Após projeto-piloto com 10% de etanol, a companhia inicia nova fase de testes em 8 de dezembro
A Maersk divulgou nesta sexta-feira, 5, que continua explorando opções para diversificar seu portfólio de caminhos possíveis para a descarbonização nos mares, via combustíveis de baixa emissão. Para isso, a companhia decidiu seguir para a segunda fase do projeto-piloto que testa etanol em um motor bicombustível a metanol.
Com base no teste inicial realizado em outubro e novembro de 2025, que envolveu a mistura de 10% etanol e 90% e-metanol, a empresa agora realiza uma nova etapa, com uma mistura de 50% etanol e 50% metanol a bordo do navio Laura Mærsk .
Segundo a empresa, o primeiro teste confirmou que o etanol pode ser integrado com segurança e eficácia à mistura de combustível e reforça o potencial de criar maior flexibilidade para a frota movida a biocombustível da Maersk.
“Na Maersk, acreditamos que múltiplos caminhos de combustível são essenciais para que a indústria marítima atinja suas metas climáticas. Isso significa explorar conscientemente diferentes opções e tecnologias”, afirma a líder de mercados de energia da Maersk, Emma Mazhari.
Laura Mærsk é o primeiro navio porta-contêineres do mundo a operar com metanol, tendo sido projetado para usar metanol como combustível alternativo. Como etanol e metanol são álcoois, eles compartilham propriedades semelhantes. O teste inicial verificou se uma mistura E10 desempenharia de forma tão eficiente quanto o metanol puro, mantendo lubrificação e corrosividade comparáveis.
De acordo com a empresa, os resultados confirmam que o etanol pode ser misturado ao metanol sem comprometer o desempenho do motor, abrindo caminho para misturas com maior teor de etanol. Além do próximo teste com E50, a Maersk planeja realizar um teste usando 100% etanol.
“O etanol tem um histórico comprovado, com mercado estabelecido e infraestrutura existente, oferecendo um caminho adicional para a descarbonização. Ao aumentar gradualmente o teor de etanol, obtemos insights valiosos sobre desempenho do motor e impactos na combustão, informando o potencial de fornecimento de combustível”, acrescenta Emma Mazhari.
Conforme a empresa, o etanol aplicado nos testes é o anidro, já usado para mistura na gasolina em diversos países. A Maersk ainda relata que está avaliando o papel potencial da seleção de combustíveis de primeira geração, à base de culturas, como o etanol, em sua matriz de combustíveis de transição.
“Essa análise está sendo conduzida sob critérios robustos de sustentabilidade, cobrindo emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida, rastreabilidade, padrões de certificação e práticas de fornecimento responsável”, afirma a companhia.
A atuação da companhia nesse sentido começou em 2021, quando a Maersk encomendou embarcações com capacidade de operar exclusivamente com bicombustível. Até o final de 2025, 19 navios a bicombustíveis operarão na frota da empresa.
“O portfólio atual de combustíveis de baixa emissão inclui bio e e-metano, biodiesel e, a partir de 2027, biometano liquefeito e GNL como alternativa fóssil, que será adicionado com a chegada de navios bicombustíveis a GNL afretados por tempo”, complementa.
Fonte: Maersk
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