Levantamento considera uma futura produção de 64 bilhões de litros, incluindo etanol e biodiesel
Os biocombustíveis podem, até 2030, adicionar de até R$ 403,2 bilhões no PIB brasileiro, segundo um estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), com apoio do Instituto Equilíbrio e da Agni.
O levantamento considera uma futura produção estimada em 64 bilhões de litros, incluindo etanol de cana, etanol de milho, etanol de segunda geração e biodiesel.
“Os biocombustíveis podem gerar R$ 62 de retorno para cada R$ 1 investido, um dos resultados mais expressivos do estudo. Mais do que uma alternativa energética, a bioenergia se configura como um vetor de crescimento, com efeitos que se propagam por diferentes setores da economia”, afirma o pesquisador responsável, Cícero Lima.
Essa expansão pode tornar o setor até 70% maior, com efeitos sobre transportes, indústria de transformação, agropecuária e agroindústria, o que também impulsionaria a produção de cana-de-açúcar em 31,34%. Outra grande vantagem seria a geração de emprego, com 225,5 mil novas ocupações, principalmente na agropecuária e na agroindústria.
A pesquisa também destaca a ação dos biocombustíveis no impacto climático. O potencial de redução das emissões é de 27,6 milhões de toneladas de CO2 quando se considera somente a substituição dos combustíveis fósseis, uma vez que o etanol de cana pode reduzir de 70% a 90% das emissões em comparação à gasolina.
O aumento nos volumes de biocombustíveis pode ser positivo também para a eficiência no uso da terra. O segmento seria responsável por evitar 480 mil hectares de desmatamento, grande parte desta área no Cerrado e na Amazônia.
“O Brasil reúne vantagens competitivas únicas em biocombustíveis, com escala, base produtiva e tecnologia já consolidadas. O avanço do setor mostra que não há contradição entre produzir e descarbonizar”, destaca Eduardo Bastos, CEO do Instituto Equilíbrio.
Ele completa: “Com incentivos e previsibilidade adequados, o país pode transformar esse potencial em liderança global e consolidar a bioenergia como um dos principais motores da transição energética”.
Por: Luiz Eduardo Minervino | Fonte: Globo Rural
Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.













