terça-feira, maio 12, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Brasil pode liderar descarbonização do transporte aquaviário com biocombustíveis, diz estudo

Maria Reis por Maria Reis
5 setembro, 2025
em Leia mais
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Nota técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) avalia cenários para transição energética no setor

Porto de Santos / Crédito: Ministério do Planejamento/Flickr/Divulgação

O Brasil tem potencial de liderar a descarbonização do transporte aquaviário com biocombustíveis, um diferencial competitivo do país. É o que diz uma nota técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em que foram analisados cenários para a transição energética do setor.

Leia mais

Fertilizantes Heringer tem queda de 75,5% no lucro trimestral, para R$ 14,63 milhões

União Econômica Euroasiática abre mercado para o DDG do Brasil

Agro cresce, mas falta liderança: o risco silencioso dentro das empresas

Com IPO da Compass, Cosan levanta ao menos R$ 2 bilhões para calibrar dívidas

O transporte aquaviário é responsável por 90% do comércio mundial e 3% das emissões de gases de efeito-estufa. Embarcações movidas a combustíveis alternativos correspondem a apenas 2% da frota atual, mas já chegam a 27,1% de encomendas de novos navios.

De acordo com o estudo da EPE, o biodiesel pode cumprir um papel importante na descarbonização do transporte aquaviário, especialmente pela vantagem de ser um combustível drop-in, ou seja, compatível com motores existentes.

De acordo com o estudo, as emissões no transporte marinho no Brasil podem ser reduzidas em 81% até 2050 no cenário em que biocombustíveis são priorizados. As emissões podem diminuir ainda mais e ficarem negativas caso sejam adotadas práticas e tecnologias agrícolas sustentáveis.

O biodiesel é produzido por transesterificação a partir de óleos vegetais, gorduras animais ou óleos de cozinha usados. Embora o CO₂ seja emitido durante a combustão, isso é compensado pelo fato de a biomassa absorver CO₂ da atmosfera, indicando seu potencial de neutralidade em carbono.

“A ANP já autorizou a comercialização do B24 pela Petrobras, que já está em operação, demonstrando a viabilidade técnica e regulatória do uso de misturas com até 24% de biodiesel em embarcações. Além de poder suprir a demanda interna, essa expertise coloca o país em posição competitiva no mercado internacional, diante da crescente demanda global por soluções sustentáveis para o setor marítimo”, escrevem os autores da nota técnica, Angela Costa, Marcelo Cavalcanti, Patrícia Stelling e Vitor Silva.

A nota técnica também cita as oportunidades para descarbonização no curto e médio prazos com Gás Natural Liquefeito (GNL), combustível alternativo mais utilizado no transporte marítimo atualmente.

Em comparação com combustíveis convencionais, o GNL reduz as emissões de CO₂ de 20% a 30%, cifra que chega a 90% para óxido de enxofre. Também há ganhos significativos na redução da poluição por óxido de nitrogênio e material particulado.

“No entanto, é importante considerar a necessidade de controle para evitar vazamentos de metano na cadeia logística, já que esse gás possui um potencial de aquecimento global muito superior ao do CO₂. Assim, o uso do GNL como uma alternativa de transição requer rigoroso controle de emissões fugitivas para garantir benefícios climáticos reais”, escrevem os autores do estudo.

Outros combustíveis alternativos para o transporte marítimo citados pelo estudo são o gás liquefeito de petróleo (GLP), o metanol, o hidrogênio e a amônia.
“A gente não tem bala de prata. Não será só um combustível que resolverá o problema da descarbonização do transporte aquaviário. Os diversos combustíveis têm sua parcela de contribuição”, diz Patrícia Stelling em entrevista ao JOTA.

Vitor Silva ressalta que o Brasil tem feito o trabalho de chamar atenção para o debate. “É importante ressaltar o papel que a delegação brasileira tem feito junto à Organização Marítima Internacional em defesa do potencial dos biocombustíveis e também da precificação dessas emissões”, afirma.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), por meio da Resolução nº 10, de 26 de agosto de 2024, instituiu o Grupo de Trabalho para subsidiar a proposição de medidas e diretrizes para o mercado nacional de combustíveis aquaviários, combustíveis de aviação e GLP.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o GT tem previsão de conclusão dos trabalhos até o final de outubro de 2025, e o seu relatório final deverá ser submetido ao CNPE. Uma das propostas em desenvolvimento é a criação de uma política nacional voltada ao combustível sustentável de navegação.

Por: Dani Avelar | Fonte: JOTA

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Vision Tech Indústria do Amanhã anuncia presença de Alex Madureira, deputado estadual por São Paulo

Próximo post

Alagoas lidera produção de bioenergia no NE a partir do bagaço da cana

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Fertilizantes Heringer tem queda de 75,5% no lucro trimestral, para R$ 14,63 milhões

Fertilizantes Heringer tem queda de 75,5% no lucro trimestral, para R$ 14,63 milhões

12 maio, 2026
Inpasa e FS embarcam as primeiras cargas de DDGS do Brasil para a China

União Econômica Euroasiática abre mercado para o DDG do Brasil

12 maio, 2026
Agro cresce, mas falta liderança: o risco silencioso dentro das empresas

Agro cresce, mas falta liderança: o risco silencioso dentro das empresas

12 maio, 2026
Investidores procuram a Cosan para comprar fatia minoritária da holding

Com IPO da Compass, Cosan levanta ao menos R$ 2 bilhões para calibrar dívidas

11 maio, 2026
Com R$ 29,7 mi do BNDES, Bosch viabiliza uso de etanol em motores de veículos pesados

Com R$ 29,7 mi do BNDES, Bosch viabiliza uso de etanol em motores de veículos pesados

11 maio, 2026
TIM Brasil amplia presença no setor sucroenergético com foco em conectividade no campo

TIM Brasil amplia presença no setor sucroenergético com foco em conectividade no campo

10 maio, 2026
IGP-DI acelera para 0,83% em julho, puxado por minério de ferro e gasolina

ANP prorroga prazo que desobriga empresas a terem estoques mínimos de gasolina e diesel

8 maio, 2026
Cana-de-açúcar traz bons resultados para Pernambuco na safra 2022/2023

Itaú vira sócio de novo braço de energia da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool

7 maio, 2026
Ribeirão Preto recebe evento técnico que une capacitação e inovação no setor sucroenergético

Ribeirão Preto recebe evento técnico que une capacitação e inovação no setor sucroenergético

7 maio, 2026
Onça-pintada é flagrada em área de usina em Minas Gerais

Onça-pintada é flagrada em área de usina em Minas Gerais

6 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post
Alagoas lidera produção de bioenergia no NE a partir do bagaço da cana

Alagoas lidera produção de bioenergia no NE a partir do bagaço da cana

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Segmento de irrigação sai otimista da feira Agrishow neste ano

Segmento de irrigação sai otimista da feira Agrishow neste ano

6 maio, 2026
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Atvos anuncia investimento de R$ 2,36 bilhões em três novas plantas de bioenergia, etanol de milho e biometano localizadas no estado do Mato Grosso do Sul

12 maio, 2026
Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

11 maio, 2026
Onça-pintada é flagrada em área de usina em Minas Gerais

Onça-pintada é flagrada em área de usina em Minas Gerais

6 maio, 2026
Cana-de-açúcar traz bons resultados para Pernambuco na safra 2022/2023

Itaú vira sócio de novo braço de energia da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool

7 maio, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36