Os preços do petróleo registravam queda na manhã desta segunda-feira, 20, ampliando as perdas da semana anterior, em meio à preocupação crescente com a desaceleração do consumo global e com a perspectiva de um aumento da oferta nos próximos meses.
A recente escalada de tensão entre Israel e Hamas durante o fim de semana ofereceu suporte limitado às cotações, mesmo após autoridades israelenses confirmarem que o cessar-fogo mediado pelos EUA continua em vigor.
Investidores também acompanharam os esforços diplomáticos de Washington para intermediar um acordo entre Rússia e Ucrânia, além do recrudescimento das tensões comerciais entre EUA e China.
Às 7 h de Brasília, os contratos futuros do petróleo Brent para dezembro recuavam 0,54%, cotados a US$ 6096 por barril, enquanto os futuros do West Texas Intermediate caíam 0,59%, para US$ 56,81. Ambos os contratos acumularam queda superior a 2% na semana passada e permaneciam próximos das mínimas em cinco meses.
Fragilidade da demanda e aumento da oferta pressionam o mercado
Os preços do petróleo atingiram as mínimas de cinco meses na última semana, refletindo o enfraquecimento da demanda global e a expectativa de maior produção nos próximos trimestres.
O pessimismo foi intensificado pelo relatório mensal da Agência Internacional de Energia (IEA), que apontou perspectiva desfavorável para o consumo, enquanto indicadores econômicos frágeis da China — maior importador mundial de petróleo — reforçaram o sentimento negativo. O PIB chinês do terceiro trimestre será divulgado ainda nesta segunda-feira.
Nos Estados Unidos, a paralisação parcial do governo atrasou a divulgação de importantes indicadores econômicos e adicionou incerteza à demanda doméstica de combustíveis.
Do lado da oferta, o mercado se prepara para um cenário de excesso potencial, diante da expansão contínua da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). A AIE alertou que esse aumento pode gerar um excedente expressivo em 2026.
As tensões comerciais entre EUA e China também contribuíram para a pressão sobre as cotações, embora declarações recentes de tom conciliador por parte de autoridades americanas tenham oferecido algum alívio na semana passada.
Por: Ambar Warrick | Fonte: Investing.com
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