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Safra 2024/25 de cana-de-açúcar encerra com produção estimada em 676,96 milhões de toneladas

Maria Reis por Maria Reis
21 abril, 2025
em Cana de Açúcar, Economia, Mundo Agro
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Culturas Cana de Açúcar
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Asafra de cana-de-açúcar encerra o ciclo 2024/25 com produção estimada em 676,96 milhões de toneladas, redução de 5,1% ao se comparar com a safra de 2023/24. Ainda assim, este é o segundo maior volume colhido na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A queda é reflexo dos baixos índices de chuvas, aliados às altas temperaturas registradas na Região Centro-Sul, que representa 91% da produção total do país, prejudicando a safra que se encerra. Além disso, a queimada nos canaviais foi outro fator que atingiu negativamente o desempenho das lavouras na atual safra, pois o fogo consumiu vários talhões de cana em plena produção.Essas condições adversas registradas ao longo da temporada influenciaram negativamente na produtividade média, ficando em 77.223 quilos por hectares. Os dados estão no  4º Levantamento sobre a cultura divulgado, nesta quinta-feira (17), pela Companhia.

No Sudeste, principal região produtora de cana do país, houve retração no volume colhido em 6,3%, totalizando 439,6 milhões de toneladas. A área colhida foi de 5,48 milhões de hectares, aumento de 7,5% em comparação com a temporada de 2023/24. Esse aumento, no entanto, não foi suficiente para recuperar as perdas registradas pela queda da produtividade de 12,8%, estimada em 80.181 quilos por hectare.

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Já na região Centro-Oeste, outra importante região produtora do país, a colheita se manteve próxima a estabilidade, alcançando 145,3 milhões de toneladas – ligeira alta de 0,2%. Assim como no Sudeste, a área cresceu 4%, chegando a 1,85 milhão de hectares, enquanto a produtividade foi 3,7% menor, projetada em 78.540 quilos por hectare. 

Na região Nordeste, a colheita do ciclo 2024/25 está em fase de finalização, estimada em 54,4 milhões de toneladas, queda de 3,7% em relação à safra passada. O resultado foi influenciado pela restrição hídrica na região, reduzindo as produtividades médias das lavouras, uma vez que a área colhida aumentou 1,6%, chegando a 897,5 mil hectares.

Já na região Sul, a Conab verificou queda tanto na área como na produtividade, com a produção estimada em 33,6 milhões de toneladas, volume 13,2% inferior ao ciclo passado. No Norte do país, o panorama é o oposto. Com uma colheita estimada em 4 milhões de toneladas, área e produtividade registraram elevação no ciclo 2024/25 de 1,4% e 1,1% respectivamente.

Subprodutos – Com o menor volume de cana colhido, houve uma queda de 3,4% na produção de açúcar no país, estimada em 44,1 milhões de toneladas. Apesar da redução em relação à última safra, a temporada que se encerra apresenta a segunda maior produção do adoçante na série histórica da Conab. Esse bom resultado é reflexo do mercado favorável ao produto, que fez com que boa parte da matéria-prima fosse destinada para a fabricação de açúcar.

O país registrou um crescimento de 4,4% na produção total do etanol, chegando a 37,2 bilhões de litros, mesmo com a queda também para o combustível de 1,1% produzido a partir do esmagamento da cana-de-açúcar, impactado pelas condições climáticas desfavoráveis das lavouras de cana, com um total de 29,35 bilhões de litros. O bom resultado se deve ao incremento do etanol fabricado a partir do milho. Nesta safra, cerca de 7,84 bilhões de litros têm como origem o cereal, um aumento de 32,4% frente ao ciclo 2024/23.

Mercado – As exportações brasileiras de açúcar seguem em patamares elevados, consolidando o Brasil como principal fornecedor mundial do produto. No fechamento da safra 2024/25, os volumes de açúcar ficaram estáveis em relação à safra anterior, no patamar de 35,1 milhões de toneladas. Porém, a receita foi de US$ 16,7 bilhões, queda de 8,2% em relação à receita da última safra, fruto do cenário de preços menores.

Por outro lado, a exportação brasileira de etanol, na safra 2024/25, fechou com volume embarcado de 1,75 bilhão de litros de etanol, queda de 31% frente ao volume da safra 2023/24. Porém, nos últimos anos, o etanol de milho vem ganhando cada vez mais relevância na matriz de combustíveis do país. O avanço da produção em novas unidades e o aumento da eficiência das plantas já existentes contribuem para uma oferta adicional, complementando o abastecimento durante a entressafra de cana e ajudando a manter certa estabilidade nos preços internos do etanol.

Fonte: Gov.br

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