A Zilor Energia e Alimentos, empresa paulista do setor sucroenergético, reportou lucro líquido de R$ 195,5 milhões no segundo trimestre da safra 2025/26, encerrado em 30 de setembro, crescimento de 81,8% em relação aos R$ 107,6 milhões registrados em igual período da safra anterior. A margem líquida avançou 7,8 pontos porcentuais, para 20,7%.
Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pela recuperação da moagem, ganhos de produtividade e melhora nas margens operacionais, além da contribuição da unidade Salto Botelho, presente nos números desde o início da safra.
A receita líquida consolidada somou R$ 945,8 milhões no trimestre, expansão de 13,1% ante os R$ 836 milhões do 2º trimestre de 2024/25. A contribuição da Salto Botelho foi de R$ 144,4 milhões no período. Excluindo esse efeito, haveria retração de 4,1%.
Já o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, descontando também fatores tidos como relevantes para a empresa) atingiu R$ 561,7 milhões, avanço de 18,3%, com margem de 59,4%, ganho de 2,6 pontos porcentuais. A USB contribuiu com R$ 39,7 milhões para o indicador.
Operação
A moagem de cana totalizou 5,794 milhões de toneladas no trimestre, crescimento de 25,2% ante igual período do ciclo anterior. Desconsiderando a Salto Botelho, ainda haveria aumento de 9,2%, na contramão das reduções entregues pelo setor.
A produtividade, medida em toneladas de cana por hectare, foi de 78,4 t/ha, ganho de 2,7%. O destaque foi para o canavial próprio de Quatá, com aumento de 24,2% após investimentos na lavoura, explicou a Zilor. Já o teor de açúcar total recuperável (ATR) atingiu 144,9 kg/t, redução de 2,6%.
A produção de açúcar alcançou 416,3 mil toneladas, alta de 25,6%, com foco estratégico no açúcar branco. O mix açucareiro atingiu 50,1% no trimestre. A Salto Botelho contribuiu com 58,2 mil toneladas – sem esse efeito, o crescimento seria de 8%.
No total, a Zilor produziu 240 milhões de litros de etanol, expansão de 14%, com priorização do hidratado devido à maior demanda. A Salto Botelho adicionou 23,6 milhões de litros. Já a exportação de energia cresceu 19,3%, para 308,3 mil MWh.
Semestre
No primeiro semestre da safra 2025/26, a Zilor registrou lucro líquido de R$ 438,2 milhões, expansão de 153,9% ante os R$ 172,6 milhões do igual período de 2024/25, com margem de 24,4%.
O desempenho foi beneficiado por maiores volumes comercializados e por efeitos não recorrentes de R$ 354 milhões relacionados à separação da Biorigin.
A receita líquida consolidada totalizou R$ 1,799 bilhão no semestre, crescimento de 19,6%. Já o Ebitda ajustado somou R$ 850,8 milhões, avanço de 22,7%, com margem de 47,3%.
A moagem ultrapassou 10 milhões de toneladas no semestre, alta de 15,9%, enquanto a produção de açúcar atingiu 647,2 mil toneladas (+17,5%) e a de etanol alcançou 411,2 milhões de litros (+8,1%).
“A Zilor entregou um semestre marcado pela forte recuperação da moagem em todas as unidades, ganhos de eficiência e desempenho financeiro robusto. Nosso foco em produtividade, atribuída a investimentos de melhoria do canavial e disciplina operacional, tem garantido resultados consistentes e em linha com o planejado para a safra”, afirmou o CEO da Zilor, Andre Inserra.
Ele ainda complementou: “A entrada da unidade Salto Botelho foi fundamental para reforçar nossa capacidade e estabilidade operacional, gerando valor em um cenário climático desafiador”.
O índice de alavancagem encerrou setembro para 1,44 vez, melhora ante o resultado de 1,67 vez visto em igual período de 2024. Em novembro, a companhia emitiu R$ 300 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) com vencimentos entre sete e dez anos para alongar o perfil da dívida.
Fonte: Leandro Silveira | Por: Agência Estado
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