sexta-feira, outubro 16, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

“Marco lastimável”: Governo Lula rejeita novo tarifaço de Trump e aplicará Lei de Reciprocidade

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
17 julho, 2026
em Política e Governo
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Mercado Política e Governo
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

O Brasil rejeitou, na noite de quarta-feira, 15, para quinta-feira, 16, a decisão dos EUA de impor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, considerada um “marco lastimável” na história das relações entre os dois países.

O governo brasileiro afirmou que pretende responder a essas tarifas alfandegárias, consideradas “ilegais e impostas arbitrariamente”, e aplicar a Lei da Reciprocidade.

Leia mais

Agro e eleições: O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre mercado de capitais

Flávio Bolsonaro precisará de equilíbrio em negociações do agro com EUA e China, diz senadora

AGU pede ao STF suspensão de precatórios de usinas que podem custar R$ 255 bilhões

Governo zera impostos sobre gasolina, dá subvenção ao diesel e anuncia benefícios para etanol

O governo Trump anunciou a sobretaxa após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

As medidas entrarão em vigor em 22 de julho, prazo necessário para sua implementação nos sistemas aduaneiros, explicou à imprensa uma autoridade americana.

Washington iniciou, em 2025, uma investigação sobre diversas práticas comerciais atribuídas ao Brasil, tornando o país o primeiro alvo dessas novas sobretaxas.

Em uma longa nota divulgada nesta quarta-feira, o Planalto prometeu adotar medidas de “reciprocidade” com base em uma lei aprovada pelo Congresso brasileiro no ano passado.

“O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”, afirma o governo.

De acordo com o texto, nos últimos 15 anos, os EUA acumularam US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil. No texto, o governo brasileiro também lembra que, em 2025, 76% das importações dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e que a alíquota média aplicada aos produtos americanos foi de 3,1%.

Segundo a nota, o Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. “Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, completa.

Entre os principais pontos da investigação conduzida pelos Estados Unidos estão o Pix e o mercado de etanol.

Em relação ao biocombustível, o órgão americano argumenta que o Brasil passou a limitar o acesso do produto norte-americano ao mercado nacional após encerrar, em 2017, um regime tarifário que Washington considerava equilibrado para ambos os países.

Já no caso do sistema de pagamentos instantâneos, o USTR sustenta que o Banco Central teria concedido vantagens consideradas discriminatórias ao Pix em comparação com empresas privadas do setor de pagamentos.

O governo brasileiro afirmou que trabalhou durante todo o último ano junto ao USTR para contestar as acusações que fundamentaram as tarifas dos Estados Unidos, apresentando argumentos contra alegações relacionadas ao Pix, à regulação das plataformas digitais e ao desmatamento.

A nota do Planalto defende que o Pix é um modelo de infraestrutura pública reconhecido internacionalmente, a regulação digital visa proteger a sociedade sem comprometer a liberdade de expressão, e o Brasil reduziu significativamente o desmatamento desde 2023.

O governo também ressaltou que a maioria das manifestações nas audiências públicas promovidas pelo USTR foi contrária às novas tarifas.

Em resposta às medidas americanas, o Brasil anunciou que continuará buscando novos mercados e aprofundando acordos comerciais internacionais, além de adotar ações para proteger os setores e empregos afetados por meio do Plano Brasil Soberano.

O governo informou ainda que acionará os mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade e recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Produtos isentos

Os produtos isentos são aqueles que não são produzidos ou cultivados naturalmente nos Estados Unidos, ou que teriam impacto sobre as cadeias de abastecimento ou sobre a economia, como laranjas, determinados produtos energéticos e algumas peças aeronáuticas, detalhou a autoridade americana. A lista tem mais de 2.100 itens.

As novas tarifas também levam em consideração decisões da Justiça brasileira relativas à economia digital, consideradas por Washington como “barreiras comerciais desleais”, especialmente aquelas que obrigam as plataformas de redes sociais a remover determinados conteúdos políticos ou que preveem a aplicação de multas em caso de descumprimento de decisões judiciais.

No fim de fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou boa parte das tarifas alfandegárias defendidas pelo presidente americano, entendendo que ele havia feito uma interpretação inconstitucional da legislação utilizada para justificá-las. As tarifas setoriais, que atingem especialmente os setores automotivo, do aço, do alumínio e do cobre, não foram afetadas.

Tema político

Washington acusa Brasília de aplicar tarifas preferenciais sobre produtos mexicanos e indianos em detrimento dos produtos americanos, o que representaria “uma desvantagem incompatível com as obrigações internacionais”.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos se tornaram um tema político no Brasil, à medida que se aproximam as eleições presidenciais previstas para outubro.

No início do mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou seu adversário Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, de ter pedido aos Estados Unidos que adiassem para depois das eleições uma eventual entrada em vigor de novas sobretaxas americanas.

Flávio Bolsonaro esteve em Washington no início de julho para participar de uma audiência pública do USTR sobre o tema e aproveitou a ocasião para afirmar que novas tarifas beneficiariam eleitoralmente o atual presidente, candidato à reeleição.

O presidente americano Donald Trump transformou as tarifas alfandegárias em uma de suas principais armas econômicas, impondo uma série de sobretaxas sobre os produtos que entram no país.

O Brasil foi um dos principais alvos dessas medidas, com tarifas que chegaram a 50% sobre determinados produtos, em represália à condenação de Jair Bolsonaro, que Trump considerava politicamente motivada, após o ex-presidente brasileiro ter sido considerado culpado por tentativa de golpe de Estado.

Devido ao impacto inflacionário dessas sobretaxas, Washington acabou revogando as tarifas aplicadas a diversos produtos agrícolas, entre eles a carne bovina, o café e os tomates brasileiros.

Segundo dados do USTR, os Estados Unidos exportaram mais de US$ 54 bilhões em mercadorias para o Brasil em 2025 e importaram, no mesmo período, quase US$ 40 bilhões em produtos brasileiros.

Fonte: RFI com informações de agências

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendCompartilhar
Artigo anteiror

Lucro líquido da Camil Alimentos cai 57,6% no 1º trimestre de 2026, para R$ 28 milhões

Próximo post

Entregas de fertilizantes no país crescem 1,6% no 1º quadrimestre, a 12,3 mi t, diz Anda

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Agro e eleições: O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre mercado de capitais

Agro e eleições: O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre mercado de capitais

15 outubro, 2026
Flávio Bolsonaro precisará de equilíbrio em negociações do agro com EUA e China, diz senadora

Flávio Bolsonaro precisará de equilíbrio em negociações do agro com EUA e China, diz senadora

14 outubro, 2026
AGU pede ao STF suspensão de precatórios de usinas que podem custar R$ 255 bilhões

AGU pede ao STF suspensão de precatórios de usinas que podem custar R$ 255 bilhões

13 outubro, 2026
Governo zera impostos sobre gasolina, dá subvenção ao diesel e anuncia benefícios para etanol

Governo zera impostos sobre gasolina, dá subvenção ao diesel e anuncia benefícios para etanol

13 outubro, 2026
Governo prepara prorrogação de subsídios para gasolina e etanol às vésperas das eleições

Governo prepara prorrogação de subsídios para gasolina e etanol às vésperas das eleições

13 outubro, 2026
Diplomacia agrícola não deve retroceder, seja qual for resultado eleitoral

Diplomacia agrícola não deve retroceder, seja qual for resultado eleitoral

9 outubro, 2026
VA Entrevista: Arnaldo Jardim – Governo anuncia medidas para impulsionar safra 2025/2026

País precisa “se reencontrar com governo” e ter segurança jurídica, afirma Arnaldo Jardim

2 outubro, 2026
Força-tarefa dos combustíveis chega a SP e ANP autua Vibra, Ipiranga e Nexta

Sindicom entrega agenda com propostas para o setor de combustíveis aos presidenciáveis

1 outubro, 2026
Projeto de lei ‘anti-Combustível do Futuro’ gera onda de críticas

Em meio ao embate entre Lula e Flávio, congresso discute gasolina sem etanol

24 setembro, 2026
Lula diz que, se dependesse de dinheiro do governo, agronegócio de SC deveria ‘se ajoelhar’ para ele

Lula diz que, se dependesse de dinheiro do governo, agronegócio de SC deveria ‘se ajoelhar’ para ele

21 setembro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Lei de Bioinsumos é aprovada na Câmara dos Deputados

Entregas de fertilizantes no país crescem 1,6% no 1º quadrimestre, a 12,3 mi t, diz Anda

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Em crise, Braskem e Raízen usam cenário eleitoral em “paralisia negocial estratégica”

Em crise, Braskem e Raízen usam cenário eleitoral em “paralisia negocial estratégica”

13 outubro, 2026
IG4 está muito perto de fechar acordo para assumir controle da Raízen

IG4 está muito perto de fechar acordo para assumir controle da Raízen

13 outubro, 2026
Governo zera impostos sobre gasolina, dá subvenção ao diesel e anuncia benefícios para etanol

Governo zera impostos sobre gasolina, dá subvenção ao diesel e anuncia benefícios para etanol

13 outubro, 2026
Prêmio Visão Agro Centro-Sul caminha para sua 15ª edição, em Piracicaba

Inscrições para Cases de Sucesso do Prêmio Visão Agro Brasil 2026 estão abertas

1 outubro, 2026
Consultoria vê alta do açúcar como exagerada e mercado mais baixista em 2027

Consultoria vê alta do açúcar como exagerada e mercado mais baixista em 2027

12 outubro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Destaques
  • Editorias
  • Eventos Visão Agro
  • Eventos Visão Agro
  • Formulário de Oportunidades – Visão Agro
  • Home
  • Home teste
  • Home-antiga
  • Manutenção
  • Paywall Assinatura
  • Paywall Login
  • Paywall Perfil
  • Paywall Registrar
  • Política de privacidade
  • Política de Privacidade – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Sobre a Visão Agro
  • Termos de Serviço – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Termos de Uso

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36