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China e EUA anunciam corte drástico das tarifas por 90 dias; mercados reagem ao comunicado

Maria Reis por Maria Reis
12 maio, 2025
em Política e Governo
Tempo de leitura: 7 minutos
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Home Mercado Política e Governo
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Jamieson Greer e Scott Bessent — Foto: Jean-Christophe Bott/Keystone via AP

A China e os Estados Unidos informaram que concordaram em reduzir suas tarifas por 90 dias, entre os detalhes do encontro realizado entre representantes dos Estados Unidos e da China neste sábado (10) começaram a ser divulgados nesta segunda-feira (12). O anúncio foi feito em uma declaração conjunta – e surpreendente – em que consta que “ambos os lados reconhecem “a importância de um relacionamento econômico e comercial sustentável, de longo prazo e mutuamente benéfico”.

As revisões tarifárias começarão a valer até 14 de maio, de acordo com o que informou a CNN Internacional. As taxas de 20% sobre o fentanil impostas pelo presidente americano Donald Trump à China em fevereiro e março serão mantidas. No entanto, cada lado concordou em reduzir as tarifas “recíprocas” do outro em 115 pontos percentuais por 90 dias.

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Desta forma, os EUA reduzirão temporariamente suas tarifas gerais sobre produtos chineses de 145% para 30%, enquanto a China cortará seus impostos sobre importações americanas de 125% para 10%, de acordo com a declaração conjunta.

“O consenso de ambas as delegações é que nenhum dos lados quer a dissociação, e o que ocorreu com essas tarifas altíssimas… foi o equivalente a um embargo, e nenhum dos lados quer isso. Queremos comércio. Queremos mais equilíbrio no comércio. E acredito que ambos os lados estão comprometidos em alcançar isso”, afirmou Scott Bessent, secretário do Tesouro Americano em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira em Genebra.

Segundo fontes familiarizadas com o assunto, ainda de acordo as primeiras informações divulgadas sobre a reunião, os dois países teriam feito um “progresso substancial” sobre suas relações comerciais.

“Fizemos um progresso substancial”, afirmou Bessent ainda no domingo (11). na Suíça.

Para o vice-premiê da China, He Lifeng, afirmou que os dois dias de conversas e negociações foram “um importante primeiro passo” para uma solução de diferenças. Além disso, o político chinês disse ainda que ele e Bessent concordaram em criar uma mecanismo para próximas conversas, liderado por ambos.

“Como dizemos na China, se as refeições são deliciosas, o momento não importa”, disse o vice-ministro do Comércio chinês, Li Chenggang, que foi nomeado representante comercial no mês passado e integrou a comitiva da nação asiática, a repórteres em Genebra. “Quando forem lançadas, serão boas notícias para o mundo.”

A equipe chinesa também incluiu o vice-ministro das Finanças, Liao Min , um veterano das negociações da primeira guerra comercial entre EUA e China.

A agência internacional de notícias Bloomberg listou cinco pontos-chave de atenção sobre o anúncio conjunto de China e EUA sobre o início do acordo comercial e o corte das tarifas:

– Ambos os lados emitiram declarações idênticas na segunda-feira, concordando em reduzir significativamente as tarifas antes de 14 de maio: Pequim reduziu os impostos sobre produtos dos EUA de 125% para 10% por 90 dias, enquanto Washington está reduzindo seus impostos de 145% para 30%.

– A China também disse que suspenderia ou cancelaria suas “contramedidas não tarifárias” impostas aos EUA desde 2 de abril. Isso provavelmente é uma referência à adição, pela China, em 4 de abril, de sete terras raras à sua lista de controle de exportação, uma medida amplamente vista como uma resposta às tarifas cada vez mais punitivas implementadas pelo governo Trump.

– Os EUA e a China estabeleceram um mecanismo de consulta económica e comercial que permitirá a ambas as partes continuarem as suas negociações

– O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que os EUA e a China concordam que nenhum dos lados quer se separar, acrescentando que houve discussões “robustas” sobre o fentanil e que as negociações podem levar a ” acordos de compra ” pela China.

– Os mercados comemoraram a redução de taxas, com as ações chinesas ampliando seus ganhos com os principais indicadores eliminando as perdas tarifárias, enquanto o dólar subiu para uma alta de um mês em relação ao euro e ao iene.

As primeiras reações do mercado foram bastante positivas já com as informações de que os países haviam progredido bastante nas conversas durante o final de semana, porém, a confirmação da drástica redução das tarifas foi o combustível fundamental para os ativos. Na madrugada desta segunda-feira, os índices acionários disparavam nos EUA e fechavam com fortes altas na Ásia. O dólar index disparava e tinha mais de 1% nesta manhã, por volta de 5h50 (horário de Brasília), enquanto a soja na Bolsa de Chicago operava com altas de dois dígitos. O petróleo subia mais de 2%, tanto no WTI, quanto no brent, enquanto o ouro despencava mais de 3%. 

De acordo com informações da agência internacional de notícias Bloomberg, as negociações dos Estados Unidos com a China estão sendo muito de perto monitoradas por países com Japão, Coreia do Sul e Vietnã, que também buscam um meio-termo com os americanos. E, segundo explicam especialistas, em todas as conversas estão os produtos agrícolas. O primeiro ministro japonês, Shigeru Ishiba, espera alcançar um acordo com os EUA ainda em julho.

“Foram dois dias muito construtivos. É importante entender a rapidez com que conseguimos chegar a um acordo, o que reflete que talvez as diferenças não tenham sido tão grandes quanto se pensava. Dito isso, houve muito trabalho de base nesses dois dias”, afirmou o representante do comércio dos EUA, Jamieson Greer. Especialistas lembram ainda que a remoção das restrições de exportação da China para terras raras está no topo da lista dos EUA.

Entre tantas especulações, um ponto é de convergência entre os especialistas: independente do que seja oficialmente informado nesta segunda-feira, o caminho para um acordo eficiente, prático e que seja, de fato, substancial, deverá levar ainda um tempo considerável.

“Há sete anos, neste mês, o governo Trump iniciava sua primeira rodada de negociações comerciais com a China. Demorou mais 20 meses até que um acordo fosse finalmente assinado — incluindo um desmantelamento público . Desta vez, os desafios estruturais são maiores. Ambos os lados intensificaram os controles de exportação, que seriam difíceis de reduzir, e os EUA declararam que isso representaria um reequilíbrio fundamental de seu déficit comercial”, trouxe a Bloomberg.

Além disso, nas análises aparecem ainda os frequentes e repetidos pedidos da China por respeito pelo EUA e que o encontro deste sábado é, nesta nova fase, a primeira oportunidade de Pequim para avaliar as reais intenções de Washington com tais negociações.

“Embora os sinais de redução das tensões entre EUA e China possam oferecer a outras nações um breve suspiro de alívio, o risco de dependência excessiva das duas maiores economias do mundo pode ter se agravado durante a atual guerra comercial. A longo prazo, elas ainda podem precisar diversificar seus canais comerciais e cadeias de suprimentos”, afirmou a repórter de economia Yoshiaki Nohara, direto de Tóquio.

Ainda como reforça a Bloomberg, as autoridades do presidente Xi Jinping buscaram fortalecer a economia do país antes das negociações, implementando uma série de cortes de juros e mais recursos para os bancos. Mas os dados mostram sinais de fraqueza no futuro. A deflação ao consumidor na China se estendeu pelo terceiro mês em abril, com a guerra comercial agravando a pressão sobre os preços devido à fraca demanda interna.

Do mesmo modo, os especialistas explicam também que “o medo de prateleiras vazias pode ter contribuído para a urgência das reuniões, com as exportações chinesas para os EUA despencando 21% no mês passado. Trump e sua equipe econômica receberam apelos de executivos do varejo, que explicaram em reuniões com altos funcionários que o resultado de tarifas elevadas e constantes resultaria em escassez de produtos no nível da pandemia e choques na cadeia de suprimentos”.

O Notícias Agrícolas ouviu especialistas sobre as expectativas centrais dos especialistas sobre o agronegócio – brasileiro e mundial -, porém, também com ainda pouco aprofundamento, uma vez que os mercados todos estão focados em entender o que na prática será feito.

Por: Carla Mendes | Fonte: Notícias Agrícolas

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