domingo, julho 26, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Agro deixa de exportar R$ 1,7 bi em julho devido à ineficiência dos portos

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
22 agosto, 2024
em Leia mais
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Recordes na produção de soja, proteína animal, algodão, açúcar, entre outros, levam o agronegócio a se orgulhar em ser relevante para a balança comercial do país. No entanto, o sucesso dentro da porteira, nas fazendas e lavouras, não é necessariamente replicado no momento da exportação. Pelo menos, não no caso do café.

“Existe uma percepção totalmente equivocada sobre o resultado do agro, porque todos os meses o agro vem batendo recordes de exportação, mas não se mensura os prejuízos por conta dos atrasos de navios”, afirma Eduardo Heron, diretor técnico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em entrevista à coluna.

Leia mais

FAESP manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do Governo Federal

Governo autoriza pagamento da equalização de juros no Plano Safra 2026/27

ANP passa a aceitar I-REC como evidência de energia renovável no RenovaBio

CEO da Stellantis reforça produção nacional e mantém plano de investir no Brasil

Maior produtor do grão no mundo, o Brasil deixou de exportar, somente em julho, 1,262 milhão de sacas de café, impossibilitando a entrada de US$ 313 milhões — cerca de R$ 1,735 bilhão — no país. Além do que o país não recebeu de divisas, os exportadores de café contabilizam prejuízos pela ineficiência portuária.

Em julho, a exportação de café cresceu de 25,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, e a receita cambial aumentou 47,9%, atingindo o valor US$ 932,5 milhões. Por outro lado, os 27 associados do Cecafé tiveram, ao todo, prejuízos de R$ 7,456 milhões no mesmo mês. Os valores podem ser maiores, se consideradas as 288 empresas exportadoras de café do país.

Ele explica que não é possível repassar os custos adicionais para outros atores da cadeia e o prejuízo sai do fluxo de caixa de quem exporta. Afinal, o café é vendido no mercado futuro, então o preço é travado antes e no mês combinado é feita a entrega.

Na logística reversa dos impactos, o prejuízo também é sentido pelo produtor. Atualmente, há cerca de 300 mil cafeicultores no país, e 65% da produção deles vai para exportação. “Quando você tem a menor entrada de divisas e esses prejuízos, você tira a margem de repasse do preço FOB [valor que o exportador recebe pelo café, incluindo todas as despesas] ao produtor”, avalia o diretor do Cecafé.

Infraestrutura limitada

O porto de Santos, principal via de exportação dos cafés brasileiros, registrou o maior índice de atrasos de porta-contêineres, envolvendo 105 das 136 embarcações. “Toda uma cadeia por trás dessa logística tem seus impactos. Se não levarmos essa informação, continua-se tendo a impressão de que o agro vai muito bem de ponta a ponta, e que não há problema de infraestrutura no país”, diz.

Eduardo Heron pondera que a própria autoridade portuária de Santos está investindo R$ 12 bilhões em infraestrutura, mas a realidade é que o Brasil inteiro tem limitações para grandes embarcações em relação ao que já é praticado no mundo. A título de comparação, ele aponta que, embora o país ocupe o primeiro lugar na produção de muitas commodities, é 26º no ranking de países exportadores.

“Não tem nenhum porto na costa brasileira capaz de receber essas grandes embarcações, e elas representam a capacidade de trazer mais carga e de levar mais carga em cima do mesmo frete”, explica o diretor do Cecafé.

Dados do primeiro semestre de 2024 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) indicam que a movimentação de contêineres aumentou 30% no Brasil, número condizente ao aumento da produção no campo. Apesar disso, a carga que se prevê entregar não se realiza, porque o pátio do terminal está cheio, decorrente de atrasos de outras cargas, e o que acontece é um desencadeamento de problemas.

“O Brasil vem aumentando cada vez mais suas cargas, mas dentro do mesmo espaço. Há um certo negacionismo em admitir o esgotamento portuário. Então, o agro vem sustentando o Brasil, mas para cumprir isso está ficando muito caro”, comenta Heron.

Isso não impacta somente o café, à medida que os contêineres também são utilizados para outros produtos agrícolas, como algodão e açúcar. Isso gera concorrência entre os segmentos, eleva o preço do frete e deixa o tráfego dos portos novamente entupido.

Eduardo Heron aponta quatro soluções principais para a eficiência do agronegócio exportador: aprofundamento do calado dos portos, aumento da capacidade física para as cargas de contêiner e diversificação de modais, como ferroviários e aquaviários, incluindo uma nova via de descida das commodities para Santos.

“Nosso problema não está da porteira para dentro ou do mar para fora, está justamente nessa parte do meio, não conseguimos ser eficientes na logística”, ele resume.

Por:Mariana Grilli Fonte: UOL

Clique AQUI, entre no nosso canal do WhatsApp para receber as principais notícias do mundo agro.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Aeronaves no agronegócio: dedução para fins de Imposto de Renda

Próximo post

Startup Brasileira lança robô revolucionário para reflorestamento e silvicultura

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

FAESP manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do Governo Federal

FAESP manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do Governo Federal

24 julho, 2026
Crédito rural da safra 2024/2025 já soma R$ 330,9 bilhões, com alta de 11% em maio

Governo autoriza pagamento da equalização de juros no Plano Safra 2026/27

24 julho, 2026
ANP aprova estudo para regulamentar estoque de carbono na cadeia de combustíveis

ANP passa a aceitar I-REC como evidência de energia renovável no RenovaBio

24 julho, 2026
CEO da Stellantis reforça produção nacional e mantém plano de investir no Brasil

CEO da Stellantis reforça produção nacional e mantém plano de investir no Brasil

24 julho, 2026
Opinião: O etanol de milho: a bala de prata do setor sucroenergético

Opinião: O etanol de milho: a bala de prata do setor sucroenergético

23 julho, 2026
Tarifaço dos EUA entra em vigor nesta quarta; veja como fica o agro brasileiro

Ministro diz que nova tarifa dos EUA deve ser anunciada na sexta-feira, 24

23 julho, 2026
Unem realiza missão comercial na Tailândia para fortalecer exportações de DDG e DDGS

China amplia compras e se torna principal destino do DDG brasileiro

22 julho, 2026
Tarifaço dos EUA entra em vigor nesta quarta; veja como fica o agro brasileiro

Tarifaço dos EUA entra em vigor nesta quarta; veja como fica o agro brasileiro

22 julho, 2026
Centro-Sul deve moer 598,8 mi t de cana na safra 2025/26, queda de 3,7%, avalia StoneX

El Niño favorece produtividade da cana no Centro-Sul, mas pode atrasar colheita

21 julho, 2026
Manejo eficiente pode reduzir emissões de óxido nitroso no setor sucroenergético

Ministério da Agricultura estuda dar acesso para Agro Brasil+Sustentável a compradores

21 julho, 2026
Carregar mais
Próximo post
Startup Brasileira lança robô revolucionário para reflorestamento e silvicultura

Startup Brasileira lança robô revolucionário para reflorestamento e silvicultura

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Com impacto de provisões para perdas, Raízen teve prejuízo de R$ 27 bilhões na safra 2025/26

Moody’s rebaixa Cosan após crise na Raízen e mantém perspectiva negativa

20 julho, 2026
Compra de usina da Raízen não altera perspectiva para Adecoagro, diz S&P

Compra de usina da Raízen não altera perspectiva para Adecoagro, diz S&P

22 julho, 2026
Opinião: O etanol de milho: a bala de prata do setor sucroenergético

Opinião: O etanol de milho: a bala de prata do setor sucroenergético

23 julho, 2026
As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

30 janeiro, 2026
Grupo Itajobi busca reestruturar R$ 3,76 bilhões em dívidas

Grupo Itajobi busca reestruturar R$ 3,76 bilhões em dívidas

21 julho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36