terça-feira, junho 16, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Agronegócio tem salários em alta e queda na informalidade

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
14 novembro, 2023
em Mercado, Mundo Agro
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Mercado
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Adversidades não faltaram: recessão, greve de caminhoneiros, pandemia de Covid-19, quebra de safra, guerra na Ucrânia. Mesmo assim, o mercado do trabalho formal do agronegócio – que abrange a produção no campo e na agroindústria – aumentou e passou a pagar salários maiores.

Segundo levantamento realizado pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV) com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor criou 366,3 mil empregos com carteira assinada entre os segundos trimestres de 2016 e 2023, o que corresponde a uma expansão de quase 7%.

Leia mais

Fim da escala 6×1 pode ampliar gargalo de mão de obra e pressionar custos do agro, diz Marcos Fava Neves

Assinatura de acordo entre EUA e Irã ocorrerá na sexta (19) na Suíça; presença de Trump é incerta

Mato Grosso vai proibir uso de biomassa de vegetação nativa por indústrias e usinas de etanol

AGCO apresenta avanços em motores sustentáveis e reforça protagonismo na transição energética do agro

A remuneração média mensal cresceu 12,6% em termos reais, já descontada a inflação, passando de R$ 1.793,69 para R$ 2.018,99. É quase o triplo do crescimento da remuneração média de todas as ocupações, que avançou apenas 4,3%.

O FGV Agro observa que essa tendência resultou na redução da disparidade salarial entre o agronegócio e a média de todos os setores da economia. Em 2016, os trabalhadores do agronegócio recebiam 66% da média salarial nacional. Em 2023, essa proporção aumentou para 71,2%.

“Dentro da porteira” estão os maiores ganhos do agronegócio
O aumento das remunerações no agronegócio foi impulsionado principalmente pela expansão “dentro da porteira”. O salário médio mensal na pecuária teve um crescimento real de 22,3%, atingindo R$ 2.063,66. Na agricultura, a correção foi ainda maior, de 25,9%, totalizando R$ 1.764,22.

Por outro lado, a agroindústria não registrou aumento em sua remuneração média mensal, com uma queda exclusiva no segmento de alimentos e bebidas de 6,9% no período.

No entanto, o segmento de produtos não alimentícios, que engloba insumos agropecuários, produtos têxteis, produtos florestais, biocombustíveis e tabaco, viu sua remuneração média mensal crescer 1% em termos reais no mesmo período.

Número de informais caiu 10,3% em sete anos
A informalidade no agronegócio diminuiu durante o período analisado, com uma queda de 10,3% no número de trabalhadores informais, resultando no fechamento de 924,3 mil postos. São considerados informais os empregados sem carteira assinada, empregadores e trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

Esses resultados indicam que, embora o mercado de trabalho no agronegócio tenha encolhido ao longo do tempo em termos de empregos totais (3,9% ou 558 mil postos), a qualidade dos empregos aumentou, uma vez que os trabalhadores formalizados têm direitos trabalhistas, maior estabilidade e remunerações melhores. Assim, o agronegócio alcançou seu maior número de empregados com carteira e maior taxa de formalização para um segundo trimestre.

Na realidade do conjunto dos setores, o mercado de trabalho cresceu 9,1% entre o segundo trimestre de 2016 e 2023, impulsionado principalmente pela expansão do emprego informal (+12,4%). O emprego formal (com carteira assinada) cresceu em proporção menor (+6,7%).

Esse cenário contribuiu para uma queda na taxa de formalização do mercado de trabalho brasileiro nos últimos sete anos, passando de 58,9% no segundo trimestre de 2016 para 57,7% no mesmo período de 2023. Enquanto isso, no agronegócio a taxa de formalização subiu de 37,3% para 41,5%.

Produção “dentro da porteira” sente pouco as turbulências
Em relação à produção agrícola, ela foi pouco afetada pelos momentos de turbulência e, mesmo com quebras de safra ao longo do período, acumulou um crescimento de 34,1% na produção de grãos entre os ciclos 2016/17 e 2022/23, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A pecuária também teve um bom desempenho, com poucos efeitos negativos da pandemia da Covid-19 em termos de produção. O setor se beneficiou do aumento da demanda internacional por carnes brasileiras, especialmente devido à peste suína africana, que atingiu a China. Nos últimos sete anos, o valor bruto de produção (VBP) da pecuária teve um aumento de 14,6%, destaca o Ministério da Agricultura.

Por outro lado, a atividade “fora da porteira” sentiu mais os impactos das turbulências registradas entre 2016 e 2023. No segundo trimestre deste ano, a produção agroindustrial estava 4,4% abaixo do patamar de 2016, de acordo com os dados do Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) do FGV Agro.

Fonte: Vandré Kramer / Gazeta do Povo

◄ Leia outras notícias

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.


SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Em apenas 7 dias de novembro/23, Brasil já exportou 40% de todo o milho embarcado em novembro/22

Próximo post

Ondas de calor e frio: agronegócio deve se preocupar?

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Fim da escala 6×1 pode ampliar gargalo de mão de obra e pressionar custos do agro, diz Marcos Fava Neves

Fim da escala 6×1 pode ampliar gargalo de mão de obra e pressionar custos do agro, diz Marcos Fava Neves

16 junho, 2026
Assinatura de acordo entre EUA e Irã ocorrerá na sexta (19) na Suíça; presença de Trump é incerta

Assinatura de acordo entre EUA e Irã ocorrerá na sexta (19) na Suíça; presença de Trump é incerta

15 junho, 2026
Mato Grosso vai proibir uso de biomassa de vegetação nativa por indústrias e usinas de etanol

Mato Grosso vai proibir uso de biomassa de vegetação nativa por indústrias e usinas de etanol

12 junho, 2026
AGCO apresenta avanços em motores sustentáveis e reforça protagonismo na transição energética do agro

AGCO apresenta avanços em motores sustentáveis e reforça protagonismo na transição energética do agro

10 junho, 2026
Governo de Mato Grosso e MPE firmam acordo para regulamentar uso de biomassa

Governo de Mato Grosso e MPE firmam acordo para regulamentar uso de biomassa

9 junho, 2026
Com tarifaço de Trump, agro pode faturar metade do valor de 2024

Feplana prevê fim do setor canavieiro no Nordeste se governo Lula ceder aos EUA

8 junho, 2026
ETANOL: Indicadores seguem em queda

Unica e Bioenergia Brasil argumentam que tarifa do etanol segue regras do Mercosul

5 junho, 2026
Tarifa de 50% dos EUA sobre etanol brasileiro traz desafios e oportunidades, diz presidente da Bioenergia Brasil

Impacto de tarifas dos Estados Unidos deve ser limitado para usinas sucroenergéticas

5 junho, 2026
Com tarifaço de Trump, agro pode faturar metade do valor de 2024

Brasil divulga argumentos apresentados aos EUA sobre etanol, Pix e outros temas

4 junho, 2026
Diante de juízes da Suprema Corte, Trump critica sentença “muito infeliz” sobre tarifas

Imprensa internacional acompanha ameaça de novo tarifaço de Trump ao Brasil

4 junho, 2026
Carregar mais
Próximo post
calor

Ondas de calor e frio: agronegócio deve se preocupar?

Mais lidas da semana

  • Trending
Empresário foragido acusado de ligação com o PCC pode ter comprado usinas de cana em esquema

Justiça do Trabalho deve julgar ação sobre excesso de carga no transporte de cana

11 junho, 2026
Raízen reforça operação da Usina Vale do Rosário e desmente boatos sobre venda ou hibernação

Raízen vende ativos na Argentina para Mercuria e Integra Capital por US$ 1,4 bilhão

8 junho, 2026
Mato Grosso vai proibir uso de biomassa de vegetação nativa por indústrias e usinas de etanol

Mato Grosso vai proibir uso de biomassa de vegetação nativa por indústrias e usinas de etanol

12 junho, 2026
Superintendência do Cade aprova venda de 40 projetos fotovoltaicos da Raízen para a Brasol

Os próximos passos da recuperação da Raízen e o que ainda preocupa o mercado

12 junho, 2026
Etanol/ANP: preço sobe em 10 Estados e no DF, cai em 12 e fica estável 4

Lula, Alckmin e ministros discutem E32 e tarifa dos EUA com setor de etanol

11 junho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36