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BP Bioenergy amplia eficiência industrial na produção de etanol com uso de biotecnologia

Maria Reis por Maria Reis
8 dezembro, 2025
em Usinas
Tempo de leitura: 3 minutos
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Home Setor bioenergético Usinas
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Nos últimos cinco anos, a BP Bioenergy incorporou soluções biotecnológicas ao seu processo produtivo para ampliar a eficiência e reduzir a intensidade de carbono de suas operações. Um exemplo é a parceria com a Lallemand Biofuels & Distilled Spirits (LBDS) no uso de leveduras biotecnológicas de alta performance voltadas à fermentação do etanol.

Segundo resultados obtidos em escala industrial divulgados pela usina, o uso da levedura biotecnológica tem contribuído para elevar o índice de Recuperação Geral da Destilaria (RGD) – que mede o desempenho do processo fermentativo – e ampliar a estabilidade operacional. Na safra 2024/25, a persistência das leveduras, ou seja, o tempo em que elas permanecem ativas e dominantes durante a fermentação, chegou a uma média de 206 dias.

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 A unidade Ituiutaba (MG), inclusive, destacou-se nesse cenário, uma vez que a levedura biotecnológica persistiu na fermentação durante os 280 dias de safra.

A limitação natural das leveduras convencionais e selecionadas trazia preocupação para a empresa quanto ao quanto tempo permaneceriam no processo, até que uma outra cepa selvagem dominasse a fermentação.

Com as novas versões biotecnológicas, segundo a BP Bioenergy, as cepas chegam a ficar a safra toda, oferecendo estabilidade ao processo fermentativo. “Essa persistência reforça como a biotecnologia, aliada ao controle de processo, redefine o padrão de eficiência do setor”, afirma a gerente de aplicações da Lallemand Biofuels & Distilled Spirits, Elisa Lucatti.

A levedura desenvolvida pela LBDS utiliza engenharia metabólica para redirecionar parte do carbono que seria convertido em glicerol, um subproduto de baixo valor comercial, para a formação de etanol. Esse processo melhora o rendimento da destilaria sem necessidade de maior consumo de matéria-prima.

A maior estabilidade também reduz a entrada de leveduras selvagens no processo fermentativo, o que diminui o desgaste de equipamentos e o uso de insumos químicos, como ácido sulfúrico, além de contribuir para a continuidade operacional.

Um resultado destacado pela usina é que, aliado a uma série de outras iniciativas de melhoria de performance aplicadas nas unidades, como a padronização de processos, investimentos em ativos críticos e formação técnica de equipes, a aplicação das leveduras contribuiu para o aumento do Rendimento Total Corrigido (RTC) da companhia, indicador relacionado à eficiência industrial, que, desde 2020, alcançou um acréscimo médio de 1,5%.

Além disso, a melhoria no rendimento e na estabilidade do processo contribui para o desempenho ambiental da companhia, segundo divulgado pela empresa, uma vez que o aumento da eficiência na produção de etanol se reflete na ampliação do potencial de geração de créditos de descarbonização (CBios) no âmbito do programa RenovaBio.

“Buscamos constantemente oportunidades para aprimorar o desempenho de nossas operações por meio de soluções técnicas e sustentáveis. Os resultados obtidos demonstram que é possível evoluir em eficiência e confiabilidade sem ampliar o consumo de recursos”, afirma o diretor industrial da BP Bioenergy, Darlan Barros.

Segundo a vice-presidente da LBDS na América do Sul, Fernanda Firmino, a BP Bioenergy foi uma das primeiras companhias do setor a adotar leveduras biotecnológicas em larga escala no Brasil. “A aplicação disciplinada e o controle rigoroso de processo foram determinantes para o sucesso dessa tecnologia”, afirma.

Atualmente, todas as 11 unidades da BP Bioenergy, localizadas em cinco estados brasileiros, utilizam leveduras fornecidas pela LBDS. Com os resultados alcançados, a empresa avalia expandir o uso desta tecnologia e seguir testando novas cepas desenvolvidas para diferentes perfis operacionais.

Fonte: BP Bioenergy

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