Segundo o governo argentino, medida permitirá maior concorrência na cadeia pecuária e de carne
O governo da Argentina publicou na quarta-feira (26/2) decreto autorizando a exportação de gado vivo para abate, prática que era proibida no país desde 1973. A medida, que começa a valer nesta quinta-feira (27/2), integra um pacote de desregulamentação econômica promovido pelo gabinete do presidente Javier Milei.
Segundo o comunicado no site do Ministério da Desregulamentação e Transformação do Estado, a proibição tinha sido imposta devido a um problema de abastecimento em 1973, mas, atualmente, não faz mais sentido.
“A revogação permitirá maior concorrência na cadeia pecuária e de carne e, portanto, maior liberdade de mercado”, disse o ministro Federico Sturzenegger.
Ele acrescentou que o gado vivo é um produto procurado por sociedades que têm métodos de abate particulares, como a Turquia, que não abate animais castrados. “Nos excluir desses mercados de graça é um absurdo.”
Segundo o ministro, a exportação de gado em pé é uma prática generalizada no comércio mundial, sendo permitida por 92 países, com destaque para a Austrália, que embarca até 30 mil cabeças para abastecer o mercado asiático, além de França e Canadá, que exportam mais de US$ 1 bilhão de dólares anualmente em gado vivo. Na América do Sul, ele citou o Uruguai, com exportação de 250 mil cabeças por ano e o Brasil, com 750 mil.
No Brasil, a exportação de gado vivo para abate já gerou muita polêmica e denúncias de maus tratos aos animais. No último dia 19, no entanto, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) decidiu que a prática está de acordo com a legislação brasileira e não representa prejuízos ao bem-estar dos animais.
Por: Eliane Silva | Fonte: Globo Rural
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