
A São Martinho anunciou nesta terça-feira, 10, o que chamou de “um salto em sua estratégia de agricultura sustentável” com a inauguração de uma biofábrica de Trichogramma, localizada em Pradópolis (SP). Com investimento de R$ 15 milhões, a estrutura de 3 mil m² foi projetada para atender mais de 400 mil hectares, considerando três aplicações por ciclo.
O complexo tem uma equipe qualificada, formada por mestres e doutores, assegurando padrões de excelência e rigoroso controle de qualidade para as quatro unidades da empresa. Segundo a companhia, a iniciativa fortalece o manejo integrado total (MIT), que combina tecnologia, ciência e responsabilidade ambiental, reforçando o compromisso da Companhia com inovação, sustentabilidade e eficiência.
Ainda de acordo com a São Martinho, a nova biofábrica tem como objetivo a produção em larga escala da microvespa Trichogramma galloi, que atua no controle biológico da broca-da-cana (Diatraea saccharalis). A espécie age parasitando os ovos da praga, complementando o trabalho da Cotesia flavipes – outra vespa produzida pela São Martinho há mais de quatro décadas, que atua na fase larval da praga.
Além disso, será realizada a produção própria do hospedeiro alternativo Ephestia kuehniella, essencial para o desenvolvimento do Trichogramma. Conforme a sucroenergética, ao utilizar um inimigo natural no combate às pragas, a tecnologia representa uma alternativa sustentável aos defensivos químicos, reduzindo impactos ao solo, à água e ao ar.
“Somos a única empresa no Brasil com domínio completo dessa cadeia, desde a criação do hospedeiro até a aplicação em campo”, destaca o diretor agrícola e de tecnologia da São Martinho, Luís Gustavo Teixeira.
Ele ainda completa: “Isso contribui para consolidar a São Martinho como protagonista na adoção de biotecnologia voltada ao agronegócio, aliando ciência, tecnologia e sustentabilidade em prol da produtividade, do respeito ao meio ambiente e de um resultado financeiro consistente para a companhia”.
Atualmente, mais de 85% do controle de pragas da São Martinho é realizado por meio de agentes biológicos, reduzindo significativamente o uso de defensivos químicos. De acordo com a empresa, a abordagem contribui para a preservação do solo, da água e da biodiversidade, além de gerar ganhos operacionais, como maior eficiência, redução de custos e previsibilidade no processo produtivo.
Com seis biofábricas em operação, a São Martinho realiza a produção de agentes biológicos como Cotesia flavipes, Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae. “Esses investimentos em controle biológico fortalecem o pioneirismo da companhia na construção de um agronegócio inovador, produtivo e ambientalmente responsável”, afirma a sucroenergética, em nota.
Fonte: São Martinho
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