Atualmente, 90% dos insumos consumidos no país é de origem externa
O Brasil planeja reduzir a dependência de fertilizantes importados com o incentivo da produção nacional, de olho no aumento da demanda previsto para os próximos 25 anos. O Plano Nacional de Fertilizantes, elaborado pelo governo, estima uma importação de 50% da oferta de fertilizantes para atender a uma demanda prevista de 77 milhões de toneladas em 2050, afirmou Paulo Cesar Teixeira, pesquisador da Embrapa Solos.
Segundo ele, que participa do lançamento do estudo “Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2025”, produzido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o cenário é desafiador porque, atualmente, 90% dos fertilizantes consumidos no país é de origem externa. Atualmente, o Brasil consome cerca de 45 milhões de toneladas do insumo.
O fertilizante é um insumo estratégico para o agronegócio e envolve aspectos como segurança alimentar. Teixeira ressaltou que o Plano Nacional de Fertilizantes reúne a estratégia federal para reduzir a dependência de importação. “É o caminho a ser seguido, o ponto de virada, para reduzir a dependência. Houve uma escolha, no passado, de não priorizar a produção nacional”, afirmou Teixeira.
Para Bernardo Silva, diretor-executivo do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias Primas para Fertilizantes, o Rio de Janeiro é um Estado considerado estratégico para o plano de dobrar produção, por fatores como a alta oferta de gás natural.
Thiago Dahdah, diretor de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), afirmou que a importação de potássio eleva em mais de 90% as emissões de carbono pelo transporte e reduz uma dependência de modais logísticos. Logo, voltar-se à produção nacional é um caminho para a redução de emissões logísticas, avalia.
Por: Fábio Couto | Fonte: Globo Rural
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