sábado, maio 30, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Brasil aposta em biocombustíveis em negociação global para emissões de navios

Maria Reis por Maria Reis
15 outubro, 2025
em Leia mais
Tempo de leitura: 7 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Estados Unidos ameaçam retaliar países que adotarem regras para descarbonização do setor

Porto de Santos terá capacidade de contêineres aumentada com o Tecon 10. (Foto: Divulgação/Autoridade Portuária de Santos)

Sob pressão dos Estados Unidos e de países produtores de petróleo, a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), volta a se reunir, nesta semana, para decidir se adota, em caráter terminativo, um acordo global para reduzir as emissões de navios até atingir o net zero em 2050.

Leia mais

Lucro do CTC caiu 5% no 4º trimestre de 2025/26, mas subiu 23% na safra

Inpasa investe R$ 3,5 bilhões em Mato Grosso durante 2025

JBS Terminais amplia serviços no Porto de Itajaí (SC) e investe de R$ 9 milhões

MPT pede banimento do glifosato e amplia pressão sobre a Bayer no Brasil

O Brasil considera o arcabouço regulatório um passo decisivo a menos de um mês da COP30, em novembro, além de uma oportunidade para os biocombustíveis produzidos em território nacional.

A agência da ONU para temas do mar aprovou, em abril, um acordo histórico que prevê multas de US$ 100 a US$ 380 por tonelada de dióxido de carbono não abatida, além de um fundo bilionário para financiar a transição energética. Caso adotadas, as regras entram em vigor em 2027.

A reunião da IMO começa na terça-feira, 14, envolta em incertezas sobre o comportamento da delegação americana. Os Estados Unidos abandonaram a negociação anterior, enquanto Arábia Saudita, Rússia e Emirados Árabes Unidos votaram contra a proposta. Apesar das resistências, o texto alcançou os dois terços necessários para ser aprovado no início do ano.

Agora, os EUA ameaçam retaliar os países que adotarem as medidas de descarbonização. Autoridades e especialistas que acompanham o assunto afirmam que as discussões devem ser tensas, com debates até o último minuto, devido à postura da Casa Branca, que divulgou na sexta-feira, 10, um comunicado em que rejeita o plano e diz que avalia sanções a países a favor da proposta.

“Os EUA têm um peso muito grande e podem pressionar os países de diversas formas. Mas essa medida tem apoio de europeus, de um grupo grande de países em desenvolvimento, e está muito bem representada. Caso a IMO não a adote, cada país vai começar a taxar por si e vai ser muito ruim para o comércio internacional”, afirma o assessor da comissão coordenadora para os assuntos da IMO na Marinha do Brasil, Flavio Mathuiy.

Acordo de Paris

As metas do setor marítimo, assim como as da aviação, foram negociadas fora do Acordo de Paris pela dificuldade em estabelecer os responsáveis pelas emissões de uma atividade que trafega em águas internacionais. O transporte marítimo representa 80% do comércio global e responde por 3% das emissões de gases poluentes na atmosfera.

Com longa experiência em negociações da IMO, o negociador chefe da área de navegação sustentável do Ministério do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Sveinung Oftedal, acredita que o momento para descarbonização é forte em várias partes do mundo, apesar da resistência de alguns países. Parceiros históricos em iniciativas como o Fundo Clima, Brasil e Noruega estabeleceram recentemente corredores verdes de navegação.

“O momento para a descarbonização do transporte marítimo é forte na Ásia, na Europa, na América Latina, na África, assim como no grupo que inclui pequenas ilhas”, disse ao Globo Rural em junho. “Infelizmente, havia alguns membros dizendo que não queriam vir junto. O resultado foi claro e, agora, precisamos nos certificar que [o texto] será adotado”, completou.

O Brasil atuou ativamente nas discussões da IMO para que os biocombustíveis de primeira geração fossem reconhecidos pelo organismo como alternativas válidas ao bunker, óleo de origem fóssil utilizado nos navios.

Fontes renováveis como o etanol e o biodiesel, no entanto, enfrentam resistência entre países europeus, que defendem soluções baseadas em combustíveis como amônia verde, hidrogênio e metanol, além da eletrificação.

Combustíveis x alimentos

O argumento, rebatido pelos brasileiros, é de que o aumento da demanda por produtos que têm como matéria-prima açúcar, milho e soja poderia afetar a produção de alimentos e aumentar o desmatamento.

“Isso tem uma carga geopolítica forte porque os europeus entendem que somente os combustíveis avançados, como metanol e amônia, podem descarbonizar. Mas são combustíveis que dependem de um processo com alta incidência de eletricidade e são muito caros”, diz o diretor de transição energética da Be8, Camilo Adas, que participou dos debates

O texto aprovado em abril representou uma vitória para o Brasil ao incluir os biocombustíveis, mas deixou uma lacuna sobre o processo de certificação. Essa é a nova frente da delegação brasileira, que se debruça junto com 16 países e 12 ONGs sobre uma proposta de certificação própria para a IMO, que não exclua os combustíveis produzidos no Brasil.

“A nossa preocupação é que não haja um direcionamento para excluir os biocombustíveis de primeira geração. Caso a IMO não estabeleça um sistema de certificação próprio, provavelmente teria que utilizar sistemas já aceitos internacionalmente, da Europa e dos EUA, que não se adequam à visão que o Brasil defende”, explica Mathuiy.

Um estudo produzido pelo Boston Consulting Group (BCG) indica que o Brasil tem até 25 milhões de hectares de terras degradadas aptas a integrar a cadeia de biocombustíveis sem competir com a produção de alimentos.

“O Brasil já é uma rota marítima importante e é o maior produtor de ‘feedstocks’ [estoques de alimentos] que podem ser usados na cadeia de produção de biocombustíveis. E a produção adicional não tem nada a ver com o desmatamento ou a competição com os alimentos”, observa o diretor-executivo e sócio do BCG, Arthur Ramos.

O mesmo relatório, divulgado na Semana do Clima em Nova York, em setembro, aponta que o Brasil, considerado o segundo maior produtor de etanol e biodiesel do mundo, pode atender 15% da demanda de energia do setor marítimo global até 2050, além de cortar 170 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano.

Os especialistas apontam que o biodiesel tem vantagens para liderar a descarbonização a curto prazo, especialmente por ser compatível com os motores dos navios já construídos, o chamado “drop-in” no jargão do setor.

“Um navio é construído para durar entre 20 e 30 anos, então levaria muito tempo para trocar toda a frota atual por navios com motores adaptados aos novos combustíveis. Se eu começo a usar o biocombustível, que é drop-in, no dia seguinte eu começo a ter uma redução efetiva de emissões”, diz Matuhiy.

A indústria também ressalta que apesar de protótipos já desenvolvidos, ainda há poucas encomendas de embarcações a metanol, hidrogênio e amônia verde. O diretor-executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), Luís Fernando Resano, aponta que ainda há questões relacionadas à segurança a bordo.

“A amônia tem um baixo poder calorífico, então nós precisaríamos aumentar muito a capacidade de armazenagem no navio para poder fazer a mesma viagem. Além de que é extremamente tóxica e corrosiva”, diz.

Ramos, do BCG, afirma que o Brasil tem potencial para produção de hidrogênio e derivados, mas ressalta que os combustíveis só devem atingir viabilidade comercial ao fim da década de 2030 devido à necessidade de desenvolvimento da tecnologia e de plantas em escala industrial. “Por isso que, no curto prazo, a melhor estratégia é utilizar tecnologias existentes e competitivas”, completa.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram, no ano passado, uma chamada pública para projetos de produção e desenvolvimento tecnológico de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF, na sigla em inglês) e para navegação. As instituições selecionaram iniciativas que somam R$ 133 bilhões, dos quais R$ 43 bilhões para e-metanol, amônia verde e Bio-GNL para navegação.

Por: Paula Martini | Fonte: Globo Rural

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Cade abre inquérito administrativo para investigar suposta venda casada pelo BB

Próximo post

Amaggi e Inpasa encerram negociações para projeto bilionário

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Lucro do CTC caiu 5% no 4º trimestre de 2025/26, mas subiu 23% na safra

Lucro do CTC caiu 5% no 4º trimestre de 2025/26, mas subiu 23% na safra

29 maio, 2026
Com nova usina na Bahia, Inpasa deve reduz déficit de etanol no Nordeste

Inpasa investe R$ 3,5 bilhões em Mato Grosso durante 2025

29 maio, 2026
JBS Terminais amplia serviços no Porto de Itajaí (SC) e investe de R$ 9 milhões

JBS Terminais amplia serviços no Porto de Itajaí (SC) e investe de R$ 9 milhões

28 maio, 2026
MPT pede banimento do glifosato e amplia pressão sobre a Bayer no Brasil

MPT pede banimento do glifosato e amplia pressão sobre a Bayer no Brasil

27 maio, 2026
Com tarifaço de Trump, agro pode faturar metade do valor de 2024

Disputa comercial entre Brasil e EUA pelo etanol pode levar à revisão da tarifa brasileira

27 maio, 2026
Raízen se mantém na liderança entre os maiores grupos sucroenergéticos por toneladas moídas; veja a lista completa

Raízen se mantém na liderança entre os maiores grupos sucroenergéticos por toneladas moídas; veja a lista completa

26 maio, 2026
Mais de 30 trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em São Paulo

Mais de 30 trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em São Paulo

26 maio, 2026
Fitch coloca ratings da Amaggi em observação negativa após compra de fatia da FS

Fitch coloca ratings da Amaggi em observação negativa após compra de fatia da FS

26 maio, 2026
Juros altos e biocombustíveis colocam Brasil como ‘queridinho’ global, diz economista do Bradesco

Juros altos e biocombustíveis colocam Brasil como ‘queridinho’ global, diz economista do Bradesco

25 maio, 2026
Acelen Renováveis inicia implantação de biorrefinaria de US$ 1,5 bilhão na Bahia

Acelen Renováveis inicia implantação de biorrefinaria de US$ 1,5 bilhão na Bahia

25 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Amaggi e Inpasa encerram negociações para projeto bilionário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Raízen desinveste R$ 3,6 bilhões em simplificação de portfólio

Credores já não contam mais com aporte de R$ 500 milhões de Ometto na Raízen

27 maio, 2026
Projeto no Rio Grande do Sul aposta no arroz para produção de etanol e combustível sustentável de aviação

Projeto no Rio Grande do Sul aposta no arroz para produção de etanol e combustível sustentável de aviação

25 maio, 2026
Raízen se mantém na liderança entre os maiores grupos sucroenergéticos por toneladas moídas; veja a lista completa

Raízen se mantém na liderança entre os maiores grupos sucroenergéticos por toneladas moídas; veja a lista completa

26 maio, 2026
Acelen Renováveis inicia implantação de biorrefinaria de US$ 1,5 bilhão na Bahia

Acelen Renováveis inicia implantação de biorrefinaria de US$ 1,5 bilhão na Bahia

25 maio, 2026
Etanol ganha força em análise de ciclo de vida e entra na disputa com híbridos e elétricos

Etanol ganha força em análise de ciclo de vida e entra na disputa com híbridos e elétricos

26 maio, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36