terça-feira, abril 21, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Brasil diversifica matriz elétrica e ganha mais relevância na transição energética

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
4 maio, 2023
em Bioenergia, Cana de Açúcar, Energia renovável
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Bioenergia
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Em 2022, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para operação comercial 8,2 gigawatts (GW) de novas usinas, dos quais 68% foram de eólica e solar. Para 2024, dos 13,8 GW de potência esperados, 12,9 GW são de usinas eólicas e solares, perto de 93%. As fontes renováveis que mexeram com a matriz brasileiras com mais força nos últimos anos vão continuar ditando o crescimento da capacidade instalada de energia do Brasil. Ao mesmo tempo que criam novos desafios para o setor, como a questão do armazenamento.

O dado de 2022 não inclui a energia de micro e minigeração distribuída a partir de pequenos sistemas fotovoltaicos de geração própria em telhados, fachadas e pequenos terrenos, que sozinhas acrescentaram mais 7,3 GW de potência, praticamente toda composta por fonte solar.

Leia mais

Credores da Raízen propõem injeção de R$ 8 bilhões e saída de Rubens Ometto, dizem fontes

Inpasa embarca 45 mil toneladas de DDGS para a Turquia

Da canola à macaúba, agronegócio diversifica culturas para produzir etanol e biodiesel

Integração entre etanol de cana e milho impulsiona nova fase dos biocombustíveis no Brasil

Ter mais da metade da nova energia originada nos ventos ou no sol não é um fato inesperado. É o resultado de um processo de transformação que mudou a matriz brasileira ao longo deste século, entre crises energéticas e mudanças tecnológicas e de hábitos.

Junto com a energia hídrica, o Brasil se posiciona hoje como um dos países mais renováveis em energia do mundo, com indice acima de 80%, se considerar térmicas a biomassa. Essa é uma das vantagens competitivas apregoadas por autoridades do mercado de energia e que vários países vão precisar de muitos anos para alcançar o mesmo patamar.

A expectativa é que isso coloque o país como um dos principais atores na transição energética. O Brasil saiu, no início do século, após racionamento de energia que afetou a maior parte do território em 2001, de um modelo baseado essencialmente na fonte hidrelétrica para uma matriz diversificada com a chegada das fontes eólica e solar, ambas sustentadas por uma forte política estatal de subsídios. Também se viu a ampliação de uma base termelétrica, que inclui o gás natural e a bioeletricidade.

Hoje o Brasil é um dos líderes em geração hidráulica, tem tecnologias para produção de etanol e biodiesel, possui a sexta maior reserva de urânio do planeta, domina a técnica de enriquecimento do minério para fins pacíficos, é líder mundial em energias renováveis e pode se tornar um hub global de exportação de hidrogênio. Tudo isso, mantendo o pioneirismo na tecnologia de extração de petróleo.

Especialistas avaliam que o país está melhor posicionado em relação ao mundo. O presidente da PSR Consultoria, Luiz Augusto Barroso, diz que o Brasil ocupa uma posição na economia de carbono onde muitos países querem chegar em décadas. “O mix energético do Brasil tem uma participação de renováveis na faixa de 42%; no setor elétrico a fatia de usinas limpas é superior a 80%”, disse Barroso.

Ele acrescenta que, ao longo de 23 anos, o Brasil tornou-se resiliente aos efeitos climáticos ao diversificar a matriz, adicionando outras fontes limpas com a vantagem de serem economicamente competitivas. Isso permite ao Brasil ser uma potência na fabricação de produtos de alto valor agregado, que terão valor crescente numa economia de baixo carbono.

Na corrida para zerar as emissões, o professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), Nivalde de Castro, entende que o Brasil tem posição favorável ao passo que mantém a tendência mundial de investimentos em eólica e solar.

“No mundo, essa energia renovável é para substituir as usinas térmicas a carvão, óleo e gás e aqui no Brasil ela não substitui, mas, sim, complementa as hidrelétricas”, afirma Castro.

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, lembra que em 2022 a maior parte das usinas liberadas para operação comercial foram das fontes eólica e solar, reforçando essa vocação do país das energias limpas. “O Brasil sempre foi referência em energias renováveis. Em termos de capacidade instalada, 75% de nossa matriz elétrica é formada por hidrelétricas, eólicas e solares”, disse Feitosa.

Prossegue o diretor-geral da Aneel: “Mesmo entre nossas termelétricas, 36% dizem respeito a biomassa, também renovável. Nos últimos 20 anos, vivenciamos importantes transformações. De um setor que era basicamente hidrelétrico, para um bastante diversificado”, afirma.

Pensando no futuro, Barroso e Castro acrescentam que a dinâmica da transição no Brasil e no mundo aponta para a necessidade de avançar nos estudos de armazenamento de energia. Antes, as grandes hidrelétricas se apoiavam em energia armazenada em grandes reservatórios. Por restrições ambientais, as novas usinas não têm mais a capacidade de armazenamento de antes, como Jirau, Belo Monte e Santo Antônio.

Os sistemas de baterias disponíveis serão uma tendência tecnológica cada vez mais usada, mas ainda têm capacidade de atendimento em períodos curtos e envolvem uma cadeia produtiva com alta pegada de carbono e processamento de minerais.

Enquanto sistemas de armazenamento mais robustos não estão totalmente disponíveis na prateleira de tecnologias disruptivas, as térmicas mais eficientes e que utilizem gás natural e combustíveis renováveis terão o papel determinante de resguardar o sistema elétrico em tempos de crise.

O futuro ainda aguarda a entrada de novas tecnologias, como eólicas no mar, hidrelétricas reversíveis e hidrogênio verde.

Fonte: Valor Econômico

◄ Leia outras notícias

Clique AQUI, entre no grupo de WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real ou nos acompanhe através do Telegram

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Agrishow 2023: Bancos das empresas projetam superar volume de negócios de 2022

Próximo post

FAPESP e consórcio europeu lançam edital para apoiar pesquisas em ciência e engenharia de materiais

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Cade aprova venda de usinas da Raízen para Thopen em operação de até R$ 600 milhões

Credores da Raízen propõem injeção de R$ 8 bilhões e saída de Rubens Ometto, dizem fontes

20 abril, 2026
Inpasa e Amaggi planejam investir, juntas, ao menos R$ 12 bi em usinas de etanol de milho

Inpasa embarca 45 mil toneladas de DDGS para a Turquia

20 abril, 2026

Da canola à macaúba, agronegócio diversifica culturas para produzir etanol e biodiesel

20 abril, 2026
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Integração entre etanol de cana e milho impulsiona nova fase dos biocombustíveis no Brasil

20 abril, 2026
Unica e Orplana fecham acordo sobre novas regras do Consecana

Produção de cana atinge 673,2 mi t em 2025/26, aponta Conab, com recorde para etanol

20 abril, 2026

Unidade de Produção de Sementes do CTC inaugura nova era da cana-de açúcar

17 abril, 2026
“O futuro do setor depende de suas raízes”, diz Aryl Lyra, diretor presidente da Caeté

“O futuro do setor depende de suas raízes”, diz Aryl Lyra, diretor presidente da Caeté

17 abril, 2026

VLI renova contrato com BP Bioenergy e projeta expansão no escoamento de açúcar

17 abril, 2026
Grupo Santo Antônio ampliou produção de açúcar na safra 2024/25 mesmo com menor moagem de cana

Grupo Santo Antônio ampliou produção de açúcar na safra 2024/25 mesmo com menor moagem de cana

17 abril, 2026
Solução desenvolvida pela USP pode reduzir perda de produção de etanol por contaminação

Petrobras firma parceria para avançar em projeto de produção de SAF com etanol

16 abril, 2026
Carregar mais
Próximo post
FAPESP

FAPESP e consórcio europeu lançam edital para apoiar pesquisas em ciência e engenharia de materiais

Mais lidas da semana

  • Trending
Cade aprova venda de usinas da Raízen para Thopen em operação de até R$ 600 milhões

Credores da Raízen propõem injeção de R$ 8 bilhões e saída de Rubens Ometto, dizem fontes

20 abril, 2026
Dedini vence Prêmio Visão Agro Norte-Nordeste na categoria “Melhores Empresas” da área industrial

Dedini vence Prêmio Visão Agro Norte-Nordeste na categoria “Melhores Empresas” da área industrial

16 abril, 2026
As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

30 janeiro, 2026
Agrishow 2024 fecha com R$ 13,608 bilhões em intenções de negócios e aposta em melhor experiência ao cliente

Agrishow consolida protagonismo do Brasil na segurança alimentar global

17 abril, 2026
Transpetro investe em tecnologia para combater furtos em dutos

Petrobras aprova retomada de obras de fábrica de fertilizantes em Mato Grosso do Sul

15 abril, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36