terça-feira, abril 28, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Guerra mostrou que transição energética é questão de segurança, diz diretora da COP30

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
28 abril, 2026
em Política e Governo
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Mercado Política e Governo
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Começou na sexta-feira, 24, a primeira Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, na cidade de Santa Marta, na Colômbia. O encontro reune mais de 60 países que pretendem diminuir produção, consumo e dependência do petróleo.

Os debates vão orientar a construção do Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis, documento proposto pela presidência brasileira na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Leia mais

Governador de MG anuncia investimentos de R$ 350 milhões em gasoduto para biometano

Lula defende agro e pede que alemães não acreditem em “mitos” sobre biocombustíveis

MME analisa incluir combustível marítimo sustentável no RenovaBio

Pedro Lupion pede que o Ministério da Agricultura “volte a ter protagonismo” na Esplanada

Antes de embarcar para participar dos debates, a diretora-executiva da COP30, Ana Toni, concedeu entrevista exclusiva à Agência Brasil sobre a conferência e a construção do texto.

Toni destacou que a guerra no Irã e a instabilidade do preço do petróleo evidenciaram os problemas da dependência de combustíveis fósseis e sublinharam a importância da transição energética.

“A gente não tinha ideia que isso ia acontecer, mas acho que o nosso Mapa do Caminho se transformou em uma plataforma para discutir e revisar a segurança energética, econômica e essa dependência global que temos de combustível fóssil”, disse.

O documento está previsto para ficar pronto em novembro, com orientações aos países sobre a transição energética e a redução das emissões de gases do efeito estufa, causadores da mudança climática.

Como será a participação da presidência da COP30 nos debates da Conferência de Santa Marta?
A presidência da COP30 está indo lá muito mais para ouvir do que para falar. A gente espera poder trazer muito do que vai ser o debate em Santa Marta. Queremos escutar o que os países, sociedade civil, grupos indígenas estão demandando, querendo. O nosso Mapa do Caminho já é uma resposta à demanda que a gente ouviu durante a COP30. Então, a gente está trabalhando nele para criar essa plataforma de debate, e a reunião da Colômbia é um desses lugares que também vai debater o tema. A gente fica muito feliz que a Colômbia e os Países Baixos estão fazendo esse evento. E nós vamos participar para ouvir, acertar o nosso Mapa do Caminho, e assegurar que a gente reflita algumas das coisas que vão ser debatidas em Santa Marta.

A conferência será aberta, com ampla participação social. De que forma os debates poderão contribuir para a construção de um Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis?
Acho que a decisão para transitar para longe dos combustíveis fósseis já foi tomada na COP28, em Dubai. O nosso Mapa do Caminho e essa conferência vão aprofundar o debate. A partir do que já que foi decidido, precisamos pensar como é que a gente implementa. Quais são os próximos passos? Por onde a gente começa? Qual é a sequência de ações? Então, ouvir da sociedade civil, dos povos indígenas, dos governos que lá estarão, suas ideias sobre os próximos passos, é fundamental. Como [o presidente da COP30] André do Lago tem repetido bastante, para tomar a decisão, você precisa de consenso, mas, para a implementação, você não precisa de consenso. Até porque, para alguns países, vai fazer mais sentido trabalhar pela eletrificação. Em outros, vai ser importante o combustível sustentável. Então, a ideia desses debates é mostrar que tem diversas maneiras de você implementar o que já foi decidido na COP28.

Como a presidência brasileira da COP avalia o interesse de mais de 60 países em participar dessa conferência? São países que têm peso nesse processo de transição para longe dos combustíveis fósseis?
A cada quatro pessoas desse mundo, três vivem em países que importam combustível fóssil. Então, esses 60 países que estarão lá são muito significativos, porque não importa se você é um país produtor ou um país consumidor. Diminuir essa dependência global dos combustíveis fósseis vai depender dos dois lados. Vou dar o exemplo da Etiópia, que é um país consumidor de combustível fóssil e decidiu não mais importar carros a combustão. Isso é importantíssimo. A gente vai ter que olhar a nossa dependência econômica, que não é só energética. No Mapa do Caminho, a gente pediu a contribuição formal de países e não-países. Recebemos mais de 250 contribuições. O que mostra que tem uma demanda muito grande para debater os próximos passos. E na Colômbia, em Santa Marta, vai ser um dos fóruns importantes para atender à essa demanda. É um processo de amadurecimento do que a gente pode fazer concretamente, porque a decisão já foi tomada.

Encerrou dia 10 de abril o prazo para as contribuições ao Mapa do Caminho. Quais os desafios no processo de construção desse documento orientador para o mundo?
Obviamente, é muita informação. E trazer toda essa informação, priorizar o que será recomendado, certamente será o mais difícil, porque vai depender das circunstâncias de cada um dos países. Infelizmente, a guerra contra o Irã, promovida pelos Estados Unidos e Israel, mostra que caminhar para longe dos combustíveis fósseis, dessa dependência que temos, é absolutamente necessário. Não só por questões climáticas, mas por questões econômicas, energéticas e de segurança. A gente não tinha ideia de que isso ia acontecer, mas acho que o nosso Mapa do Caminho se transformou em uma plataforma para discutir e revisar a segurança energética, econômica e essa dependência global que temos de combustível fóssil. Sabemos que não é da noite para o dia que essa dependência vai acabar, mas a gente precisa planejar, porque se não planejar, acontece o que está acontecendo agora, com forte impacto em todo o mundo.

Já há um desenho de como o Mapa do Caminho será estruturado? Os temas serão organizados em capítulos? Quais serão as abordagens?
Já tem, sim. Temos uma ideia do que a gente quer, óbvio, mas vai depender de a gente ouvir todo mundo para ver se mantém essa estrutura. Então, partindo da divisão por capítulos, o primeiro vai ser um capítulo que olhe para os riscos da não transição. Vai tratar de todos os riscos possíveis, os climáticos, os naturais, o político, o de segurança e tudo o que nós temos. Vai ter um segundo capítulo que olha essa transição da perspectiva dos produtores de combustíveis fósseis, tanto países como empresas. Esse segundo capítulo traz ainda a perspectiva dos consumidores. Os diversos setores, como elétrico, de transporte, indústria. O que essa dependência significa e o que eles podem fazer para aproveitar as oportunidades que têm e andar mais rápido no processo de transição. Uma terceira parte trata sobre a dependência econômica. A gente quer mostrar que as circunstâncias para cada um dos países, em relação a essa dependência econômica, são muito diferentes. E mostrar também para governos subnacionais, por exemplo, prefeituras, que tem um problema econômico e não só energético nessa dependência. No último capítulo, vão estar as recomendações nossas para o mundo, não só para a COP31.

A partir do que já foi debatido até aqui, é possível pensar essa transição justa e planejada, com esse olhar global, e aplicando de forma local?
Essa transição já começou, já está acontecendo. Mas o que vem acontecendo no mundo são dois pés acelerando: um, no acelerador de renováveis, armazenamento e eficiência, mas o outro, no acelerador de combustível fóssil. O que a gente quer fazer agora é tirar o pé do acelerador de combustível fóssil. Isso já começou. Eu não tenho nenhuma dúvida que essa mudança tem que ser justa, porque, se não, ela não vai acontecer. Eu acho que a gente tem uma oportunidade única de continuar debatendo esse tema. Vai ter aí COP31, COP32, vai ter o segundo Balanço Global, para que a gente amadureça o que está funcionando. Para a gente chegar nesse novo Balanço Global muito mais capazes de falar o que deve e pode ser acelerado daqui para frente. Então, eu estou otimista e, como eu falei, o mais importante é que a gente continue debatendo esse tema politicamente, para tomar as decisões certas.

Por: Fabíola Sinimbú | Fonte: Agência Brasil

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Governador de MG anuncia investimentos de R$ 350 milhões em gasoduto para biometano

Próximo post

São Martinho aprova emissão de R$ 1,1 bilhão em debêntures

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Governador de MG anuncia investimentos de R$ 350 milhões em gasoduto para biometano

Governador de MG anuncia investimentos de R$ 350 milhões em gasoduto para biometano

28 abril, 2026
Lula defende agro e pede que alemães não acreditem em “mitos” sobre biocombustíveis

Lula defende agro e pede que alemães não acreditem em “mitos” sobre biocombustíveis

23 abril, 2026
Julho encerra com recorde histórico de aberturas de mercados para o mês

MME analisa incluir combustível marítimo sustentável no RenovaBio

22 abril, 2026

Pedro Lupion pede que o Ministério da Agricultura “volte a ter protagonismo” na Esplanada

17 abril, 2026
PT vai apresentar projeto para criar empresa pública de distribuição de combustíveis

PT vai apresentar projeto para criar empresa pública de distribuição de combustíveis

15 abril, 2026
Manejo eficiente pode reduzir emissões de óxido nitroso no setor sucroenergético

Assembleia Legislativa de Pernambuco debate formas de incentivo ao setor canavieiro

13 abril, 2026
Governo encara crise dos combustíveis como pior que na pandemia e mira fertilizantes

Governo encara crise dos combustíveis como pior que na pandemia e mira fertilizantes

10 abril, 2026
Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país

Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país

3 abril, 2026
Brasil firma acordo com Turquia para garantir rota alternativa ao Estreito de Ormuz

Brasil firma acordo com Turquia para garantir rota alternativa ao Estreito de Ormuz

31 março, 2026
Como o acordo Mercosul-UE beneficia o Brasil? Entenda

Acordo UE-Mercosul será aplicado provisoriamente a partir de 1º de maio

25 março, 2026
Carregar mais
Próximo post

São Martinho aprova emissão de R$ 1,1 bilhão em debêntures

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Cade aprova venda de usinas da Raízen para Thopen em operação de até R$ 600 milhões

Credores da Raízen propõem injeção de R$ 8 bilhões e saída de Rubens Ometto, dizem fontes

20 abril, 2026
Raízen desinveste R$ 3,6 bilhões em simplificação de portfólio

Raízen confirma negociações com credores, mas diz que não há definição

24 abril, 2026
Guerra pode reduzir margens das sucroenergéticas

Guerra pode reduzir margens das sucroenergéticas

22 abril, 2026
Diesel fica mais barato no país, mas gasolina segue acima do mercado internacional, diz Abicom

Diesel mais caro impacta cana em até R$ 198 por hectare, diz Rabobank

22 abril, 2026
Easy by Comlink leva tecnologia de compras corporativas ao produtor rural

Easy by Comlink leva tecnologia de compras corporativas ao produtor rural

22 abril, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36