Valorização dos combustíveis aumenta competitividade do etanol e reforça expectativa de menor oferta global de açúcar
Os preços do açúcar avançaram na Bolsa de Nova York, sustentados pela valorização da gasolina e pelo fortalecimento do etanol no mercado. O contrato com vencimento em julho chegou a 15,29 cents de dólar por libra-peso, alcançando o maior patamar em cerca de um mês.
A alta da gasolina torna o etanol mais competitivo, o que aumenta o incentivo para que as usinas direcionem uma parcela maior da cana-de-açúcar à produção do biocombustível. Com menos matéria-prima destinada ao açúcar, a oferta tende a ficar mais limitada, favorecendo a alta dos preços.
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No cenário internacional, a consultoria Green Pool elevou sua estimativa de déficit global de açúcar na safra 2026/27 para 4,30 milhões de toneladas, ante previsão anterior de 1,66 milhão de toneladas. A revisão reflete justamente a expectativa de maior uso da cana para a fabricação de etanol.
No Brasil, dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) reforçam esse movimento. Na primeira quinzena de abril da safra 2026/27, a produção de açúcar no Centro-Sul somou 647 mil toneladas, queda de 11,9% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. No intervalo, a participação da cana destinada ao açúcar recuou de 44,7% para 32,9%.
As projeções da Conab seguem a mesma direção. A entidade estima que a produção brasileira de açúcar deve recuar 0,5% na safra 2026/27, para 43,952 milhões de toneladas. Já a produção de etanol deve crescer 7,2%, alcançando 29,259 bilhões de litros.
Além dos fundamentos ligados ao etanol, o mercado também acompanha o cenário geopolítico. Preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global, especialmente em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, seguem no radar e podem influenciar a dinâmica internacional das commodities.
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro
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