Descoberta da espécie foi descrita em um artigo científico publicado no mês passado
Pesquisadores da do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (IB-Unesp) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) identificaram uma nova espécie da cigarrinha-da-cana em lavouras do Centro-Sul do Brasil, que é mais resistente aos inseticidas usados atualmente contra a praga.
A descoberta da espécie, que foi nomeada como Mahanarva diakantha, foi descrita em um artigo publicado no mês passado no Bulletin of Entomological Research, da Universidade de Cambridge.
As espécies conhecidas até então eram a Mahanarva fimbriolata e a Mahanarva spectabilis, de coloração marrom-avermelhada, que se alimentam da seiva da cana e transmitem toxinas que causam a queima das folhas e a perda de sacarose.
Os pesquisadores realizaram análises morfológicas e genômicas após receberem amostras dos insetos de produtores rurais. Como a Mahanarva diakantha é muito semelhante às outras duas espécies e não pode ser distinguida a olho nu, foram necessárias análises com os diferentes métodos. Mais de 300 indivíduos coletados entre 2012 e 2015 nas usinas de cana-de-açúcar foram analisados.
“Não sabemos exatamente há quanto tempo, mas tudo indica que as espécies se diferenciaram recentemente. Isso fica bem evidente nas análises genéticas e morfológicas”, disse o professor Diogo Cavalcanti Cabral-de-Mello, do IB-Unesp, citado pela agência Fapesp.
Segundo o Jornal da Unesp, a identificação da nova espécie é o primeiro passo para a elaboração de estratégias e produtos de controle adequados. “Mesmo que as espécies sejam próximas, um produto pode ser eficaz contra uma [praga], mas não contra outra. Aparentemente era isso que estava sendo observado nas usinas”, afirmou Mello ao jornal.
Por: Camila Souza Ramos | Fonte: Globo Rural
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