domingo, março 15, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Senado aprova mercado regulado de carbono após acordo com agro

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
5 outubro, 2023
em Leia mais
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou nesta quarta (4/10), por unanimidade, o projeto de lei 412/2022 que cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) — o mercado de carbono brasileiro — com foco nas atividades industriais.

A implementação deve ocorrer de forma gradual, dentro de um prazo de até 12 meses após a publicação da lei, prorrogável por igual período, para sua regulamentação.

Leia mais

Cosan não está mais envolvida nas negociações com a Shell sobre a Raízen

Navios com açúcar “param” no Oriente Médio e produto completa rota por terra

Conflito no Oriente Médio dispara preço da ureia e afeta agro do Nordeste

Comprar de empresas certificadas é investir em segurança, qualidade e responsabilidade

O texto foi aprovado na CMA de forma terminativa após negociações com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) para deixar de fora do mercado regulado atividades primárias como criação de gado e cultivo de soja e cana.

Deve seguir direto para discussão na Câmara dos Deputados. Também foi feito um acordo para evitar a apresentação de recurso para levar a matéria ao Plenário do Senado, o que atrasaria a tramitação.

Emendas do agro

Relatora da matéria, a senadora Leila Barros (PDT/DF) acolheu parcialmente as emendas de Tereza Cristina (PP/MS) explicitando a exclusão do agronegócio entre as atividades reguladas.

Ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, Tereza Cristina (PP/MS) disse que o setor está “confortável” com o avanço do projeto de lei.

“Fizemos um acordo que foi integralmente cumprido pela senadora Leila. A FPA e a bancada do agronegócio estão muito confortáveis com a aprovação do relatório”.

Um dos argumentos da FPA para ficar fora é a ausência de precedentes e metodologias para regular as emissões da agropecuária, o que poderia gerar aumentos de custos ao produtor, com impactos para toda a economia.

“Não existe uma legislação a nível mundial que inclua o agro, até porque não tem uma metodologia específica. Nós não temos ainda como medir a taxa de emissões do setor”, disse Leila à agência epbr após a aprovação do texto na CMA.

“Entendemos que não precisávamos, nesse momento, criar um cavalo de batalha em uma situação que poderia ser muito bem pacificada através do diálogo e foi isso que nós buscamos o tempo todo”, completou.

Na prática, significa que a “produção primária agropecuária e as emissões indiretas pela produção de insumos ou matérias-primas” não serão consideradas entre atividades obrigadas a cumprir um teto de emissões.

Mas as empresas poderão optar por contabilizar as emissões e remoções líquidas ocorridas em áreas rurais para emissão de créditos no mercado voluntário.

“Entendemos que mais importante do que regular atividades agropecuárias é incentivar a difusão de técnicas de agricultura de baixo carbono que, ao mesmo tempo, aumentem a renda do produtor rural, tornem mais resilientes os sistemas rurais aos efeitos adversos da mudança do clima e proporcionem redução e sequestro de emissões”, diz o relatório de Leila.

Próximos passos: aprovação antes da COP?

Na Câmara dos Deputados, já se articula o relator. Entre os cotados estão o deputado Sergio Souza (MDB/PR), ex-presidente da FPA, e Aliel Machado (PV/PR), relator do PL 2148/2015, onde está apensado o PL 528/2021 — que também propõe a criação de um mercado de carbono. O texto já tramita em regime de urgência.

A expectativa do governo é aprovar o marco até novembro, antes da COP28, a conferência climática da ONU que este ano ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, já como um sinal de mudança de visão na gestão brasileira em relação às questões climáticas e ambientais.

“O próprio presidente da Câmara [Arthur Lira (PP/AL)] disse recentemente que a prioridade é a pauta verde. O Brasil tem tudo para se apresentar na COP, no final do ano, com o projeto de lei do mercado de carbono regulado, com as eólicas offshore, com o Combustível do Futuro, com o PL do Hidrogênio”, defende o secretário de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg.

“Se o Brasil tiver capacidade de fazer isso, é uma pauta que unifica o país. Isso vai atrair muitos investimentos externos, porque o mundo precisa fazer a transição energética”, completa.

A votação do mercado de carbono foi acompanhada por integrantes da Fazenda e MDIC, além do ministro Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais.

Apesar da urgência — e do otimismo — do governo, os próprios parlamentares reconhecem a dificuldade de correr com a matéria.

Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT/BA), disse durante a votação que o esforço será para aprovar até o mês que vem, mas é provável que ao chegar à Câmara o texto receba muitas contribuições, dificultando a aprovação em um mês.

O SBCE

O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) é inspirado no modelo cap and trade adotado internacionalmente.

Atividades, fontes e instalações que emitam acima de 25 mil toneladas de CO2 equivalente por ano serão sujeitas a um limite de emissões que será definido posteriormente.

Já as empresas que emitirem entre 10 mil toneladas de CO2e e 25 mil tCO2e terão que apresentar plano de monitoramento de suas emissões e reportar ao órgão gestor do SBCE.

“[No cap and trade] é imposto um limite máximo de emissões e é possível comercializar direitos de emissão, internacionalmente conhecidos como allowance e definidos como Cotas Brasileiras de Emissões (CBE) no projeto de lei”, explica Antonio Augusto Reis, sócio da área de Direito Ambiental e mudanças climáticas do Mattos Filho.

“É um passo importante para a criação de um mercado regulado brasileiro que vem sendo discutido há muito tempo e mais intensamente desde 2021”, observa.

Fonte: Udop

◄ Leia outras notíciasClique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Vibra Energia não vê risco de faltar diesel nos próximos meses

Próximo post

Petrobras, a última a produzir petróleo no mundo – Por: Celso Ming

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Investidores procuram a Cosan para comprar fatia minoritária da holding

Cosan não está mais envolvida nas negociações com a Shell sobre a Raízen

11 março, 2026
Navios com açúcar “param” no Oriente Médio e produto completa rota por terra

Navios com açúcar “param” no Oriente Médio e produto completa rota por terra

10 março, 2026
Conflito no Oriente Médio dispara preço da ureia e afeta agro do Nordeste

Conflito no Oriente Médio dispara preço da ureia e afeta agro do Nordeste

9 março, 2026
Comprar de empresas certificadas é investir em segurança, qualidade e responsabilidade

Comprar de empresas certificadas é investir em segurança, qualidade e responsabilidade

9 março, 2026
Diretor de Tecnologia e Regulação da COGEN, Leonardo Caio confirma presença no Vision Tech Summit

Opinião – Cogeração: Eficiência energética e resposta concreta à agenda do clima

5 março, 2026
CRV Industrial intensifica preparativos para a safra 2026 após encerrar ciclo anterior com estabilidade operacional

CRV Industrial intensifica preparativos para a safra 2026 após encerrar ciclo anterior com estabilidade operacional

4 março, 2026
Tarifaço americano pode acelerar acordo Mercosul – União Europeia

Agro pressiona por decreto para proteger setor antes de votação do acordo Mercosul-UE

4 março, 2026
SCA Brasil projeta moagem de cana 5,4% menor no Centro-Sul em 2025/26

Arrendamento de fazendas para cana-de-açúcar promove concentração do uso da terra no estado de São Paulo

4 março, 2026
Diante de juízes da Suprema Corte, Trump critica sentença “muito infeliz” sobre tarifas

Brasil é o maior beneficiado por nova taxa global de Trump, diz estudo

3 março, 2026
Lucro da Deere cai 25% no 1º trimestre fiscal de 2026, para US$ 656 milhões

Lucro da Deere cai 25% no 1º trimestre fiscal de 2026, para US$ 656 milhões

3 março, 2026
Carregar mais
Próximo post

Petrobras, a última a produzir petróleo no mundo - Por: Celso Ming

LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36