domingo, maio 17, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Secas e queimadas deixam alimentos, como açúcar, feijão e carne, mais caros

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
9 setembro, 2024
em Mercado
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Mercado
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Com a maior seca dos últimos 44 anos no país e milhares de focos de queimada no país, colocar a comida na mesa já está mais caro e ficará ainda mais nos próximos meses. Há impacto no preço do açúcar, suco de laranja, carnes, leites e derivados, entre outros.

Açúcar sobe na Bolsa

Leia mais

Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a agricultura precisa, diz Lula

Silveira pede a Vibra, Ipiranga e Raízen que repassem medidas para bombas

Orplana apoia pleito de entidade que pede por modernização do Consecana-AL

Governo Federal e Petrobras articulam retomada da Usina de Biodiesel de Quixadá

O fogo e as queimadas que tomam conta de várias regiões do país estão fazendo o preço de alguns produtos galoparem na Bolsa de Valores. Um deles é o açúcar cristal e refinado. Na sua forma bruta, a alta é significativa. “A alta chegou a 2,36% em média na semana passada. O mercado interno equivale a 25% do consumo. O restante, 75%, vai para a exportação. Todos sentirão a alteração nos valores da compra”, informa a economista e professora Luciana Rosa de Souza, da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Eppen/Unifesp).

LEIA TAMBÉM

    Cerca de 80 mil hectares em áreas de cana-de-açúcar e de rebrota de cana já foram queimados no estado de São Paulo. O prejuízo é de R$ 800 milhões, segundo a última estimativa divulgada pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana).

    O Brasil é maior produtor de cana-de-açúcar do mundo e lidera as exportações globais no segmento sucroacooleiro. Somente neste ano, as exportações de açúcar de cana bruto registram mais de U$ 8,69 bilhões.

    Feijão fica mais caro

    Outro alimento que está inflacionado é o feijão. O aumento, estima Luciana, chegará a 40% até o final do ano no atacado. E, consequentemente, no varejo, já que os prejuízos acabam sendo repassados ao consumidor final.

    Mas a economista acredita que não faltará produtos nas gôndolas dos supermercados. “Todas as perdas que os agricultores tiveram acabam elevando os preços porque eles trabalham com margem de lucro e muitos riscos. Se eles não ganham, não há incentivo para voltar a plantar”, diz a economista.

    Aumento nas frutas e hortaliças

    A laranja também terá seu preço elevado. Análise feita pela Conab afirma que é preciso considerar o panorama internacional para o suco, uma vez que o Brasil é o maior produtor do mundo da fruta e de suco e os estoques estão baixos.

    A tendência é que a indústria continue com demanda forte, mas a safra prevista será baixa. Isso tende a levar a uma menor oferta do produto para o atacado e mercado de mesa, fazendo com que os preços se mantenham elevados por mais tempo.

    A produção de melancia também pode ser bastante afetada em São Paulo e em Goiás. Em SP, é uma fruta que se desenvolve e suporta bem o calor, mas sob influências de extremos climáticos pode perder qualidade (grau de doçura, manchas na casca) e tamanho.

    A banana já está mais cara por causa da baixa quantidade produzida da fruta, comportamento normal para o período do ano, em entressafra em diversos locais. No entanto, essa alta foi acentuada e continua sendo afetada pela irregularidade da chuva, que provocou estresse hídrico e prejudicou os bananais e o desenvolvimento dos cachos.

    As hortaliças costumam ter preços em queda no período de seca. Mas, conforme a Conab, a prolongada ausência de chuvas pode prejudicar as lavouras que não possuem sistema de irrigação. A atenção mais especial se destina à cenoura e ao tomate, produtos mais suscetíveis ao clima e que já têm ciclos de alta e quedas constantes.

    Menos pasto encarece a carne, leite e outros derivados

    O preço da arroba do boi gordo no atacado deve subir 2,47%. No varejo, ainda não há previsão, informa a economista da Unifesp.

    Com o pasto seco, os pecuaristas precisam complementar a alimentação do gado com mais ração. Conforme pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Esalq/USP), o clima está bastante seco e a oferta de animais criados a pasto, cada vez mais escassa. Por isso, a criação deve passar para o confinamento, mais caro.

    “Isto também vai afetar o valor do leite e seus derivados, como manteiga, requeijão e iogurte”, confirma o coordenador dos Índices de Preços do FGV IBRE, Andre Braz. O especialista em política monetária e inflação prevê o aumento na demanda de outros tipos de carne, como a dos suínos e do frango. Mesmo assim, não chegará a ser um ponto de pressão para a inflação, acredita. “Vamos manter o teto de 4,5%. O ideal seria o centro, no percentual de 3%”, prevê.

    Recuperar solo leva tempo e custa caro

    A produção de alimentos, no que diz respeito à agricultura, não é a única que sofre. Muitas queimadas atingiram grandes proporções, causando morte de animais, perda de culturas agrícolas e prejuízos com infraestruturas rurais e urbanas. Além do impacto econômico, social e ambiental, as queimadas afetam as propriedades físicas, químicas e biológicas dos solos. Grandes quantidades de carbono, nitrogênio, potássio e enxofre são perdidas para a atmosfera. Em longo prazo, essa alteração no solo causada pelo fogo tem consequências na biodiversidade e na manutenção dos ecossistemas.

    Pesquisas indicam que o fogo compromete a qualidade do solo e a produtividade no decorrer do tempo. A queima da cobertura vegetal deixa a área descoberta, levando a maior absorção da radiação solar, com ampliação da temperatura e do ressecamento ao longo do dia. Porém, à noite, ocorre a perda de calor pela exposição, elevando assim a amplitude das variações térmicas diárias. Essas oscilações prejudicam a absorção de nutrientes e a biologia do solo.

    A recuperação do solo pode levar cerca de três anos, com custos elevados para os produtores. “Porém, o manejo adequado do solo, aplicando boas técnicas, pode trazer benefícios no combate às mudanças climáticas nos próximos anos”, avalia o pesquisador Alberto Bernardi, da Embrapa Pecuária Sudeste e especialista em solos.

    Milhares de focos de queimadas

    Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil registrou 68.635 focos de queimadas em agosto de 2024. É um crescimento de 144% em relação ao mesmo período de 2023, quando o país registrou 28.056 focos de incêndio.

    As regiões Centro-Oeste e Norte do país lideram os focos de queimadas em agosto deste ano. O resultado está entre os cinco piores da história. Os municípios mais afetados são Corumbá (Mato Grosso do Sul), São Félix do Xingu (Pará), Apuí (Amazonas), Novo Progresso (Pará) e Altamira (Pará).

    Entre os biomas, a região amazônica representa 55,8% dos registros. Ela é seguida do cerrado com 27,1%, mata atlântica com 8,8%, pantanal com 6,4%, caatinga com 1,8% e Pampa com 0,1% dos focos.

    Parte disso é efeito da passagem do El Niño e da La Niña. No primeiro semestre deste ano o El Niño mostrou toda a sua força com o aumento das chuvas no Sul, mais precisamente no Rio Grande do Sul. Agora é a vez da La Niña se pronunciar nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Mas também há reflexos de eventos extremos cada vez mais frequentes.

    Por: Adriana Machado Fonte: UOL

    Clique AQUI, entre no nosso canal do WhatsApp para receber as principais notícias do mundo agro.

    SendTweetCompartilhar
    Artigo anteiror

    Governo de SP lança plataforma digital para conectar o ecossistema do biometano

    Próximo post

    SP renova alerta de risco elevado de incêndios em todo o estado até terça (10)

    Redação Visão Agro

    Redação Visão Agro

    Notícias Relacionadas

    Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a agricultura precisa, diz Lula

    Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a agricultura precisa, diz Lula

    15 maio, 2026
    Silveira pede a Vibra, Ipiranga e Raízen que repassem medidas para bombas

    Silveira pede a Vibra, Ipiranga e Raízen que repassem medidas para bombas

    15 maio, 2026
    Orplana apoia pleito de entidade que pede por modernização do Consecana-AL

    Orplana apoia pleito de entidade que pede por modernização do Consecana-AL

    14 maio, 2026
    Governo Federal e Petrobras articulam retomada da Usina de Biodiesel de Quixadá

    Governo Federal e Petrobras articulam retomada da Usina de Biodiesel de Quixadá

    13 maio, 2026
    Reavaliar os preços de combustíveis é tarefa da Petrobras, não do governo, diz ministro

    Reavaliar os preços de combustíveis é tarefa da Petrobras, não do governo, diz ministro

    13 maio, 2026
    Açúcar sobe em Nova York com apoio da gasolina e maior demanda por etanol

    Açúcar sobe em Nova York com apoio da gasolina e maior demanda por etanol

    8 maio, 2026
    Açúcar/Cepea: Médias oscilam com força, de acordo com tipo negociado

    Açúcar dispara 270 pontos impulsionado pela alta da gasolina e suporte do etanol

    6 maio, 2026
    Ministro da Agricultura critica bloqueio de crédito rural sem defesa

    Ministro da Agricultura critica bloqueio de crédito rural sem defesa

    6 maio, 2026

    Presidente Lula anuncia que o governo vai elevar mistura do etanol para 32% e do biodiesel para 16%

    4 maio, 2026
    Como o acordo Mercosul-UE beneficia o Brasil? Entenda

    Acordo Mercosul-UE entra em vigor: O que muda para o Brasil

    4 maio, 2026
    Carregar mais
    Próximo post
    SP renova alerta de risco elevado de incêndios em todo o estado até terça (10)

    SP renova alerta de risco elevado de incêndios em todo o estado até terça (10)

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Mais lidas da semana

    • Trending
    (Vídeo) Incêndio atinge área industrial da Usina Cerradão, em Frutal (MG)

    (Vídeo) Incêndio atinge área industrial da Usina Cerradão, em Frutal (MG)

    15 maio, 2026
    Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

    Atvos anuncia investimento de R$ 2,36 bilhões em três novas plantas de bioenergia, etanol de milho e biometano localizadas no estado do Mato Grosso do Sul

    12 maio, 2026
    Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

    Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

    11 maio, 2026
    Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

    Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

    13 maio, 2026
    (Vídeo) Incêndio atinge complexo industrial da Coamo no Paraná

    (Vídeo) Incêndio atinge complexo industrial da Coamo no Paraná

    15 maio, 2026
    LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

    CONTATO
    (16) 3945-5934
    atendimento@visaoagro.com.br
    jornalismo@visaoagro.com.br
    comercial@visaoagro.com.br

    VEJA TAMBÉM

    • Prêmio Visão Agro
    • Vision Tech Summit 
    • AR Empreendimentos

    Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

    Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
    Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

    Saiba mais no site oficial

    Nenhum resultado
    Ver todos os resultados
    • Bioenergia
      • Biocombustíveis
      • Biogás
      • Biomassa
      • Energia renovável
      • Usinas
    • Mundo Agro
      • Cooperativismo
      • Sustentabilidade
      • Tecnologia
    • Mercado
      • Clima
      • Economia
      • Geopolítica
      • Internacional
      • Negócios
      • Política e Governo
      • Transporte
    • Culturas
      • Algodão
      • Café
      • Cana de Açúcar
      • Fruticultura
      • Grãos
      • Milho
      • Pecuária
      • Soja
      • Trigo
    • Insumos agrícolas
      • Adubos e fertilizantes
      • Biológicos e Bioinsumos
      • Defensivos Agrícolas
      • Implementos Agrícolas
      • Irrigação
      • Máquinas agrícolas
    • Eventos Visão Agro
      • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
      • Prêmio Visão Agro Brasil
      • Vision Tech Summit – Agro
      • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
    • Em destaque
    • Leia mais

    Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36