
Por: Alexandre Ramos (Mahal)
Se você ainda não ouviu falar de SAF, calma que eu te explico rapidinho! SAF é a sigla para Sustainable Aviation Fuels, ou seja, combustível sustentável de aviação. Ele pode ser produzido a partir de fontes renováveis, como óleos vegetais, etanol e até sebo animal. O grande lance é que ele promete reduzir as emissões de carbono da aviação, um setor conhecido por seu alto impacto ambiental.
Agora, a notícia: o Brasil já tem mais de R$ 40 bilhões em projetos para SAF, com uma capacidade estimada de 120 mil barris por dia. Parece ótimo, né? Mas aí vem o plot twist: nenhum desses projetos chegou à escala comercial ainda. Tudo está em fase de estudo ou implantação.
Mas por que o SAF ainda não decolou?
- Primeiro problema: produzir SAF é caro – de 2 a 3 vezes mais que o querosene de aviação normal, podendo chegar a 8 vezes mais dependendo da matéria-prima.
- Segundo problema: falta uma política pública mais robusta para garantir incentivos e viabilizar o mercado.
- Terceiro problema: não temos fábricas dedicadas exclusivamente ao SAF em larga escala no Brasil.
- Quarto problema: a logística ainda é um desafio, dificultando o transporte desse combustível para os aeroportos.
E no cenário global, como isso impacta?
Nos últimos anos, o mundo vinha acelerando a transição energética. Mas agora, especialmente com a volta de Donald Trump, os EUA deram uma desacelerada nos incentivos. E sem os americanos puxando esse bonde, a coisa pode andar mais devagar.
Mas calma, tem um lado bom: o Brasil tem um potencial gigantesco para SAF! Afinal, somos um dos maiores produtores de matéria-prima para biocombustíveis do mundo. Mas, para que esse mercado decole, é preciso mais incentivo e regras bem alinhadas com os padrões internacionais, principalmente da União Europeia – que é um dos principais mercados interessados.
Concluindo, o SAF pode voar ou vai ficar no solo? O Brasil tem tudo para ser um player importante no mercado de SAF, mas ainda precisa resolver questões regulatórias, de infraestrutura e, claro, o alto custo de produção. Se não houver subsídios ou políticas públicas mais estruturadas, a conta vai cair no colo das companhias aéreas – e, no fim das contas, no seu bolso na hora de comprar a passagem.
Agora, me conta: você acha que o Brasil vai conseguir superar esses desafios e liderar a produção de SAF? Ou ainda vamos ficar só na promessa?
Sobre o autor
Alexandre Ramos (Mahal) é CEO da Visão Agro, empreendedor e entusiasta em agronegócio e bioenergia. À frente da Visão Agro, lidera iniciativas que impulsionam inovação, sustentabilidade e desenvolvimento no setor.
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