quarta-feira, agosto 26, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Brasil diversifica matriz elétrica e ganha mais relevância na transição energética

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
4 maio, 2023
em Bioenergia, Cana de Açúcar, Energia renovável
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Bioenergia
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Em 2022, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para operação comercial 8,2 gigawatts (GW) de novas usinas, dos quais 68% foram de eólica e solar. Para 2024, dos 13,8 GW de potência esperados, 12,9 GW são de usinas eólicas e solares, perto de 93%. As fontes renováveis que mexeram com a matriz brasileiras com mais força nos últimos anos vão continuar ditando o crescimento da capacidade instalada de energia do Brasil. Ao mesmo tempo que criam novos desafios para o setor, como a questão do armazenamento.

O dado de 2022 não inclui a energia de micro e minigeração distribuída a partir de pequenos sistemas fotovoltaicos de geração própria em telhados, fachadas e pequenos terrenos, que sozinhas acrescentaram mais 7,3 GW de potência, praticamente toda composta por fonte solar.

Leia mais

Usinas do Nordeste têm ganhos de até 92,8% na produtividade da cana com irrigação

Opinião: Curtailment recorrente: insegurança regulatória e riscos para a bioeletricidade da cana

ABiogás projeta R$ 216 bilhões em investimentos em biogás e biometano até 2035

Usinas goianas ampliam negócios com produção de leveduras

Ter mais da metade da nova energia originada nos ventos ou no sol não é um fato inesperado. É o resultado de um processo de transformação que mudou a matriz brasileira ao longo deste século, entre crises energéticas e mudanças tecnológicas e de hábitos.

Junto com a energia hídrica, o Brasil se posiciona hoje como um dos países mais renováveis em energia do mundo, com indice acima de 80%, se considerar térmicas a biomassa. Essa é uma das vantagens competitivas apregoadas por autoridades do mercado de energia e que vários países vão precisar de muitos anos para alcançar o mesmo patamar.

A expectativa é que isso coloque o país como um dos principais atores na transição energética. O Brasil saiu, no início do século, após racionamento de energia que afetou a maior parte do território em 2001, de um modelo baseado essencialmente na fonte hidrelétrica para uma matriz diversificada com a chegada das fontes eólica e solar, ambas sustentadas por uma forte política estatal de subsídios. Também se viu a ampliação de uma base termelétrica, que inclui o gás natural e a bioeletricidade.

Hoje o Brasil é um dos líderes em geração hidráulica, tem tecnologias para produção de etanol e biodiesel, possui a sexta maior reserva de urânio do planeta, domina a técnica de enriquecimento do minério para fins pacíficos, é líder mundial em energias renováveis e pode se tornar um hub global de exportação de hidrogênio. Tudo isso, mantendo o pioneirismo na tecnologia de extração de petróleo.

Especialistas avaliam que o país está melhor posicionado em relação ao mundo. O presidente da PSR Consultoria, Luiz Augusto Barroso, diz que o Brasil ocupa uma posição na economia de carbono onde muitos países querem chegar em décadas. “O mix energético do Brasil tem uma participação de renováveis na faixa de 42%; no setor elétrico a fatia de usinas limpas é superior a 80%”, disse Barroso.

Ele acrescenta que, ao longo de 23 anos, o Brasil tornou-se resiliente aos efeitos climáticos ao diversificar a matriz, adicionando outras fontes limpas com a vantagem de serem economicamente competitivas. Isso permite ao Brasil ser uma potência na fabricação de produtos de alto valor agregado, que terão valor crescente numa economia de baixo carbono.

Na corrida para zerar as emissões, o professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), Nivalde de Castro, entende que o Brasil tem posição favorável ao passo que mantém a tendência mundial de investimentos em eólica e solar.

“No mundo, essa energia renovável é para substituir as usinas térmicas a carvão, óleo e gás e aqui no Brasil ela não substitui, mas, sim, complementa as hidrelétricas”, afirma Castro.

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, lembra que em 2022 a maior parte das usinas liberadas para operação comercial foram das fontes eólica e solar, reforçando essa vocação do país das energias limpas. “O Brasil sempre foi referência em energias renováveis. Em termos de capacidade instalada, 75% de nossa matriz elétrica é formada por hidrelétricas, eólicas e solares”, disse Feitosa.

Prossegue o diretor-geral da Aneel: “Mesmo entre nossas termelétricas, 36% dizem respeito a biomassa, também renovável. Nos últimos 20 anos, vivenciamos importantes transformações. De um setor que era basicamente hidrelétrico, para um bastante diversificado”, afirma.

Pensando no futuro, Barroso e Castro acrescentam que a dinâmica da transição no Brasil e no mundo aponta para a necessidade de avançar nos estudos de armazenamento de energia. Antes, as grandes hidrelétricas se apoiavam em energia armazenada em grandes reservatórios. Por restrições ambientais, as novas usinas não têm mais a capacidade de armazenamento de antes, como Jirau, Belo Monte e Santo Antônio.

Os sistemas de baterias disponíveis serão uma tendência tecnológica cada vez mais usada, mas ainda têm capacidade de atendimento em períodos curtos e envolvem uma cadeia produtiva com alta pegada de carbono e processamento de minerais.

Enquanto sistemas de armazenamento mais robustos não estão totalmente disponíveis na prateleira de tecnologias disruptivas, as térmicas mais eficientes e que utilizem gás natural e combustíveis renováveis terão o papel determinante de resguardar o sistema elétrico em tempos de crise.

O futuro ainda aguarda a entrada de novas tecnologias, como eólicas no mar, hidrelétricas reversíveis e hidrogênio verde.

Fonte: Valor Econômico

◄ Leia outras notícias

Clique AQUI, entre no grupo de WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real ou nos acompanhe através do Telegram

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Agrishow 2023: Bancos das empresas projetam superar volume de negócios de 2022

Próximo post

FAPESP e consórcio europeu lançam edital para apoiar pesquisas em ciência e engenharia de materiais

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Veja os estados com as maiores áreas de cana colhida na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

Usinas do Nordeste têm ganhos de até 92,8% na produtividade da cana com irrigação

26 agosto, 2026
Opinião: Curtailment recorrente: insegurança regulatória e riscos para a bioeletricidade da cana

Opinião: Curtailment recorrente: insegurança regulatória e riscos para a bioeletricidade da cana

26 agosto, 2026
ABiogás projeta R$ 216 bilhões em investimentos em biogás e biometano até 2035

ABiogás projeta R$ 216 bilhões em investimentos em biogás e biometano até 2035

26 agosto, 2026
Usinas goianas ampliam negócios com produção de leveduras

Usinas goianas ampliam negócios com produção de leveduras

25 agosto, 2026
ANP avalia pedido de suspensão da mistura de biodiesel ao óleo diesel

Biodiesel amplia demanda por soja e abre novas frentes para processamento e geração de valor no Brasil

25 agosto, 2026
Combustível dispara na Bahia e dá munição ao discurso de reestatização

Safra maior de cana amplia oferta de etanol e pressiona preços

25 agosto, 2026

Etanol e biometano ampliam espaço na descarbonização do transporte no Brasil

25 agosto, 2026
Setor bioenergético discute integração entre agrícola, indústria e suprimentos em evento técnico em Sertãozinho

Nova estimativa da Conab prevê 705,2 milhões de toneladas de cana em 2026/27

25 agosto, 2026
Biometano: o que é, como é produzido e qual a diferença para o gás natural

ANP aprova resolução sobre especificação e controle da qualidade do biometano

24 agosto, 2026
Produtividade da cana cai 20% em outubro em relação a safra passada, diz CTC

Na virada do açúcar, São Martinho e Jalles disparam — commodity já subiu 19%

24 agosto, 2026
Carregar mais
Próximo post
FAPESP

FAPESP e consórcio europeu lançam edital para apoiar pesquisas em ciência e engenharia de materiais

Mais lidas da semana

  • Trending
Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

25 agosto, 2026
Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

21 agosto, 2026
Persiste impasse entre usinas e produtores de cana sobre preços

Com El Niño, açúcar atinge maior valor desde abril de 2025 na bolsa de Nova York

20 agosto, 2026

Governo estuda nova prorrogação da subvenção à gasolina por 30 dias

24 agosto, 2026
Preço da soja volta a cair no mercado interno

Por que o Brasil ainda discute o B16 enquanto a Indonésia já está no B50?

20 agosto, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36