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Raízen encerrou safra 2024/25 com queda de 7% na moagem de cana

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
25 abril, 2025
em Usinas
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Bioenergia Usinas
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Redução da produção foi mais forte do que a média do Centro-Sul, em que a moagem caiu 5%

Menor colheita e moagem afetaram vendas de açúcar, etanol e de energia cogerada do bagaço — Foto: Globo Rural

A Raízen encerrou a safra 2024/25, em 31 de março, com uma moagem de cana-de-açúcar 7% menor do que na temporada anterior, em 78,3 milhões de toneladas, o que afetou suas vendas de açúcar e etanol. A queda em sua produção foi maior do que a média do Centro-Sul. Segundo a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a moagem da região teve queda de 4,98%.

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No quarto trimestre (de janeiro a março), período de entressafra de cana, o volume de matéria-prima processada pela Raízen caiu 30%, para 700 mil toneladas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24/4) em prévia operacional. Os dados não foram auditados.

No trimestre, a produção de açúcar equivalente ficou entre 84 mil e 88 mil toneladas, em comparação com uma produção de 132 mil toneladas no mesmo período do ciclo anterior. Essa redução ocorreu apesar dos esforços da Raízen de aumentar seu mix de produção de açúcar (que no trimestre ficou em 33%, ante 28% um ano antes), e refletiu o déficit hídrico e os incêndios que afetaram as lavouras no ano passado, diminuindo a capacidade de conversão dos Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) em açúcar.

A Raízen foi uma das empresas mais afetadas pelos incêndios que atingiram os canaviais de São Paulo em agosto e setembro do ano passado.

Comercialização

As vendas de açúcar próprio no trimestre caíram em praticamente 1 milhão de toneladas, uma queda de 50% na comparação anual, e ficaram em 969 mil toneladas. O número não inclui vendas de açúcar de terceiros. Segundo a Raízen, a redução foi resultado não apenas da menor disponibilidade de matéria-prima, mas também de uma estratégia de comercialização para a safra.

Já as vendas de etanol próprio caíram 10% no quarto trimestre, para 788 milhões de litros.

A menor moagem de cana também prejudicou a cogeração de energia a partir do bagaço – a comercialização dessa energia recuou 34%, para 34 gigawatts-hora (GWh).

A notícia positiva do lado do etanol foi o aumento da produção de etanol de segunda geração (E2G) no acumulado da safra. O volume fabricado cresceu 63% e alcançou 58,8 milhões de litros. No quarto trimestre, a produção foi de 9,1 milhões de litros, queda de 9% na comparação anual.

Distribuição de combustíveis

Ainda que o negócio de cana-de-açúcar tenha sido afetado pela questão climática, o desempenho da Raízen no negócio de combustíveis também foi pior na comparação anual. O volume de combustíveis negociados no Brasil ficou entre 6,4 bilhões e 6,5 bilhões de litros, em comparação com 6,541 bilhões de litros no mesmo trimestre do ano anterior. A companhia atribuiu a queda a um “ambiente desafiador pela maior competitividade e sazonalidade do período”.

Também houve menores volumes de negócios nos outros países América do Sul, com a redução de sua participação no negócio de combustíveis no Paraguai. O volume comercializado no negócio de combustíveis “Argentina” (que inclui Paraguai) ficou entre 1,650 bilhão a 1,700 bilhão de litros, em comparação com 1,825 bilhão de litros um ano antes.

Segundo a Raízen, os resultados no negócio “Argentina” apresentaram uma “sustentação dos patamares de rentabilidade, agregando resiliência à dinâmica do mercado”.

Por: Camila Souza Ramos | Fonte: Globo Rural

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