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Agro produz 29% da oferta de energia do país, diz estudo da FGV

Maria Reis por Maria Reis
27 junho, 2025
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Biomassa da cana, maior geradora, deverá ganhar espaço em até 20 anos com pacote tecnológico que prevê dobrar produtividade nas lavouras

A energia produzida pelo agronegócio, especialmente a partir da biomassa da cana-de-açúcar, é responsável por 29% da oferta nacional de energia, de acordo com um estudo produzido pelo observatório de bioeconomia da FGV (Fundação Getulio Vargas).

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Considerando toda a energia disponível em 2023, o estudo mostra que a participação do agronegócio na produção de energia no Brasil, que inclui tanto a geração de eletricidade a partir de matérias-primas agrícolas quanto o uso de biocombustíveis em substituição aos combustíveis fósseis, avançou de forma significativa, já que em 1970 representava 9,7%.

O estudo leva em conta toda a energia que é utilizada pelos diferentes setores econômicos —incluindo dos domicílios, indústria e setor de transportes, por exemplo— e contempla não só a energia elétrica, mas também a dos combustíveis e a chamada energia primária, segundo o coordenador do núcleo de bioenergia do observatório da FGV, Luciano Rodrigues.

“Quando queimo lenha, ela não é convertida em energia elétrica e combustível, mas foi gerada energia no processo, para tocar uma indústria. A matriz energética contempla todo tipo de energia que é gerada no país”, disse.

Estão incluídos no cálculo da bioenergia vinculada ao agro a biomassa da cana-de-açúcar —a principal delas—, lenha e carvão vegetal, óleos vegetais, lixívia (resíduo da indústria de papel e celulose), biogás e outras biomassas, como a do milho.

Sozinha, a biomassa de cana representa 16,87% da bioenergia vinculada ao agro, seguida pela lenha e carvão vegetal, com 5,20%.

O estudo identificou primeiro todos os setores de energias ligadas ao agro, tanto primárias quanto secundárias, e desagregou os dados, quando necessário. O biometano foi um dos casos de separação: há o percentual correspondente ao gás gerado a partir de dejetos de suínos e outra parte que é proveniente de aterros sanitários, sem vínculo com as atividades agrícolas.

O mesmo cenário se aplica à lenha, que tem parcela consumida pela silvicultura, atividade do agro, e outra parcela, legal ou ilegal, de exploração de vegetação natural, sem elo com a agropecuária.

“Identificamos toda a energia que vem exclusivamente do agro. Estamos falando da energia da cana-de-açúcar, que gera bioeletricidade e etanol, da soja, que gera biodiesel, do milho, que gera etanol, da madeira, indústria de papel e celulose, e outras.”

A análise no estudo teve como base dados do Balanço Energético Nacional, da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

Quando analisadas somente as fontes de energia renováveis, o levantamento mostra que a participação do agronegócio chega a 60%. Sem essa contribuição, a matriz de energia renovável cairia de 49% para 20%, perto dos 15% de média global.

O peso da biomassa da cana, que no passado era descartada nas usinas, deverá crescer nas próximas duas décadas, já que o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), em Piracicaba (a 160 km de São Paulo), desenvolve um pacote tecnológico que pretende dobrar a produtividade das lavouras de cana-de-açúcar até 2040.

Além de novas variedades de cana —desenvolvidas com base em seleção genômica, inteligência artificial e edição gênica—, investimentos têm sido feitos para combater a broca-da-cana, praga responsável por perdas de até R$ 8 bilhões por ano, e para a implantação de um novo sistema de plantio que usa sementes sintéticas de cana.

“Hoje estamos com uma área estabilizada em 10 milhões de hectares de cana, mas com potencial de crescimento da produtividade muito grande. A transgenia na soja tem duas décadas, e na cana muito menos tempo do que isso, então há um espaço grande para expansão”, disse Rodrigues.

Por: Marcelo Toledo | Fonte: Folha de São Paulo

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