A Raízen, uma das principais empresas do setor sucroenergético no Brasil, divulgará os resultados do 1º trimestre de seu ano-safra no próximo dia 13 de agosto. Procurada pela reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a empresa afirmou que não irá comentar o impacto do encerramento por tempo indeterminado das operações da Usina Santa Elisa, localizada em Sertãozinho, no interior de São Paulo, que resultou na demissão de 1.200 trabalhadores, segundo a prefeitura da cidade.
O anúncio de que a usina seria fechada aconteceu no último dia 15 de julho. A companhia informou que a medida faz parte de sua estratégia de reciclagem de portfólio e busca por maior eficiência agroindustrial.
A decisão envolve também a venda de até 3,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, entre produção própria e contratos com fornecedores, por aproximadamente R$ 1,045 bilhão. A venda foi firmada com seis grupos do setor sucroenergético: Usina Alta Mogiana, Usina Bazan, Usina Batatais, São Martinho, Pitangueiras e Viralcool.
A Raízen apenas confirmou que a transação ainda aguarda aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de condições previstas nos contratos, sem dar mais detalhes.
Fundada em 1936, a usina é considerada uma das mais tradicionais do setor e teve papel relevante no desenvolvimento agroindustrial da região de Ribeirão Preto, especialmente no período pós-crise do café. A paralisação de suas atividades marca o fim de um ciclo histórico para a produção de açúcar e etanol na localidade.
Fechamento de usina resultou em 1,2 mil demissões, afirma prefeitura
O encerramento das operações da usina resultou na demissão de 1.200 trabalhadores, dos quais 234 residem no município, segundo informações da prefeitura à reportagem.
Assim, a administração municipal definiu, em reunião, medidas para tentar minimizar os impactos sociais e econômicos da decisão. Entre elas, está a realização de um mutirão de empregos coordenado pelo Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), em parceria com empresas privadas, entidades de classe e o SENAI.
Procurada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a Raízen não comentou sobre o impacto em relação aos funcionários que perderam seus empregos.
Dívida recorde e venda de ativos intensificam reestruturação da Raízen
A decisão ocorre em meio a um cenário de pressão financeira para a companhia. No quarto trimestre de 2024, a Raízen registrou dívida bruta de R$ 64,7 bilhões, enquanto a dívida líquida alcançou R$ 54,8 bilhões — o maior nível desde a abertura de capital na B3, em 2021.
A controladora Cosan reportou prejuízo de R$ 9,4 bilhões no último ano, atribuindo parte do resultado ao desempenho abaixo do esperado da Raízen.
Como parte do processo de reciclagem de ativos, a empresa também anunciou a venda de 55 usinas de geração distribuída, em transação avaliada em R$ 600 milhões. A operação foi comunicada ao mercado por meio de fato relevante publicado na última semana.
Os resultados auditados do primeiro trimestre da safra 2025/2026 devem ser divulgados pela companhia no próximo dia 13 de agosto.
Fonte: Redação Times Brasil
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