Com usinas flex em Jaíba e Montes Claros de Goiás, grupo aposta na integração de cereal e cana, geração de energia própria e produção de coprodutos para ração e óleo vegetal

O Grupo SADA anunciou investimento de R$ 1,1 bilhão em dois projetos de etanol de milho em Jaíba (MG) e Montes Claros de Goiás (GO). A estratégia inclui a adaptação das usinas para o modelo flex, capaz de processar milho ou cana-de-açúcar, o que permitirá operação contínua durante todo o ano e reduzirá a dependência da safra da cana.
Para garantir o fornecimento de grãos, a empresa inicia neste mês de setembro uma série de encontros com produtores em polos estratégicos de Mato Grosso, Goiás e Bahia. Os primeiros road shows estão programados para Canarana e Querência, em Mato Grosso, Rio Verde e Paraúna, em Goiás, e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Novas rodadas devem ocorrer em Montes Claros de Goiás e Jaíba.
Em Goiás, a usina Eber Bio já tem um terço das obras concluído e a previsão é de início da produção no segundo semestre de 2026. A unidade terá capacidade de armazenar 160 mil toneladas de milho por ano e produzir 180 milhões de litros de etanol, além de gerar 123 mil toneladas anuais de DDGS, insumo proteico para ração animal, e 7,5 mil litros de óleo de milho.
Em Minas Gerais, o projeto da usina SADA Bioenergia está em fase de licenciamento ambiental. O silo deve ser concluído em setembro de 2026 e a operação industrial começará em 2027. A planta terá capacidade para 120 mil toneladas de milho e a mesma escala de produção: 180 milhões de litros de etanol por ano.
“O dinamismo desse mercado é visível e este investimento é estratégico para ampliar a nossa atuação na agroindústria, diversificar o nosso portfólio e fortalecer nossa posição em um dos segmentos mais promissores da economia brasileira”, diz Vittorio Medioli, fundador e presidente do Grupo SADA
“A ideia é aproveitar a alta demanda por soluções que unem a presença no setor em que o Brasil é competitivo com a necessidade de produção de energia renovável”, afirma. Segundo Medioli, a nova frente produtiva complementará a operação da SADA Combustíveis, que conta com 11 bases de distribuição em nove estados.
De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a produção brasileira deve alcançar 15 bilhões de litros por ano até 2032, sustentada pela expansão da segunda safra do cereal. O movimento do Grupo SADA se insere nesse cenário de crescimento, com ênfase no reaproveitamento de estruturas já existentes, como caldeiras, turbinas e sistemas de reuso de água, além da integração entre biomassa da cana e do milho para geração de energia.
Com 49 anos de atuação, o Grupo SADA reúne mais de 30 empresas em logística, transporte, combustíveis, fundição, reflorestamento, comunicação e concessionárias de veículos. Presente em mais de 50 cidades brasileiras e com operações na Argentina e no Uruguai, o conglomerado emprega 8 mil pessoas.
Fonte: Forbes Agro
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