quarta-feira, novembro 4, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Brasil diversifica matriz elétrica e ganha mais relevância na transição energética

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
4 maio, 2023
em Bioenergia, Cana de Açúcar, Energia renovável
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Bioenergia
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

Em 2022, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para operação comercial 8,2 gigawatts (GW) de novas usinas, dos quais 68% foram de eólica e solar. Para 2024, dos 13,8 GW de potência esperados, 12,9 GW são de usinas eólicas e solares, perto de 93%. As fontes renováveis que mexeram com a matriz brasileiras com mais força nos últimos anos vão continuar ditando o crescimento da capacidade instalada de energia do Brasil. Ao mesmo tempo que criam novos desafios para o setor, como a questão do armazenamento.

O dado de 2022 não inclui a energia de micro e minigeração distribuída a partir de pequenos sistemas fotovoltaicos de geração própria em telhados, fachadas e pequenos terrenos, que sozinhas acrescentaram mais 7,3 GW de potência, praticamente toda composta por fonte solar.

Leia mais

Etanol brasileiro promete retirar mais carbono do que emite: Usina calcula emissões negativas e revela nova tecnologia que combina biogás, biometano, biofertilizantes e captura de carbono

Cana/Agricultura: moagem no Brasil cai 17,8% na 1ª quinzena de outubro, para 32,04 mi de t

Câmara aprova projeto que prevê incentivos para a produção de cana no Nordeste

Câmara aprova apoio financeiro a produtores de cana-de-açúcar no Nordeste

Ter mais da metade da nova energia originada nos ventos ou no sol não é um fato inesperado. É o resultado de um processo de transformação que mudou a matriz brasileira ao longo deste século, entre crises energéticas e mudanças tecnológicas e de hábitos.

Junto com a energia hídrica, o Brasil se posiciona hoje como um dos países mais renováveis em energia do mundo, com indice acima de 80%, se considerar térmicas a biomassa. Essa é uma das vantagens competitivas apregoadas por autoridades do mercado de energia e que vários países vão precisar de muitos anos para alcançar o mesmo patamar.

A expectativa é que isso coloque o país como um dos principais atores na transição energética. O Brasil saiu, no início do século, após racionamento de energia que afetou a maior parte do território em 2001, de um modelo baseado essencialmente na fonte hidrelétrica para uma matriz diversificada com a chegada das fontes eólica e solar, ambas sustentadas por uma forte política estatal de subsídios. Também se viu a ampliação de uma base termelétrica, que inclui o gás natural e a bioeletricidade.

Hoje o Brasil é um dos líderes em geração hidráulica, tem tecnologias para produção de etanol e biodiesel, possui a sexta maior reserva de urânio do planeta, domina a técnica de enriquecimento do minério para fins pacíficos, é líder mundial em energias renováveis e pode se tornar um hub global de exportação de hidrogênio. Tudo isso, mantendo o pioneirismo na tecnologia de extração de petróleo.

Especialistas avaliam que o país está melhor posicionado em relação ao mundo. O presidente da PSR Consultoria, Luiz Augusto Barroso, diz que o Brasil ocupa uma posição na economia de carbono onde muitos países querem chegar em décadas. “O mix energético do Brasil tem uma participação de renováveis na faixa de 42%; no setor elétrico a fatia de usinas limpas é superior a 80%”, disse Barroso.

Ele acrescenta que, ao longo de 23 anos, o Brasil tornou-se resiliente aos efeitos climáticos ao diversificar a matriz, adicionando outras fontes limpas com a vantagem de serem economicamente competitivas. Isso permite ao Brasil ser uma potência na fabricação de produtos de alto valor agregado, que terão valor crescente numa economia de baixo carbono.

Na corrida para zerar as emissões, o professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), Nivalde de Castro, entende que o Brasil tem posição favorável ao passo que mantém a tendência mundial de investimentos em eólica e solar.

“No mundo, essa energia renovável é para substituir as usinas térmicas a carvão, óleo e gás e aqui no Brasil ela não substitui, mas, sim, complementa as hidrelétricas”, afirma Castro.

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, lembra que em 2022 a maior parte das usinas liberadas para operação comercial foram das fontes eólica e solar, reforçando essa vocação do país das energias limpas. “O Brasil sempre foi referência em energias renováveis. Em termos de capacidade instalada, 75% de nossa matriz elétrica é formada por hidrelétricas, eólicas e solares”, disse Feitosa.

Prossegue o diretor-geral da Aneel: “Mesmo entre nossas termelétricas, 36% dizem respeito a biomassa, também renovável. Nos últimos 20 anos, vivenciamos importantes transformações. De um setor que era basicamente hidrelétrico, para um bastante diversificado”, afirma.

Pensando no futuro, Barroso e Castro acrescentam que a dinâmica da transição no Brasil e no mundo aponta para a necessidade de avançar nos estudos de armazenamento de energia. Antes, as grandes hidrelétricas se apoiavam em energia armazenada em grandes reservatórios. Por restrições ambientais, as novas usinas não têm mais a capacidade de armazenamento de antes, como Jirau, Belo Monte e Santo Antônio.

Os sistemas de baterias disponíveis serão uma tendência tecnológica cada vez mais usada, mas ainda têm capacidade de atendimento em períodos curtos e envolvem uma cadeia produtiva com alta pegada de carbono e processamento de minerais.

Enquanto sistemas de armazenamento mais robustos não estão totalmente disponíveis na prateleira de tecnologias disruptivas, as térmicas mais eficientes e que utilizem gás natural e combustíveis renováveis terão o papel determinante de resguardar o sistema elétrico em tempos de crise.

O futuro ainda aguarda a entrada de novas tecnologias, como eólicas no mar, hidrelétricas reversíveis e hidrogênio verde.

Fonte: Valor Econômico

◄ Leia outras notícias

Clique AQUI, entre no grupo de WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real ou nos acompanhe através do Telegram

SendCompartilhar
Artigo anteiror

Agrishow 2023: Bancos das empresas projetam superar volume de negócios de 2022

Próximo post

FAPESP e consórcio europeu lançam edital para apoiar pesquisas em ciência e engenharia de materiais

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Etanol brasileiro promete retirar mais carbono do que emite: Usina calcula emissões negativas e revela nova tecnologia que combina biogás, biometano, biofertilizantes e captura de carbono

Etanol brasileiro promete retirar mais carbono do que emite: Usina calcula emissões negativas e revela nova tecnologia que combina biogás, biometano, biofertilizantes e captura de carbono

3 novembro, 2026
Unica e Orplana fecham acordo sobre novas regras do Consecana

Cana/Agricultura: moagem no Brasil cai 17,8% na 1ª quinzena de outubro, para 32,04 mi de t

2 novembro, 2026
Duas realidades da mesma lavoura: como o Brasil colhe cana em diferentes regiões

Câmara aprova projeto que prevê incentivos para a produção de cana no Nordeste

2 novembro, 2026
Câmara aprova apoio financeiro a produtores de cana-de-açúcar no Nordeste

Câmara aprova apoio financeiro a produtores de cana-de-açúcar no Nordeste

29 outubro, 2026
Bioenergia pode redesenhar o interior do Brasil e abrir novo ciclo de crescimento, diz Marcos Fava Neves; assista à palestra

Bioenergia pode redesenhar o interior do Brasil e abrir novo ciclo de crescimento, diz Marcos Fava Neves; assista à palestra

28 outubro, 2026
Moagem de cana na safra 2026/27 no Norte-Nordeste atinge 23,1% da projeção

Moagem de cana na safra 2026/27 no Norte-Nordeste atinge 23,1% da projeção

28 outubro, 2026
Unica estrutura estratégia para ampliar presença do etanol brasileiro no exterior

Unica estrutura estratégia para ampliar presença do etanol brasileiro no exterior

28 outubro, 2026
DATAGRO projeta moagem de 640,5 milhões de toneladas no Centro-Sul

DATAGRO projeta moagem de 640,5 milhões de toneladas no Centro-Sul

27 outubro, 2026
Safra 2027/28 pode atingir 650 milhões de toneladas de cana

Safra 2027/28 pode atingir 650 milhões de toneladas de cana

27 outubro, 2026
Produtividade da cana cresce, mas queda do ATR pressiona produtores

Produtividade da cana cresce, mas queda do ATR pressiona produtores

27 outubro, 2026
Carregar mais
Próximo post
FAPESP

FAPESP e consórcio europeu lançam edital para apoiar pesquisas em ciência e engenharia de materiais

Mais lidas da semana

  • Trending
Raízen vende 55 usinas de geração distribuída para Thopen e Grupo Gera por R$ 600 milhões

Raízen fecha acordo de R$ 22,4 bilhões com a União e reduz dívida tributária em 85%

2 novembro, 2026
Safra 2027/28 pode atingir 650 milhões de toneladas de cana

Safra 2027/28 pode atingir 650 milhões de toneladas de cana

27 outubro, 2026
Mubadala e FS avaliam a compra de dívida da Raízen, dizem fontes

Mubadala e FS avaliam a compra de dívida da Raízen, dizem fontes

29 outubro, 2026
CTT inteligente coloca eficiência, dados e gestão de ativos no centro do debate; assista ao painel

CTT inteligente coloca eficiência, dados e gestão de ativos no centro do debate; assista ao painel

4 novembro, 2026
Opinião: Etanol de milho abre uma nova era de competitividade industrial no Brasil, mas quem está preparado para competir?

Opinião: Etanol de milho abre uma nova era de competitividade industrial no Brasil, mas quem está preparado para competir?

30 outubro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Destaques
  • Editorias
  • Eventos Visão Agro
  • Eventos Visão Agro
  • Formulário de Oportunidades – Visão Agro
  • Home
  • Home teste
  • Home-antiga
  • Manutenção
  • Paywall Assinatura
  • Paywall Login
  • Paywall Perfil
  • Paywall Registrar
  • Política de privacidade
  • Política de Privacidade – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Sobre a Visão Agro
  • Termos de Serviço – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Termos de Uso

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36