índia, um importante país produtor de arroz, o El Niño pode enfraquecer as monções que trazem as chuvas das quais o país depende para encher os aquíferos e cultivar.

O El Niño deste ano também pode prejudicar o crescimento econômico dos EUA, impactando potencialmente tudo, desde os preços dos alimentos até as vendas de roupas de inverno, segundo um estudo recente.

O estudo atribuiu US$ 5,7 trilhões em perdas globais de renda ao El Niño de 1997-98, e US$ 4,1 trilhões em perdas ao El Niño de 1982-83.

O mundo também pode ser empurrado temporariamente para além de 1,5ºC de aquecimento acima dos níveis pré-industriais — um ponto de inflexão importante além do qual as chances de inundações extremas, secas, incêndios florestais e escassez de alimentos podem aumentar drasticamente.

Os países se comprometeram no Acordo Climático de Paris a limitar o aquecimento global bem abaixo de 2 ºC — e de preferência a 1,5 ºC — em comparação com as temperaturas pré-industriais. Mas o mundo já viu cerca de 1,2 ºC de aquecimento, à medida em que os humanos continuam a queimar combustíveis fósseis e a produzir poluição que aquece o planeta.

Fonte: CNN

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