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Primeiro navio cargueiro do mundo movido a vela chega ao Brasil amanhã

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
15 setembro, 2023
em Tecnologia
Tempo de leitura: 9 minutos
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Home Mundo Agro Tecnologia

Nesta sexta-feira, um navio diferente chegará aos arredores do porto de Paranaguá, no Paraná.

Trata-se do graneleiro singapurense Pyxis Ocean, que foi fretado pela gigante agrícola Cargill para uma viagem entre a China e o Brasil, e aqui será abastecido com farelo de soja.

Até aí, nada demais — grandes navios graneleiros chegam diariamente em dezenas aos portos brasileiros.

O que, porém, torna o Pyxis Ocean diferente de todos os demais navios cargueiros é um detalhe que, muito provavelmente, sequer vai estar visível quando ele se aproximar do porto paranaense: o uso de “velas” (isso mesmo: “velas”, como as antigas caravelas), um velho recurso do passado que vem sendo saudado como a principal inovação no transporte marítimo mundial, e capaz de causar uma revolução no setor.

Velas metálicas

Ao contrário das velas de tecido de antigamente, as que equipam o Pyxis Ocean são enormes placas metálicas móveis e retráteis, repletas de tecnologia — clique aqui para ver vídeo

As velas ajudam o grande navio, de 229 metros de comprimento, a navegar em alto-mar com muito mais eficiência, economia de combustível e benefícios para o meio ambiente.

Mas são recolhidas ao se aproximar da costa, razão pela qual, muito possivelmente, não estarão à mostra quando o graneleiro se aproximar do porto paranaense.

Chegada histórica

A chegada do Pyxis Ocean à Paranaguá é histórica, por dois motivos: será a primeira vez que um navio cargueiro movido também à vela (ele também possui motores convencionais a combustão) chega a um porto brasileiro, e marca o final bem sucedido da primeira viagem intercontinental de um navio equipado com velas desse tipo, o que tem tornado a travessia do Pyxis Ocean uma espécie de laboratório, acompanhado de perto por todas as empresas envolvidas no projeto.

“Uma volta para o futuro”

O objetivo de adaptar velas aos navios é o mais simples possível: usar a intensidade dos ventos para impulsioná-los, tal qual os veleiros — algo que, a princípio, nada tem de novo na sua essência.

Mas representa um desafio colossal, quando a embarcação em questão é um navio de milhares de toneladas.

“Estamos promovendo uma volta para o futuro”, brincou o presidente mundial de transporte marítimo da Cargill, Jan Dieleman, ao comemorar a partida do Pyxis Ocean do porto de Xangai, no último dia 21 de agosto, rumo à sua viagem inaugural com esta nova forma de propulsão – o navio é de 2017 mas só agora recebeu velas para captação de energia eólica.

Números impressionantes

“Cada vela desse tipo implantada em um navio representa uma economia de cerca de 1,5 toneladas de combustível por dia, e quase quatro vezes isso em redução de dióxido de carbono, causador do efeito estufa, lançado na atmosfera, que é o principal objetivo disso tudo”, comemorou o executivo.

Os números são impressionantes. Tanto para os negócios quanto, especialmente, para a natureza.”

“O vento é grátis e não polui nada”, completou John Cooper, CEO da BAR Technologies, que, em parceria com outra empresa, a Yara Marine, desenvolveu as velas metálicas que equipam o Pyxis Ocean.

“É o passado ensinando o nosso futuro”, disse Cooper.

O principal problema não é dinheiro

Mais do que a simples economia em combustível, a inclusão de velas em navios cargueiros é, também, a melhor alternativa para ajudar a resolver um problema que vem tirando o sono dos empresários do setor marítimo: como reduzir rapidamente as emissões de monóxido de carbono geradas pela queima de combustível fóssil nos gigantescos motores dos navios, compromisso já assumido por todos os armadores do mundo?

Com o uso de velas, os navios consumirão menos combustível, e, consequentemente, lançarão menos gases danosos na atmosfera.

As metas são desafiadoras: reduzir as emissões de CO2 dos navios em 45% até 2035, e zerá-las a partir de 2050, o que neste momento parece só ser possível através uso de velas, embora outros recursos também estejam sendo desenvolvidos.

Reduzem emissões em 30%

Estudos mostram que velas desse tipo são capazes de reduzir as emissões de CO2 na atmosfera em até 30%, o que é muito significativo. E esta porcentagem pode aumentar ainda mais se o navio utilizar combustível menos poluentes, como, por exemplo, o chamado metanol verde, que também está sendo desenvolvido.

A previsão é que, em apenas dois anos, metade dos navios construídos já utilizarão velas como auxiliares na propulsão, recurso no qual o Pyxis Ocean é pioneiro — daí a relevância que o final da sua viagem inaugural até o porto de Paranaguá está tendo no mundo inteiro.

37,5 metros de altura

Chamadas de “Wind Wings” (“Asas de Vento”), as “velas” que equipam o cargueiro são metálicas, tem 37,5 metros de altura, e se movem sobre uma espécie de trilho, o que permite que sejam posicionadas em diferentes partes do navio — giram, avançam, recuam, mudam de lado, de ângulo e até de formato, de acordo com a direção predominante dos ventos.

Embora sejam rígidas, são também retráteis, podendo ser “baixadas” (ou “deitadas”) sobre o convés sempre que o navio se aproxima de algum porto, de forma a cessar o seu deslocamento pela força dos ventos.

Velas que giram

Apesar da intensa expectativa pela chegada do navio ao litoral do Paraná, não é a primeira vez que um cargueiro com propulsão assistida pelo vento chegará a um porto brasileiro.

Em abril deste ano, o navio panamenho Sea Zhoushan atracou no porto do Rio de Janeiro e despertou curiosidade por ostentar grandes cilindros verticais fincados no convés, como se fossem grossos mastros.

Mas não eram: eram rotores (também chamados de “velas rotativas”), equipamentos que, impulsionados pelos ventos, giram com velocidade, gerando diferenças na pressão, que impulsiona os navios para a frente, fenômeno conhecido como “Efeito Magnus” — nada a ver com o sistema utilizado no navio que agora chega ao Brasil.

No caso do Pyxis Ocean, as “velas” — no caso, duas, embora já se fale em instalar meia dúzia delas em cada navio — têm formato e funcionamento mais semelhante ao que estamos habituados a ver nos veleiros.

Outro sistema

Antes disso, outro cargueiro, o japonês Shofu Maru, lançado em outubro do ano passado, começou a navegar entre os Estados Unidos e a Austrália com um sistema auxiliar de propulsão a vento chamado Wind Challenger, composto por uma única vela rígida telescópica, semelhante ao sistema do Pyxis Ocean na proposta, mas não no formato.

Nele, de acordo com a intensidade dos ventos, a “vela” — uma só, em forma de elipse metálica —, aumenta ou diminui de altura, podendo chegar aos 55 metros.

No Pyxis Ocean, cada vela, que lembra vagamente a asa de um avião — só que na vertical —, tem a altura equivalente a um prédio de 12 andares.

Deve mudar rotas marítimas

Se o recurso do vento para impulsionar grandes navios se tornar viável — o que, tudo indica, deve acontecer em todo o mundo —, o uso de velas também levará a uma mudança radical nas rotas marítimas, que hoje privilegiam a menor distância possível entre dois portos.

“No mar, sempre estivemos habituados a seguir a rota mais curta”, disse o executivo da Cargill, no relançamento do Pyxis Ocean com o par de velas Wind Wings.

“Mas, agora, talvez, o melhor negócio seja seguir o caminho onde há mais vento”, explicou o executivo, acrescentando que o simples uso de velas desse tipo pode reduzir o consumo de combustível de um navio em cerca de um quinto.

Parece pouco, mas significa muito. Especialmente se considerarmos que 90% do comércio mundial é feito pelo mar.

“Vai crescer como o vento”

“Se um navio já usar combustível limpo, as velas reduzem custos. Mas, se ele ainda queimar petróleo, elas diminuem também as emissões de poluentes no ar”, analisa o diretor da recém-criada International Windship Association, vendo só vantagens nos dois casos.

Segundo a entidade, atualmente, apenas pouco mais de duas dúzias de grandes navios comerciais já operam com alguma forma de propulsão assistida pelo vento, entre os quais o Pyxis Ocean é o mais simbólico e representativo.

“Mas esse número vai crescer com a mesma velocidade dos ventos”, prevê.

Só atracará depois

A entidade conclui que o transporte marítimo está passando por uma revolução equivalente na importância a da mudança da vela para o motor a vapor, no século 19, “só que, agora, mais ou menos ao contrário”.

Apesar da chegada do navio movido à vela às imediações de Paranaguá já amanhã, sua atracação no porto da cidade só deve acontecer no final do mês, em função do movimento portuário.

Mesmo assim, o Pyxis Ocean tem tudo para virar a grande estrela do porto, mesmo sem suas velas à mostra.

Novidade que virou fiasco

A eterna busca pela maior eficiência no mar sempre levou os projetistas navais a experimentar novas soluções, especialmente nas competições de barcos à vela, base de muitas novidades que, depois, foram também aplicadas às demais embarcações — caso da própria vela Wind Wings, que foi criada pela BAR Technologies com base em experiências feitas em regatas de alta performance, como a America?´s Cup.

Mas, nem todas deram certo.

No final dos anos de 1990, os ingleses decidiram construir um grande veleiro-catamarã, que pretendia ser o mais revolucionário da História.

Entre outras ousadias, ele foi equipado com dois mastros, um em cada casco, cada um com sua própria vela, o que jamais havia sido tentado. Também era mais largo do que uma quadra de tênis, e seu projeto havia sido levemente inspirado nas naves espaciais da série Jornada nas Estrelas.

O objetivo do barco, batizado de Team Philips, era competir em uma regata de volta ao mundo, que aconteceria em janeiro de 2000.

Mas ele nem chegou a largar.

A caminho da linha de partida, na Espanha, o barco enfrentou mau tempo e se desintegrou inteiro no mar, gerando um dos maiores fiascos da história dos projetistas navais — clique aqui para ler esta história.

No caso do uso de velas nos grandes navios, o risco de fracasso praticamente já não existe, como bem provará o curioso Pyxis Ocean, ao chegar, amanhã, às imediações do porto de Paranaguá.

E promete ser uma chegada histórica.

Fonte: Udop

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