sexta-feira, agosto 7, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

El Niño pode ampliar protagonismo do Brasil no comércio global de açúcar

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
23 junho, 2026
em Mercado
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Mercado
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Importantes produtores do Hemisfério Norte podem enfrentar condições mais secas nos próximos meses, aumentando a dependência do adoçante brasileiro

Maior produtor e exportador global de açúcar, Brasil deve permanecer relativamente resiliente aos efeitos do El Niño — Foto: Wenderson Araujo/CNA

Após meses pressionados pelo aumento da oferta global nos principais produtores mundiais, os preços do açúcar podem experimentar nova trajetória diante de preocupações relacionados com o El Niño e seus impactos para a produção global.

Leia mais

Faesp prevê aumento dos custos para o agronegócio com sanção da MP do Frete

Deputados buscam governo para votar PLP dos Combustíveis na próxima semana

Governo quer que aéreas estrangeiras apoiem SAF no Brasil

Petróleo oscila à espera de acordo para reabrir Estreito de Ormuz

Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, embora o Brasil – maior produtor e exportador global – deva permanecer relativamente resiliente aos efeitos do fenômeno, importantes produtores do Hemisfério Norte podem enfrentar condições mais secas nos próximos meses, elevando os riscos para produtividade e disponibilidade de açúcar no mercado internacional na safra.

No caso específico do Brasil, a consultoria pontua que, além de a cana já ter passado pela principal janela de desenvolvimento para a safra 2026/27, o evento climático tende a afetar de maneira mais intensa a região Sul do país, que não produz cana de maneira relevante.

A Hedgepoint acrescenta que apesar de possivelmente atrasar o ritmo de moagem, caso o clima mais chuvoso se alastre para além do Centro-Sul, a expectativa segue positiva para o setor sucroenergético. A empresa estima que a safra brasileira deve superar 600 milhões de toneladas pela quarta temporada consecutiva, com produção estimada em cerca de 635 milhões de toneladas em 2026/27.

Próximas safras

Embora a atenção do mercado esteja voltada para a safra atualmente em desenvolvimento, os participantes do setor também acompanham os possíveis reflexos do fenômeno sobre os ciclos seguintes.

Caso o El Niño se fortaleça ao longo do segundo semestre de 2026 e permaneça ativo durante parte de 2027, seus impactos poderão se estender para além da atual temporada, influenciando decisões de mercado e expectativas de oferta para os próximos ciclos produtivos.

“Um maior volume de chuvas na região Sul do Centro-Sul pode ser positivo para o desenvolvimento de 2027/28, apesar de ainda ser muito cedo para afirmar qualquer tendência”, disse a consultoria, em relatório

Preocupações

Enquanto o Brasil tende a atravessar o fenômeno com impactos mais limitados, a atenção do mercado se volta para importantes produtores do Hemisfério Norte.

Índia e Tailândia aparecem entre as regiões que historicamente podem ser afetadas por condições mais secas durante os eventos de El Niño. A redução das chuvas e o aumento das temperaturas elevam os riscos de estresse hídrico para os canaviais, podendo comprometer tanto a produtividade quanto a disponibilidade de matéria-prima para a produção de açúcar em 2026/27, que se inicia em outubro de 2026.

“Como ambos os países desempenham papel relevante no comércio internacional da commodity, eventuais perdas produtivas costumam ser rapidamente incorporadas às expectativas dos participantes do mercado”.

Dependência do Brasil pode aumentar

Embora o cenário atual seja marcado por uma oferta global mais confortável, os participantes do mercado já começam a avaliar os possíveis efeitos do fenômeno sobre a próxima temporada.

Historicamente, episódios de El Niño alteram os padrões de precipitação em diversas regiões produtoras, influenciando o desenvolvimento da cana-de-açúcar e os níveis de produtividade agrícola. Por isso, a intensidade e a duração do evento continuarão sendo fatores-chave para a formação das expectativas do setor.

Caso o fenômeno se intensifique ao longo do segundo semestre de 2026 e permaneça ativo até 2027, a participação brasileira poderá se tornar ainda mais importante para o equilíbrio global do mercado.

“A combinação entre condições relativamente mais favoráveis no Brasil e potenciais dificuldades produtivas em outras origens reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas e de seus reflexos sobre a oferta global”, destacou, no relatório, Livea Coda, coordenadora de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets.

Por: Paulo Santos | Fonte: Globo Rural

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Governo elevará teor de etanol na gasolina para 32%, afirma Alckmin

Próximo post

Ribeirão Preto recebe encontro sobre inovação, produtividade e incentivos fiscais no setor sucroenergético

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Faesp prevê aumento dos custos para o agronegócio com sanção da MP do Frete

Faesp prevê aumento dos custos para o agronegócio com sanção da MP do Frete

7 agosto, 2026
Preço do etanol hidratado em queda, mas fatores de mercado sinalizam estabilização dos valores

Deputados buscam governo para votar PLP dos Combustíveis na próxima semana

6 agosto, 2026
Oaci aprova o etanol de milho brasileiro como combustível sustentável de aviação, diz Anac

Governo quer que aéreas estrangeiras apoiem SAF no Brasil

6 agosto, 2026
Investimento em produção de petróleo e gás sobe 150% em 2024 ante 2022, diz ANP

Petróleo oscila à espera de acordo para reabrir Estreito de Ormuz

6 agosto, 2026
Força-tarefa dos combustíveis chega a SP e ANP autua Vibra, Ipiranga e Nexta

Nova regra pode detalhar preço dos combustíveis na nota fiscal

6 agosto, 2026
Força-tarefa dos combustíveis chega a SP e ANP autua Vibra, Ipiranga e Nexta

Bia Kicis quer suspender medida que autoriza 32% de etanol na gasolina

4 agosto, 2026
Mercado futuro do açúcar de Nova York começa a semana misto

Açúcar avança nas bolsas com preocupações sobre clima na Índia e perspectiva de déficit global

3 agosto, 2026
Açúcar recua nas bolsas internacionais e mercado interno acompanha movimento

Açúcar recua nas bolsas internacionais e mercado interno acompanha movimento

31 julho, 2026
El Niño é certo, mas decisões do produtor farão a diferença, diz especialista da Rural Clima

El Niño é certo, mas decisões do produtor farão a diferença, diz especialista da Rural Clima

31 julho, 2026
Milho sobe na B3 e em Chicago

Conab: Boletim aponta índices de vegetação acima da média histórica nos cultivos de inverno

28 julho, 2026
Carregar mais
Próximo post
Atvos e Dabi Business Park firmam parceria para fomentar inovação aberta e crescimento sustentável

Ribeirão Preto recebe encontro sobre inovação, produtividade e incentivos fiscais no setor sucroenergético

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Raízen, aumento de capital em US$ 1,5 bi? Quais as fontes de recursos?

Recuperação fatia Raízen em duas; Shell e Cosan perdem controle majoritário

5 agosto, 2026
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Usinas mineiras passam a apostar no milho e abrem nova frente para o etanol

4 agosto, 2026
Brasil aposta em biocombustíveis e eletrificação para descarbonizar transporte de cargas

Brasil aposta em biocombustíveis e eletrificação para descarbonizar transporte de cargas

3 agosto, 2026
Brasil adota “diplomacia dos fertilizantes” para tentar solucionar necessidade de importação

Brasil adota “diplomacia dos fertilizantes” para tentar solucionar necessidade de importação

4 agosto, 2026
Arroz: “Queda de braço” limita negócios no spot; exportação segue mais atrativa

Uso do arroz no etanol pode conter excedentes

3 agosto, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36