quarta-feira, setembro 30, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Vision Tech Summit - A Usina do Amanhã | Faltam Carregando... SAIBA MAIS →
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Petroleiras investem US$ 20 bilhões em fontes renováveis para cortar emissões

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
17 dezembro, 2024
em Leia mais
Tempo de leitura: 7 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

Soja, macaúba, agave, palma, carinata e cártamo. Essas são apenas algumas das matérias-primas na mira de empresas do setor de petróleo e gás para ampliar a produção de biocombustíveis no Brasil.

Investimentos nessa área de Petrobras, Shell, Acelen (do fundo Mubadala, dos Emirados Árabes) e Refinaria Riograndense somam ao menos US$ 20 bilhões (cerca de R$ 120 bilhões, no câmbio atual) em várias frentes, como laboratórios, compra de terras e construção de biorrefinarias para a produção de diesel verde, querosene de aviação sustentável (SAF, pela sigla em inglês) e bunker renovável, usado para abastecer navios.

Leia mais

Operação Crédito Oculto ataca esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

China transforma vento e biomassa em combustível para navios e envio primeiro lote de fábrica projetada para 1,45 milhão de toneladas por ano

Frete marítimo dispara, sobe quase 400% no ano e pressiona setor solar brasileiro

Nos EUA, comissão de agricultura do Senado aprova Farm Bill

Para especialistas, a tendência reflete as iniciativas de descarbonização contra o aquecimento global que as petroleiras tiveram de abraçar e programas de incentivo do governo, como o Combustível do Futuro, oficializado recentemente pelo presidente Lula e à espera de regulamentação.

Para a diretora executiva de downstream do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Ana Mandelli, as perspectivas são promissoras no Brasil, que é referência global no setor desde os anos 1970, com a criação do Proálcool para substituir derivados de petróleo por etanol de cana-de-açúcar nos carros.

“Temos em abundância boa parte dos recursos naturais necessários para a produção de biocombustíveis, energia renovável, como solar e eólica, além de bastante área”, diz Mandelli, que segue: “Entretanto, precisamos ser ágeis nas definições regulatórias, tributárias e logísticas, transformando nosso potencial e ambições em realidade, não somente focando nas necessidades do nosso mercado interno, mas também nas oportunidades de exportação”.

Para ela, a Lei do Combustível do Futuro reforça o compromisso do país com as metas de corte de emissões de gases do efeito estufa firmadas no Acordo de Paris.

Diesel renovável
A Petrobras quer investir US$ 2,1 bilhões nos próximos anos para desenvolver e ampliar o mercado de biocombustíveis como biodiesel e biometano e acelera planos para aumentar a produção do diesel verde (HVO), com 100% de conteúdo renovável. Hoje, a estatal produz o diesel coprocessado, com 5% desse conteúdo 100% renovável (chamado R5) na composição final do diesel vendido na bomba.

Segundo o gerente executivo de transição energética da Petrobras, William Nozaki, a estatal pode elevar para 10% a fatia do diesel verde no diesel comercializado nos postos, a depender da demanda do mercado. Já são cinco as refinarias aptas.

O próximo passo é ampliar para a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e o antigo Comperj, no Rio de Janeiro, a partir de 2028. Nos primeiros nove meses do ano, a estatal produziu 70,6 milhões de litros de diesel R5, quase cinco vezes os 15 milhões processados no mesmo período de 2023.

Em paralelo, a Petrobras busca ampliar o portfólio de matérias-primas, hoje concentrado em soja e palma. A ideia é reforçar a atuação da subsidiária PBio. Recentemente, a estatal anunciou aportes de US$ 2,2 bilhões só para voltar ao setor de etanol com parcerias e a criação de uma nova empresa para produzir 2 bilhões de litros até 2029.

Segundo previsão da Petrobras e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a demanda por biocombustíveis deve subir 47%, de 37,1 bilhões de litros em 2023 para 54,8 bilhões em 2040. “Temos acordos que observam caminhos e oportunidades. Uma parcela da produção de matérias-primas via PBio. Estamos avaliando parcerias e sinergias com distribuidoras”, avalia Nozaki.

Ele complementa: “A atuação da Petrobras hoje é pautada pela oportunidade de transição energética e viabilidade econômica. A regulação nacional e internacional reforça a rota dos biocombustíveis. No Brasil, o Combustível do Futuro sinaliza a presença deles como essencial. O Brasil tem uma vantagem inquestionável na área”.

A Petrobras também pretende acelerar a produção de querosene de aviação sustentável (SAF) e combustível marítimo com 24% de biodiesel de segunda geração, produzido a partir de resíduos agroindustriais (B24). A estatal quer construir a primeira fábrica no Brasil de e-metanol (metanol verde), combustível para navios produzido a partir de hidrogênio verde e CO2 biogênico, proveniente de usinas de etanol ou de aterros sanitários.

Questão de escala
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já reconheceu que os preços dos combustíveis de fontes renováveis ainda são mais altos em relação aos de origem fóssil, mas avalia que isso pode mudar conforme o aumento da demanda e da escala de produção. Recentemente, ela disse que a empresa já vê aumento significativo na demanda por bunker renovável na Ásia.

Outros braços do governo veem os biocombustíveis como um vetor estratégico. Em evento recente, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o potencial de produção e a forte demanda do mercado.

Ele citou que o banco, ao fazer um edital com a Finep para selecionar projetos de biorrefinarias, recebeu pedidos de financiamento que somam R$ 167 bilhões para uma oferta de apenas R$ 6 bilhões. O banco vai aprovar ainda neste ano outros R$ 4 bilhões em crédito via Fundo da Marinha Mercante (FMM) para combustíveis marítimos verdes.

“O Brasil tem liderança em biocombustível. Começamos a produzir etanol há 50 anos. Ninguém tem a tecnologia que temos, como a do etanol de segunda geração. Temos um potencial muito importante para disputar o mercado. A aviação vai ter que ter combustível renovável. Na navegação, o potencial é maior ainda, é 90% do comércio mundial”. diz Mercadante.

Parcerias e diversidade de fontes
A gaúcha Riograndense, que tem entre seus acionistas Petrobras, Braskem e Ultrapar, prepara-se para iniciar, em 2025, a produção comercial de combustíveis de fontes renováveis como diesel, bunker, SAF e bioGLP (gás de cozinha).

Além disso, associou-se à dinamarquesa Topsoe para investir US$ 900 milhões em uma nova unidade de produção, que será definida em julho de 2025. Segundo Felipe Jorge, diretor-superintendente da refinaria, a matéria-prima é o ponto-chave do ramo.

“Há uma regionalização, pois nunca vai haver uma solução única. Além da soja, olhamos para alternativas, como carinata, cártamo, camelina, além da gordura animal. Estamos vendo os potenciais, olhando para os movimentos do mundo. Com a transição energética, vamos ter soluções distintas”, afirma.

Uma das apostas da empresa é o SAF, o combustível sustentável de aviação, setor apontado como um dos vilões do efeito estufa. A nova unidade poderá produzir 800 mil toneladas por ano. Segundo Jorge, já há conversas com empresas internacionais interessadas na compra do novo combustível.

“O segmento é global. As empresas têm compromissos claros e esse movimento vai ganhar tração, já que elas já estão se preparando para comprar combustíveis com menor teor de emissão. Como estamos em uma transição, os preços ainda são altos, mas, ao fim do dia, quem regula o preço é o mercado”, observa.

Aposta na macaúba
Quem também mira o mercado global é a Acelen, que pretende produzir diesel verde e SAF a partir da macaúba, uma palmeira nativa de florestas tropicais. É um projeto orçado em US$ 3 bilhões, valor que pode chegar a US$ 15 bilhões nos próximos dez anos, segundo o Mubadala.

Para isso, a empresa está construindo um centro de tecnologia em Montes Claros (MG), que deve ser inaugurado em janeiro de 2025, para produzir 10 milhões de mudas por ano. “Nesse centro haverá um trabalho genético de escolha das variedades da macaúba, cujo objetivo é antecipar a produção”, revela o vice-presidente de comunicação, ESG e relações institucionais, Marcelo Lyra.

“Será uma fábrica de mudas, que vai abastecer as fazendas que vamos comprar e, também, áreas de agricultura familiar que vamos apoiar. Já estamos em fase final de compra da primeira fazenda no Recôncavo Baiano”, afirma.

A empresa quer ter 180 mil hectares de área plantada entre Bahia e Minas para processar 1 bilhão de litros por ano de SAF ou diesel verde. Essa produção será escoada para uma nova biorrefinaria em Mataripe (BA), que será construída ao lado da refinaria comprada da Petrobras no governo Bolsonaro.

A decisão será confirmada no primeiro trimestre do ano que vem, com o objetivo de começar a produzir em 2027, inicialmente com óleo de soja, milho, gordura animal e resíduos de cozinha, diz o executivo. A macaúba só começa a produzir entre 3,5 e 4 anos após o plantio. O foco é a exportação para Europa e EUA.

Agave tem potencial
Já a Shell investe mais de R$ 100 milhões para estudar o agave, usado para fabricar tequila, na produção de etanol. A companhia, em parceria com a Unicamp, também conta com um laboratório para estudar o genoma do insumo, de forma a acelerar o crescimento e selecionar a espécie ideal para a produção do biocombustível. A empresa ainda está desenvolvendo máquinas para melhorar a colheita em uma área em Conceição do Coite, na Bahia.

“Além do etanol, é possível ainda fazer biogás a partir dos resíduos. Hoje, não existe no mundo o uso do agave para etanol. Vamos estudar até 2027 para avaliar se é possível chegar a um preço competitivo e viável. No laboratório, estamos desenvolvendo estudos para colher entre 3 e 4 anos, em vez de cinco anos” afirma o gerente de tecnologia de baixo carbono da Shell, Alexandre Breda.

Por: Bruno Rosa | Fonte: O Globo

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendCompartilhar
Artigo anteiror

Safra de cana no Brasil deve acentuar queda do preço global do açúcar

Próximo post

Gasolina volta a subir após três meses de estabilidade, e etanol também inicia dezembro mais caro, afirma Edenred Ticket Log

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Operação Crédito Oculto ataca esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

Operação Crédito Oculto ataca esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

25 setembro, 2026
China transforma vento e biomassa em combustível para navios e envio primeiro lote de fábrica projetada para 1,45 milhão de toneladas por ano

China transforma vento e biomassa em combustível para navios e envio primeiro lote de fábrica projetada para 1,45 milhão de toneladas por ano

23 setembro, 2026
Frete marítimo dispara, sobe quase 400% no ano e pressiona setor solar brasileiro

Frete marítimo dispara, sobe quase 400% no ano e pressiona setor solar brasileiro

21 setembro, 2026
Nos EUA, comissão de agricultura do Senado aprova Farm Bill

Nos EUA, comissão de agricultura do Senado aprova Farm Bill

18 setembro, 2026
Pescadores franceses bloqueiam portos devido aos preços dos combustíveis

Pescadores franceses bloqueiam portos devido aos preços dos combustíveis

18 setembro, 2026
Guerra contra o Irã acelera políticas de energia limpa, mas emissões globais ainda sobem

Guerra contra o Irã acelera políticas de energia limpa, mas emissões globais ainda sobem

18 setembro, 2026
Aumento do preço dos combustíveis gera protestos ao redor do mundo

Aumento do preço dos combustíveis gera protestos ao redor do mundo

17 setembro, 2026
IV Simpósio Nacional de Tecnologia Industrial GEP 2026 coloca o futuro da indústria em debate em Ribeirão Preto

IV Simpósio Nacional de Tecnologia Industrial do GEP entra na reta final de inscrições

16 setembro, 2026
Brasil: de potência de recursos a plataforma do novo mundo industrial

Brasil: de potência de recursos a plataforma do novo mundo industrial

16 setembro, 2026
Grupo SIBIUM Analytics passa a fazer parte do grupo xFarm Technologies e amplia atuação no setor sucroenergético

Grupo SIBIUM Analytics passa a fazer parte do grupo xFarm Technologies e amplia atuação no setor sucroenergético

16 setembro, 2026
Carregar mais
Próximo post

Gasolina volta a subir após três meses de estabilidade, e etanol também inicia dezembro mais caro, afirma Edenred Ticket Log

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
BP avalia a venda de negócio de biocombustíveis no Brasil, dizem fontes

BP avalia a venda de negócio de biocombustíveis no Brasil, dizem fontes

29 setembro, 2026
Grupo Viralcool assume Usina Furlan em Avaré e chega a cinco unidades em São Paulo

Grupo Viralcool assume Usina Furlan em Avaré e chega a cinco unidades em São Paulo

28 setembro, 2026
Safra 2025-2026 terá menos etanol de cana e mais de milho

Primeira planta de etanol de milho de Minas Gerais recebe licença ambiental

28 setembro, 2026
Usina alvo da Crédito Oculto foi de foragido e hoje está em fundo secreto

Usina alvo da Crédito Oculto foi de foragido e hoje está em fundo secreto

28 setembro, 2026
Justiça determina revisão de indenização de R$ 4,2 bi a usina que vendeu crédito ao Master

Justiça determina revisão de indenização de R$ 4,2 bi a usina que vendeu crédito ao Master

28 setembro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e Fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36