Até agora, incluindo essa oferta, a companhia já levantou R$ 9 bilhões, e mais outra venda de ações, de cerca de R$ 1 bilhão, acontece nos próximos dias
A Cosan fechou na noite desta segunda-feira, 3, uma oferta de ações (follow-on) com a qual levantou R$ 1,8 bilhão, apurou o Estadão/Broadcast. A oferta faz parte de uma capitalização da holding que controla empresas como Raízen e Compass e que soma no total R$ 10 bilhões.
Até agora, incluindo essa oferta, a companhia já levantou R$ 9 bilhões, e mais outra venda de ações, de cerca de R$ 1 bilhão, acontece nos próximos dias, de acordo com pessoas a par das operações. As informações sobre esta segunda oferta devem se tornar públicas nesta terça-feira, 4.
Na oferta que foi a mercado, fechada nesta segunda-feira, foram vendidas 362,5 milhões de ações, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A demanda pelos papéis por investidores institucionais no livro de ordens ficou perto de dez vezes ao que foi ofertado, de acordo com as pessoas ouvidas pela reportagem.
As ações foram vendidas a R$ 5,00, conforme previamente definido. Também, 50% desta oferta está condicionada a permanência com os papéis pelos investidores por dois anos e os outros 50%, por 100 dias.
Dos R$ 1,8 bilhão, cerca de R$ 900 milhões foram alocados no varejo; e a outra metade, com investidores institucionais. Nesse grupo, a empresa priorizou os investidores que já tinham ações da companhia.
Mesmo assim, acrescentou uma pessoa a par da operação, muitos ficaram sem papéis e, com isso, existe a percepção de que a segunda oferta prevista para esta semana também encontre elevada demanda.
Na follow-on (oferta de ações ao mercado), a demanda forte pelos papéis da Cosan veio de gestoras de recursos e a maioria locais. Os estrangeiros ficaram com cerca de 15% dos papéis distribuídos aos investidores institucionais.
A R$ 5,00, o preço do papel foi considerado atrativo, por conta de um desconto perto de 20% em relação ao preço de tela, segundo gestores que participaram de conversas com a empresa. As apresentações fechadas para investidores (roadshows) começaram no dia 24 de outubro e terminaram nesta segunda-feira.
Além da oferta que foi a mercado, a operação teve a venda de 1,45 bilhão de ações emitidas pela Cosan, R$ 7,25 bilhões, compradas pelo BTG Pactual, pela gestora Perfin e pelos family offices ligados à família do empresário Rubens Ometto, Aguassanta e Queluz.
Nova oferta
Uma segunda oferta, na casa de R$ 1 bilhão, deve ocorrer nos próximos dias, e deve ser fechada no dia 11 de novembro, ao mesmo preço, sem lockup. A segunda operação poderia chegar a R$ 2,75 bilhões (550 milhões de ações), mas dependia do sucesso da primeira oferta, fechada hoje. Por isso, será vendido um lote menor, totalizando os R$ 10 bilhões necessários para a capitalização da holding.
Pelo desenho da operação, aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no último dia 30, o controlador, Rubens Ometto, permanece como sócio majoritário, com 50,01% de participação nas ações ordinárias, e mantém sua posição como presidente do conselho.
Já o BTG e a Perfin ingressam com participação combinada de 49,99%. Os três sócios firmaram acordo de acionistas e em conjunto passam a deter 55% do capital social da Cosan.
O grupo Cosan vem desde o ano passado buscando melhorar a estrutura de seu capital e o endividamento, o que já levou à venda da participação bilionária adquirida na operação de metais da Vale e a venda de várias usinas de sua joint venture com a Shell de energia renovável, a Raízen.
Após a injeção de capital, a dívida da Cosan deve cair para R$ 13,7 bilhões, de R$ 23,7 bilhões no segundo trimestre.
A oferta fechada foi coordenada pelo BTG, com participação do Bradesco BBI, do Santander e do Itaú BBA. Na nova oferta, o Citi também vai participar.
Por: Cynthia Decloedt e Altamiro Silva Junior | Fonte: Agência Estado
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