Evento começou nesta quarta-feira com autoridades, representantes de entidades e executivos do mercado para discutir cenário, desafios e perspectivas da cana, do açúcar e do etanol

Teve início nesta quarta-feira, 11 de março, em Ribeirão Preto (SP), a 10ª DATAGRO Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol, evento que marca o início do calendário de debates do setor bioenergético e reúne lideranças, especialistas, autoridades públicas e representantes de empresas para discutir os rumos da safra 2026/27.
Em sua abertura, o presidente da DATAGRO, Plínio Nastari, destacou o simbolismo da 10ª edição do evento e ressaltou a importância de um setor que, mesmo diante de oscilações e desafios recorrentes, mantém sua capacidade de adaptação e reinvenção. Em tom institucional, ele cumprimentou os presentes, reforçou a relevância do encontro para o planejamento do ano e desejou uma boa safra a todos os agentes da cadeia.

A proposta da conferência, segundo a organização, é justamente reunir o setor para analisar os resultados da safra 2025/26 e projetar o novo ciclo, promovendo discussões sobre temas como mercado nacional e global, sustentabilidade, tecnologia e estratégias de diversificação no uso de biocombustíveis. Neste primeiro dia, a agenda inclui debates sobre tamanho da safra, mix de produção, visão dos traders, competitividade entre etanol de milho e de cana, petróleo, E35 e integração latino-americana.
Visão estratégica
O CEO da Orplana, José Guilherme, também reforçou, em sua participação, a importância de o setor manter uma visão estratégica diante de um cenário que exige adaptação constante. Em linha institucional, destacou que a cadeia da cana, do açúcar e do etanol convive historicamente com oscilações de mercado, mudanças de contexto e novos desafios, mas tem como marca a capacidade de se reinventar, inovar e seguir avançando.
Mário Campos, presidente da SIAMIG, chamou atenção para a necessidade de preservar debates importantes do setor em um ano eleitoral, defendendo que determinadas discussões avancem no momento mais adequado. Ele também reforçou o apelo para que haja avanço na lei de cultivares, destacando que a cana precisa de uma atualização que amplie o prazo de proteção das variedades, estimule o desenvolvimento de novos materiais e fortaleça a competitividade do setor nos próximos anos.
Mais energia renovável
Já o deputado federal Arnaldo Jardim fez um balanço dos principais temas debatidos pelo setor no último ano e destacou avanços considerados decisivos para a cadeia sucroenergética. Entre eles, citou a consolidação do programa Combustível do Futuro, com a ampliação da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%, além do fortalecimento da pauta dos biocombustíveis no debate internacional durante a COP30. Segundo ele, o Brasil conseguiu demonstrar que é possível expandir a produção de energia renovável sem comprometer a oferta de alimentos, reforçando seu protagonismo em sustentabilidade.

O parlamentar também apontou temas que ainda exigem mobilização, como a aprovação da lei dos cultivares, o avanço do projeto dos safristas e a defesa do RenovaBio. Arnaldo Jardim afirmou que o país precisa seguir criando condições para ampliar a participação do etanol em novas frentes, como o combustível sustentável de aviação (SAF) e o combustível marítimo, além de fortalecer a articulação entre Congresso, entidades e cadeia produtiva para garantir competitividade e segurança regulatória ao setor.
Ao reunir lideranças, entidades, executivos e autoridades em torno dos principais temas da cadeia sucroenergética, a abertura de safra da DATAGRO reforça seu papel como espaço de reflexão, alinhamento e projeção de futuro para um setor que segue decisivo para a energia, a economia e o agronegócio brasileiro.
Por: Fábio Palaveri | Fonte: Portal Visão Agro
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