quarta-feira, agosto 26, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

O plano da Austrália para o hidrogênio e as lições para o Brasil

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
24 agosto, 2022
em Internacional, Mundo Agro, Negócios, Política e Governo
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Mercado Internacional
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Em 22 de novembro de 2019, a Austrália lançou sua Estratégia Nacional de Hidrogênio, com foco nas alternativas de baixo carbono e uma ambição: posicionar a indústria australiana como um importante player global até 2030.

Ao todo, a estratégia desenha 57 ações conjuntas para os governos australianos, considerando exportações, transporte, uso industrial, redes de gás, sistemas elétricos e questões transversais como segurança, emprego e impactos ambientais.

Para dar o primeiro impulso, a iniciativa vai aportar pelo menos 1,3 bilhão de dólares australianos (cerca de US$ 900 milhões) e a expectativa é atrair de três a quatro vezes esse valor em financiamento privado.

“Houve enorme apoio político em todas as nossas jurisdições — oito estados e territórios e o governo federal. A experiência de hoje mostrou que, com o subsídio inicial do governo, é possível atrair três ou quatro vezes esse valor do setor privado. Estamos olhando para talvez cerca de seis bilhões de dólares em investimentos na Austrália”, conta Fiona Simon, presidente do Conselho Australiano de Hidrogênio (AHC, sigla em inglês).

Ela participou na segunda (22/8) de um encontro organizado pelo Núcleo Energia do Cebri e pela Embaixada da Austrália no Brasil, sobre as oportunidades de colaboração entre os dois países.

O plano australiano considera três rotas: carvão com CCUS (captura, armazenamento e uso de carbono), gás natural com CCUS (o hidrogênio azul) e eletrólise com energia renovável (o verde).

E deve colocar o país logo atrás da Europa como principal mercado.

Um relatório de outubro do ano passado da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês) aponta que, até 2030, a capacidade instalada de eletrolisadores para produção de H2 verde deve escalar para 54 gigawatts (GW), considerando os projetos em construção e planejados — Europa e Austrália lideram, com 22 GW e 21 GW, respectivamente.

Em seguida vem a América Latina (5 GW) e o Oriente Médio (3 GW).

Só que, chegar até lá, requer muito mais recursos.

“[Esses 6 bilhões de dólares] provavelmente estão longe de onde precisamos estar. O custo da transição energética global é uma quantia enorme”, diz Fiona.

O AHC calcula que serão necessários pelo menos 80 bilhões de dólares australianos para desenvolver a infraestrutura de produção, eletrolisadores e adaptação de portos — e a porcentagem do governo nessa conta precisaria chegar a 20 bilhões de dólares australianos.

Para Fiona, um acordo sobre a precificação do carbono no mercado internacional seria um fator importante para incentivar mais investimentos.

O país também está dobrando os investimentos para renováveis. Em 2015, 14% dos investimentos na Austrália eram em energias renováveis. Hoje, são 35%.

Aprendizado para o Brasil

“Os dois países têm vantagens nesta área, como o alto potencial de produção de energia renovável, que podem levá-los a competir, mas têm também oportunidades de cooperação, relacionadas ao desenvolvimento do mercado, estabelecimento de um marco regulatório, promoção de inovação e atração de investimentos”, comenta Jorge Camargo, vice-presidente do Conselho Curador do Cebri.

O país começa a dar os primeiros passos nessa agenda. As iniciativas mais avançadas estão concentradas em portos, como do Pecém, no Ceará, Suape, em Pernambuco, e Açu, no Rio, que estão desenhando seus hubs de hidrogênio.

Desde o ano passado, grandes empresas brasileiras e internacionais vêm firmando memorandos de entendimento com os governos estaduais para desenvolver uma cadeia para o gás de baixo carbono. A maior parte dos projetos visa a exportação de H2 verde e azul.

Enquanto isso, o governo federal trabalha em um Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), sem escolher uma rota favorita. Na última sexta (19/8), o Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou os representantes que irão compor o Comitê Gestor do PNH2. Veja portaria

Para Luís Viga, presidente da mineradora australiana Fortescue Metals no Brasil, há uma cooperação importante entre as empresas e o setor público sobre o assunto, mas a formulação de políticas públicas para o setor no Brasil ainda está aquém da rápida multiplicação de projetos e do interesse da iniciativa privada.

Recentemente, a mineradora anunciou um investimento de US$ 6 bilhões em hidrogênio verde no país.

“O setor precisa de incentivos do governo, assim como aconteceu com outras energias renováveis, e principalmente de segurança regulatória, sem protecionismo”, defendeu.

Atualmente, há cerca de 20 empresas investindo em hidrogênio verde no Brasil, os projetos concentram-se nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro, envolvendo empresas como a Fortescue, Enegix, Siemens, Qair, Neoenergia, White Martins, Shell, entre outras.

Nayara Machado

Leia mais

Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

Governo estuda nova prorrogação da subvenção à gasolina por 30 dias

Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

Câmara de Nova Mutum (MT) aprova incentivos para expansão da Inpasa

Fonte: Epbr

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Safra de cana-de-açúcar tem produtividade dos canaviais e qualidade da matéria-prima superiores em julho na maioria das regiões do Centro-Sul, mostra CTC

Próximo post

Trigo/Sovecon: exportações russas estão no menor nível em 5 anos apesar de safra recorde

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

25 agosto, 2026

Governo estuda nova prorrogação da subvenção à gasolina por 30 dias

24 agosto, 2026
Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

21 agosto, 2026
Câmara de Nova Mutum (MT) aprova incentivos para expansão da Inpasa

Câmara de Nova Mutum (MT) aprova incentivos para expansão da Inpasa

18 agosto, 2026
Congresso aprova projeto que pode ajudar a manter competitividade do etanol

Congresso aprova projeto que pode ajudar a manter competitividade do etanol

17 agosto, 2026
ICL quer cerco ao crime organizado e leis que fechem brechas no mercado de combustíveis

ICL quer cerco ao crime organizado e leis que fechem brechas no mercado de combustíveis

17 agosto, 2026
BYD aposta em híbridos flex e coloca etanol no centro da estratégia de eletrificação no Brasil

BYD aposta em híbridos flex e coloca etanol no centro da estratégia de eletrificação no Brasil

14 agosto, 2026
Stellantis coloca etanol ao lado do carro elétrico na estratégia de descarbonização

Stellantis coloca etanol ao lado do carro elétrico na estratégia de descarbonização

14 agosto, 2026
Agro amplia em 70% uso de gestão integrada de contratos

Agro amplia em 70% uso de gestão integrada de contratos

14 agosto, 2026
Tarcísio critica subsídio federal exclusivo a produtores de cana do Nordeste

Tarcísio critica subsídio federal exclusivo a produtores de cana do Nordeste

13 agosto, 2026
Carregar mais
Próximo post

Trigo/Sovecon: exportações russas estão no menor nível em 5 anos apesar de safra recorde

Mais lidas da semana

  • Trending
Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

25 agosto, 2026
Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

21 agosto, 2026
Persiste impasse entre usinas e produtores de cana sobre preços

Com El Niño, açúcar atinge maior valor desde abril de 2025 na bolsa de Nova York

20 agosto, 2026
Preço da soja volta a cair no mercado interno

Por que o Brasil ainda discute o B16 enquanto a Indonésia já está no B50?

20 agosto, 2026

Governo estuda nova prorrogação da subvenção à gasolina por 30 dias

24 agosto, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36