Implantação de novos processos elevou desempenho operacional

Localizada na Zona Rural de Rio Largo, no Alagoas, a Usina Santa Clotilde vem passando por um processo consistente de modernização na gestão agrícola, com reflexos diretos na eficiência operacional, no desempenho das equipes e na disponibilidade dos ativos. Fundada em 1949, ela carrega mais de sete décadas de tradição na produção de açúcar, etanol e bioenergia, e agora, também vem se destacando pelos avanços em tecnologia de gestão.

Com um recorde de moagem que ultrapassou 1,1 milhão de toneladas na safra 2000/2001, a usina passou a enfrentar, nos últimos anos, uma série de gargalos que comprometiam o desempenho da operação agrícola. Os principais desafios incluíam baixa disponibilidade dos equipamentos, deficiência no planejamento georreferenciado, perdas elevadas e escassez de mão de obra qualificada.
A resposta veio com a implementação de uma série de iniciativas estratégicas. Um dos pilares desse novo momento foi a estruturação do PPMC (Planejamento, Programação e Controle da Manutenção), medida que contribuiu para a melhoria expressiva na disponibilidade das máquinas agrícolas. Paralelamente, a implantação de GPS nos tratores e a contratação de consultorias especializadas permitiram avanços tanto no controle interno quanto no desempenho da operação externa.
“A gente teve no ano anterior 180 mangueiras rompidas nas colhedoras. Agora caiu para 32. O consumo de óleo hidráulico também teve uma queda significativa, saindo de 0,019 Lts/ton da safra 23/24 para 0,007 Lts/ton na safra 24/25”, explica Leonardo Costa, superintendente agrícola da Santa Clotilde.
Segundo ele, o planejamento, o acompanhamento de metas e o engajamento da equipe foram fundamentais para os bons resultados alcançados. Parte desse avanço, segundo Leonardo, também se deve à parceria com a Lema Empresarial, que apoiou tecnicamente a reorganização dos processos de manutenção e operação.
Ganhos operacionais
Os ganhos operacionais foram evidentes: aumento na produtividade por ativo, redução nas perdas operacionais, maior densidade das cargas transportadas e melhoria no rendimento das frentes de colheita. Além disso, a modernização trouxe impactos concretos nos indicadores de eficiência.

A disponibilidade de manutenção das colhedoras apresentou um avanço de 16,63%, saindo de 77,08% na safra 23/24 para 89,90% na safra 24/25, com os mesmos equipamentos, reflexo direto dos investimentos em implantação de processos, capacitação das equipes operacionais e de manutenção.
Outro destaque relevante foi a redução do custo total por tonelada colhida, que caiu 14,44% em relação à safra anterior — de R$ 15,86/t na safra 2023/2024 para R$ 13,57/t em 2024/2025, onde podemos destacar as colhedoras, que saíram de R$ 4,47/t na safra 23/24 para R$ 2,29/t na safra 24/25.
Reuniões semanais com líderes e operadores também fazem parte dessa nova fase, promovendo a análise em tempo real dos resultados e incentivando uma cultura de transparência e compromisso com as metas. “Todas essas mudanças tiveram impactos na redução de custos e, claro, numa melhora significativa na produtividade e no desempenho geral da usina”, destacou Costa.
Fonte: Fábio Palaveri – Visão Agro
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