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“Esta administração da Petrobras não gosta de vender, só de comprar”, diz Chambriard

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
14 maio, 2026
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Em entrevista para comentar os resultados, a presidente da estatal disse deve não só manter participações em ativos e empresas, como a Braskem, mas também fazer novas aquisições; ela disse ainda que a empresa estuda entrar em novos mercados, como México, África e Venezuela

Foto: Lucas Landau/Bloomberg

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira, 12, que a atual administração da companhia mantém uma política contrária à anterior, que vendeu inúmeros ativos.

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Segundo a executiva, a estatal deve não só manter participações em ativos e empresas, como a Braskem, mas também fazer novas aquisições. “Esta administração da Petrobras não gosta de vender, só de comprar”, disse a jornalistas.

Segundo a executiva, a petroleira deixou “de lado” a Braskem nos últimos anos e agora o objetivo é retomar a atuação no setor petroquímico, amplamente relacionado à indústria de petróleo. “Houve todo um esforço da nossa parte nos dois últimos anos para olhar essa parceria com outros olhos e para resolver um problema societário que se arrastava há muito tempo”, disse.

Ela reforçou, entretanto, que a Petrobras atuará tão somente como sócia da gigante petroquímica. “Temos 46% das ações com direito a voto da Braskem, uma participação acionária bastante relevante. Quanto ao resto, diz respeito à administração da própria Braskem”, completa.

Mais cedo, Chambriard esclareceu que sua visita recente ao México tinha como objetivo principal conversar com a presidente do país, Claudia Sheinbaum, sobre a oportunidade de uma parceria com a petroleira Pemex para explorar a área mexicana do Golfo do México.

“Quando olhamos para o Golfo do México, a [área] americana é altamente desenvolvida, mas a porção mexicana ainda é pouco desenvolvida. Isso ocorre em um ambiente de águas profundas, que inclusive é o nicho de atuação da Petrobras”, disse.

Ela acrescentou que a companhia brasileira busca novos mercados, incluindo África e “muito provavelmente Venezuela”. “Estamos em busca de novas incorporações futuras de reservas de óleo e gás. Uma parceria com a Pemex seria vantajosa para nós avaliarmos futuras possibilidades de exploração”, destacou.

Sobre a atuação na Venezuela, Chambriard afirmou que as regras para atuar no país vizinho vêm mudando, e que neste momento a companhia está tentando entender a nova legislação. “Há uma lista de empresas vetadas [para atuar na Venezuela], dentre as quais as brasileiras não se enquadram, então estamos estudando a área”, disse.

Ela observou que, por volta de 2023, a Petrobras estudou o país vizinho. “Temos um juízo de valor sobre os ativos venezuelanos. O próximo passo é entender essa legislação e de que forma poderíamos atuar no país de forma consistente, que seja bom para a Petrobras, o Brasil e a Venezuela”, afirma.

Conflito no Oriente Médio

Chambriard voltou a dizer que a governança da companhia evita repassar o “nervosismo” dos preços internacionais do petróleo, em meio à guerra no Irã, para o consumidor brasileiro, embora a estatal “siga a lógica do mercado e os preços do mercado internacional”.

Ela lembrou que em apenas 12 dias após o início da guerra, o governo federal lançou uma subvenção em relação ao preço do diesel, com expectativa próxima de subvenção para a importação inclusive de forma retroativa.

No caso da gasolina, a executiva ressaltou que, no Brasil, há uma competição com o etanol, inclusive com a queda dos preços do combustível da cana de açúcar nos últimos tempos. “Estamos tratando [internamente] sobre o aumento da gasolina, mas sempre de olho no market share e na evolução do etanol”, explicou.

O diretor financeiro e de relacionamento com investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, disse que, para este ano, o alvo da companhia continua sendo US$ 59 para o preço de equilíbrio (breakeven) do petróleo bruto.

“No ano passado, rodamos na ordem de US$ 89 de breakeven. Até 2030, miramos US$ 48 a US$ 50, independentemente do que vier pela frente em questão de preço”, afirma.

Por: Juliana Estigarríbia | Fonte: Bloomberg

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