Integrantes do governo admitem receio de delegações internacionais sobre agenda e acordo

A COP30 começa sob clima de apreensão diante do receio das delegações de esbarrarem em divergências durante a votação sobre a agenda que será cumprida nas discussões dos próximos dias e, consequentemente, um acordo menos expressivo, ao final do encontro.
À CNN Brasil, diplomatas e observadores avaliam que há receio sobre como a conferência irá começar e se haverá um desfecho ao final. O primeiro passo para o início da COP será a aprovação de uma agenda, que deverá ser fechada ainda nesta segunda-feira (10) e permite o avanço das negociações.
Geralmente, o receio é sobre como as COPs terminarão, mas neste caso, a preocupação é por um impasse ainda no primeiro dia. A agenda será proposta pelo presidente da COP30, André Corrêa do Lago, mas precisa da anuência de todas as delegações. Se qualquer nação discordar, as negociações são travadas, o que poderia significar o fracasso da COP, segundo diplomatas.
Ainda paira no ar o receio de que, ao final, repita-se o que aconteceu durante a COP15, em Copenhague, em 2009, que resultou em um acordo sem força legal, o chamado “Acordo de Copenhague”. À época, a ideia seria reeditar o acordo de Kyoto – que previa metas para redução dos gases de efeito estufa, depois substituído pelo Acordo de Paris -, mas a Venezuela e outros países do ALBA – Bolívia, Cuba e Nicarágua – se opuseram à condução das negociações.
A COP30 segue até o dia 21 de novembro, em Belém, com representantes de 194 países e da União Europeia.
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