domingo, junho 21, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

China e EUA anunciam corte drástico das tarifas por 90 dias; mercados reagem ao comunicado

Maria Reis por Maria Reis
12 maio, 2025
em Política e Governo
Tempo de leitura: 7 minutos
A A
0
Home Mercado Política e Governo
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin
Jamieson Greer e Scott Bessent — Foto: Jean-Christophe Bott/Keystone via AP

A China e os Estados Unidos informaram que concordaram em reduzir suas tarifas por 90 dias, entre os detalhes do encontro realizado entre representantes dos Estados Unidos e da China neste sábado (10) começaram a ser divulgados nesta segunda-feira (12). O anúncio foi feito em uma declaração conjunta – e surpreendente – em que consta que “ambos os lados reconhecem “a importância de um relacionamento econômico e comercial sustentável, de longo prazo e mutuamente benéfico”.

As revisões tarifárias começarão a valer até 14 de maio, de acordo com o que informou a CNN Internacional. As taxas de 20% sobre o fentanil impostas pelo presidente americano Donald Trump à China em fevereiro e março serão mantidas. No entanto, cada lado concordou em reduzir as tarifas “recíprocas” do outro em 115 pontos percentuais por 90 dias.

Leia mais

Lula deve ou mandar uma carta, ou ligar para Trump sobre tarifas, diz Durigan

Assinatura de acordo entre EUA e Irã ocorrerá na sexta (19) na Suíça; presença de Trump é incerta

Governo de Mato Grosso e MPE firmam acordo para regulamentar uso de biomassa

Feplana prevê fim do setor canavieiro no Nordeste se governo Lula ceder aos EUA

Desta forma, os EUA reduzirão temporariamente suas tarifas gerais sobre produtos chineses de 145% para 30%, enquanto a China cortará seus impostos sobre importações americanas de 125% para 10%, de acordo com a declaração conjunta.

“O consenso de ambas as delegações é que nenhum dos lados quer a dissociação, e o que ocorreu com essas tarifas altíssimas… foi o equivalente a um embargo, e nenhum dos lados quer isso. Queremos comércio. Queremos mais equilíbrio no comércio. E acredito que ambos os lados estão comprometidos em alcançar isso”, afirmou Scott Bessent, secretário do Tesouro Americano em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira em Genebra.

Segundo fontes familiarizadas com o assunto, ainda de acordo as primeiras informações divulgadas sobre a reunião, os dois países teriam feito um “progresso substancial” sobre suas relações comerciais.

“Fizemos um progresso substancial”, afirmou Bessent ainda no domingo (11). na Suíça.

Para o vice-premiê da China, He Lifeng, afirmou que os dois dias de conversas e negociações foram “um importante primeiro passo” para uma solução de diferenças. Além disso, o político chinês disse ainda que ele e Bessent concordaram em criar uma mecanismo para próximas conversas, liderado por ambos.

“Como dizemos na China, se as refeições são deliciosas, o momento não importa”, disse o vice-ministro do Comércio chinês, Li Chenggang, que foi nomeado representante comercial no mês passado e integrou a comitiva da nação asiática, a repórteres em Genebra. “Quando forem lançadas, serão boas notícias para o mundo.”

A equipe chinesa também incluiu o vice-ministro das Finanças, Liao Min , um veterano das negociações da primeira guerra comercial entre EUA e China.

A agência internacional de notícias Bloomberg listou cinco pontos-chave de atenção sobre o anúncio conjunto de China e EUA sobre o início do acordo comercial e o corte das tarifas:

– Ambos os lados emitiram declarações idênticas na segunda-feira, concordando em reduzir significativamente as tarifas antes de 14 de maio: Pequim reduziu os impostos sobre produtos dos EUA de 125% para 10% por 90 dias, enquanto Washington está reduzindo seus impostos de 145% para 30%.

– A China também disse que suspenderia ou cancelaria suas “contramedidas não tarifárias” impostas aos EUA desde 2 de abril. Isso provavelmente é uma referência à adição, pela China, em 4 de abril, de sete terras raras à sua lista de controle de exportação, uma medida amplamente vista como uma resposta às tarifas cada vez mais punitivas implementadas pelo governo Trump.

– Os EUA e a China estabeleceram um mecanismo de consulta económica e comercial que permitirá a ambas as partes continuarem as suas negociações

– O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que os EUA e a China concordam que nenhum dos lados quer se separar, acrescentando que houve discussões “robustas” sobre o fentanil e que as negociações podem levar a ” acordos de compra ” pela China.

– Os mercados comemoraram a redução de taxas, com as ações chinesas ampliando seus ganhos com os principais indicadores eliminando as perdas tarifárias, enquanto o dólar subiu para uma alta de um mês em relação ao euro e ao iene.

As primeiras reações do mercado foram bastante positivas já com as informações de que os países haviam progredido bastante nas conversas durante o final de semana, porém, a confirmação da drástica redução das tarifas foi o combustível fundamental para os ativos. Na madrugada desta segunda-feira, os índices acionários disparavam nos EUA e fechavam com fortes altas na Ásia. O dólar index disparava e tinha mais de 1% nesta manhã, por volta de 5h50 (horário de Brasília), enquanto a soja na Bolsa de Chicago operava com altas de dois dígitos. O petróleo subia mais de 2%, tanto no WTI, quanto no brent, enquanto o ouro despencava mais de 3%. 

De acordo com informações da agência internacional de notícias Bloomberg, as negociações dos Estados Unidos com a China estão sendo muito de perto monitoradas por países com Japão, Coreia do Sul e Vietnã, que também buscam um meio-termo com os americanos. E, segundo explicam especialistas, em todas as conversas estão os produtos agrícolas. O primeiro ministro japonês, Shigeru Ishiba, espera alcançar um acordo com os EUA ainda em julho.

“Foram dois dias muito construtivos. É importante entender a rapidez com que conseguimos chegar a um acordo, o que reflete que talvez as diferenças não tenham sido tão grandes quanto se pensava. Dito isso, houve muito trabalho de base nesses dois dias”, afirmou o representante do comércio dos EUA, Jamieson Greer. Especialistas lembram ainda que a remoção das restrições de exportação da China para terras raras está no topo da lista dos EUA.

Entre tantas especulações, um ponto é de convergência entre os especialistas: independente do que seja oficialmente informado nesta segunda-feira, o caminho para um acordo eficiente, prático e que seja, de fato, substancial, deverá levar ainda um tempo considerável.

“Há sete anos, neste mês, o governo Trump iniciava sua primeira rodada de negociações comerciais com a China. Demorou mais 20 meses até que um acordo fosse finalmente assinado — incluindo um desmantelamento público . Desta vez, os desafios estruturais são maiores. Ambos os lados intensificaram os controles de exportação, que seriam difíceis de reduzir, e os EUA declararam que isso representaria um reequilíbrio fundamental de seu déficit comercial”, trouxe a Bloomberg.

Além disso, nas análises aparecem ainda os frequentes e repetidos pedidos da China por respeito pelo EUA e que o encontro deste sábado é, nesta nova fase, a primeira oportunidade de Pequim para avaliar as reais intenções de Washington com tais negociações.

“Embora os sinais de redução das tensões entre EUA e China possam oferecer a outras nações um breve suspiro de alívio, o risco de dependência excessiva das duas maiores economias do mundo pode ter se agravado durante a atual guerra comercial. A longo prazo, elas ainda podem precisar diversificar seus canais comerciais e cadeias de suprimentos”, afirmou a repórter de economia Yoshiaki Nohara, direto de Tóquio.

Ainda como reforça a Bloomberg, as autoridades do presidente Xi Jinping buscaram fortalecer a economia do país antes das negociações, implementando uma série de cortes de juros e mais recursos para os bancos. Mas os dados mostram sinais de fraqueza no futuro. A deflação ao consumidor na China se estendeu pelo terceiro mês em abril, com a guerra comercial agravando a pressão sobre os preços devido à fraca demanda interna.

Do mesmo modo, os especialistas explicam também que “o medo de prateleiras vazias pode ter contribuído para a urgência das reuniões, com as exportações chinesas para os EUA despencando 21% no mês passado. Trump e sua equipe econômica receberam apelos de executivos do varejo, que explicaram em reuniões com altos funcionários que o resultado de tarifas elevadas e constantes resultaria em escassez de produtos no nível da pandemia e choques na cadeia de suprimentos”.

O Notícias Agrícolas ouviu especialistas sobre as expectativas centrais dos especialistas sobre o agronegócio – brasileiro e mundial -, porém, também com ainda pouco aprofundamento, uma vez que os mercados todos estão focados em entender o que na prática será feito.

Por: Carla Mendes | Fonte: Notícias Agrícolas

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Raízen vende usina de cana Leme por R$ 425 milhões

Próximo post

Empresas do agronegócio também precisam adotar medidas obrigatórias para atender à NR1 com foco em saúde mental até o dia 26 de maio

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Lula deve ou mandar uma carta, ou ligar para Trump sobre tarifas, diz Durigan

17 junho, 2026
Assinatura de acordo entre EUA e Irã ocorrerá na sexta (19) na Suíça; presença de Trump é incerta

Assinatura de acordo entre EUA e Irã ocorrerá na sexta (19) na Suíça; presença de Trump é incerta

15 junho, 2026
Governo de Mato Grosso e MPE firmam acordo para regulamentar uso de biomassa

Governo de Mato Grosso e MPE firmam acordo para regulamentar uso de biomassa

9 junho, 2026
Com tarifaço de Trump, agro pode faturar metade do valor de 2024

Feplana prevê fim do setor canavieiro no Nordeste se governo Lula ceder aos EUA

8 junho, 2026
Com tarifaço de Trump, agro pode faturar metade do valor de 2024

Brasil divulga argumentos apresentados aos EUA sobre etanol, Pix e outros temas

4 junho, 2026
Diante de juízes da Suprema Corte, Trump critica sentença “muito infeliz” sobre tarifas

Imprensa internacional acompanha ameaça de novo tarifaço de Trump ao Brasil

4 junho, 2026
Lula promulga acordo Mercosul-UE e diz que texto é reação dos blocos a Trump

Não temos controle sobre combustíveis porque BR Distribuidora foi vendida, diz Lula

2 junho, 2026
Brasil quer avançar em biocombustíveis na Europa em meio a mudança de regras

Brasil quer avançar em biocombustíveis na Europa em meio a mudança de regras

28 maio, 2026
Senadores e governo ajustam projeto de financiamento para produtores rurais

Senadores e governo ajustam projeto de financiamento para produtores rurais

27 maio, 2026
Força-tarefa dos combustíveis chega a SP e ANP autua Vibra, Ipiranga e Nexta

Deputados aprovam projeto que torna crime aumento abusivo de preços de combustíveis

22 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post
Empresas do agronegócio também precisam adotar medidas obrigatórias para atender à NR1 com foco em saúde mental até o dia 26 de maio

Empresas do agronegócio também precisam adotar medidas obrigatórias para atender à NR1 com foco em saúde mental até o dia 26 de maio

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
(Vídeo) Incêndio atinge usina da Inpasa em Sinop (MT) e acende alerta para segurança em áreas de armazenagem

(Vídeo) Incêndio atinge usina da Inpasa em Sinop (MT) e acende alerta para segurança em áreas de armazenagem

17 junho, 2026
Justiça de Alagoas encerra falência do grupo João Lyra

Justiça de Alagoas encerra falência do grupo João Lyra

17 junho, 2026

BNDES aprova crédito de R$ 500 milhões para construção de usina da FS em MT

16 junho, 2026

IG4 propõe comprar dívida da Raízen em busca de fatia majoritária, dizem fontes

17 junho, 2026
Raízen vende usina de cana Leme por R$ 425 milhões

Justiça de SP abre prazo para impugnações ao plano de recuperação extrajudicial da Raízen

18 junho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36