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Após vender R$ 5 bi, Raízen diz que programa de desinvestimentos ainda não terminou

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
18 novembro, 2025
em Usinas
Tempo de leitura: 6 minutos
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Home Bioenergia Usinas
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Companhia já acertou a venda de R$ 5 bilhões em ativos, que irão para desalavancagem, disse CEO

A Raízen, maior produtora de cana-de-açúcar do país, não concluiu seu programa de vendas de ativos, afirmou Rafael Bergman, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, em teleconferência com analistas sobre os resultados da companhia no segundo trimestre da safra 2025/26, nesta sexta-feira, 14. “Tem mais desenvolvimentos para acontecer”, disse.

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O movimento faz parte das iniciativas da direção da Raízen para reduzir a alavancagem, que teve uma nova escalada no último trimestre, saindo de 4,5 vezes no fim de junho para 5,1 vezes ao final de setembro.

As vendas de usinas de cana já realizadas pela Raízen deverão gerar no total R$ 5 bilhões em caixa que serão destinados exclusivamente para a desalavancagem da companhia, segundo o CEO da companhia, Nelson Gomes, que também participou da teleconferência com analistas.

Em paralelo, Gomes confirmou que os acionistas Shell e Cosan continuam “engajados” e “seguem evoluindo na discussão das alternativas para fortalecer a estrutura de capital da companhia”.

Ele não entrou no mérito dos debates entre os acionistas, mas reafirmou, como já informado pelos controladores anteriormente e pela própria Raízen, que os debates podem ou não envolver a entrada de um terceiro acionista.

“Do nosso lado, estamos fazendo um trabalho bom em racionalizar o portfólio, reduzir despesas e gerar eficiência operacional. Temos ainda m longo caminho pela frente”, disse, citando como necessidade desde mais reduções de custo, melhorar a produtividade dos canaviais e simplificar a equipe corporativa.

Ativos vendidos

No segundo trimestre da safra, entraram em caixa R$ 900 milhões referentes a vendas de ativos, mas faltam ainda ao menos R$ 3,9 bilhões que deverão entrar “nos próximos meses”.

No lado contábil, porém, as vendas de ativos geraram impacto negativo. A venda de um dos ativos – a direção da companhia não especificou qual durante a teleconferência – gerou uma baixa contábil (sem efeito caixa) de R$ 1,41 bilhão.

“Foi um impacto negativo em função de um dos ativos ter gerado perda contábil, versus o que tinha no livro. E houve um descasamento de resultado na venda, no caso da [usina] Santa Elisa. Como hibernamos, teve um impacto negativo”, afirmou Bergman.

Para o resultado consolidado da safra, a expectativa da companhia é de que as operações de venda tenham um impacto “neutro” do ponto de vistas contábil, já que ainda serão contabilizadas as vendas dos canaviais da Santa Elisa.

As vendas de todas as usinas feitas até agora também vão reduzir o potencial de receitas da companhia, mas não deve afetar seu fluxo de caixa. Isso porque os ativos vendidos não estavam gerando caixa, afirmou Bergman.

“A gente não gerava caixa para pagar o capex [investimento em bens de capital] recorrente” nesses ativos, reconheceu. Segundo o executivo, a companhia vendeu ativos que demandavam um capex recorrente (que no caos da cana geralmente envolvem plantio e tratos culturais) de R$ 1 bilhão ao ano.

Próxima safra

A preocupação do mercado é com o que pode acontecer na próxima safra, para a qual já se espera uma redução das margens e pressão sobre as alavancagens de forma generalizada para a indústria de açúcar e etanol.

Questionado sobre o assunto, Bergman disse que os esforços de desalavancagem da companhia também passam pela “evolução operacional” e destacou o aumento das margens em distribuição de combustíveis no Brasil e de redução de custos.

Para cortar custos, a companhia conta com consultoria externa. Ele disse ainda que a evolução operacional tende a se refletir em aumento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), que caiu 12,8% no segundo trimestre.

Ele reconheceu que a perspectiva para os preços das commodities é menor para o ano que vem, mas afirmou que 46% do açúcar a ser exportado pela Raízen no ano que vem está fixado. O preço médio do açúcar hedgeado está em R$ 1,14 a libra-peso, acima dos R$ 1,11 a libra-peso para o açúcar fixado para esta safra.

Mas os volumes produzidos poderão ser menores. A Raízen terá 24 usinas de cana-de-açúcar em operação na próxima safra 2026/27, uma redução de seis unidades em relação às 30 usinas da empresa que estavam em operação o início desta temporada.

Parte dessa diminuição se dará pela venda de usinas para outras empresas, e parte se dará pela hibernação dos ativos industriais. A empresa já vendeu nesta safra as usinas Leme, Rio Brilhante, Passatempo e Continental. Além disso, a companhia hibernou as usinas MB e Santa Elisa.

Por outro lado, a Raízen espera que a produtividade dos canaviais melhorem na próxima safra. “Vemos benefícios para safra que vem vindo do clima e do plantio que fizemos este ano, principalmente em áreas que foram afetadas por queimadas e secas do ano passado”, afirmou o diretor de relações com investidores da companhia, Philipe Casale, na teleconferência.

“Estamos vindo de base bastante afetada”, acrescentou. Segundo ele, isso “vai trazer mais eficiência para a linha de custo”. No segundo trimestre, a baixa produtividade afetou a diluição dos custos fixos.

Ele observou que ainda é preciso contar com uma entressafra com chuvas favoráveis para ter uma recuperação “maior”. Para Casale, mesmo assim, “teremos com certeza alguma recuperação já contratada nos canaviais”.

Para a safra atual, a expectativa da companhia é encerrar a moagem de cana com um volume mais perto da parte baixa da faixa divulgada em maio, que foi de 72 milhões de toneladas a 75 milhões de toneladas.

Alavancagem

Sobre a busca por desalavancagem, Bergman ressaltou ainda que, com a troca de instrumentos de dívida de capital de giro por linhas de longo prazo, a Raízen está deixando de usar R$ 4 bilhões em capital de giro em relação à safra passada.

Bergman evitou dizer qual deve ser a “alavancagem ideal” da companhia, mas ressaltou que os negócios estão mudando e que a operação de açúcar, etanol e bionergia (EAB) está mudando.

“A alavancagem ideal vai ser olhada ao longo do tempo de acordo com o perfil do portfólio. O segmento de EAB está passando por uma simplificação e o perfil de risco e a alavancagem precisam ser olhados nesse contexto”, disse.

Por: Camila Souza Ramos | Fonte: Globo Rural

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