quarta-feira, setembro 16, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Etanol de milho ou cana-de-açúcar? Entenda a diferença e as vantagens

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
9 dezembro, 2024
em Biocombustíveis, Bioenergia
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

Apesar da cana ser a principal matéria-prima utilizada na produção de etanol brasileiro, milho tem ganhado desde 2012

Quimicamente, o etanol de milho é igual ao etanol feito da cana-de-açúcar – cuja molécula é C2H6O. O processo de produção, porém, tem várias diferenças, o que implica diferentes estrutura de custos para cada cadeia, sazonalidades, impactos nos preços de alimentos e pegada ambiental. Entenda!

Leia mais

Etanol sobe 2,3% na média nacional, mas segue vantajoso em 11 estados e no DF

TCU decide não investigar indícios de irregularidades na aprovação do E32

Termelétrica inicia testes de motor a etanol e supera meta de eficiência

Etanol: Hidratado sobe 4,33% e anidro 2,32% na semana nas usinas de SP

Diferenças desde a lavoura

A cana-de-açúcar é uma cultura semiperene, ou seja, cuja planta pode ser cortada por alguns anos sem que precise ser replantada, enquanto o milho é uma cultura anual, que precisa ser plantada todo ano.

Outra diferença é sobre o custo da matéria-prima para a usina. Enquanto o custo do milho varia conforme os preços internacionais do grão, que balizam as cotações domésticas, o custo da cana está atrelado à oscilação dos preços do açúcar no mercado internacional e do etanol no mercado doméstico, conforme acordo setorial acertado através dos Conselhos dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol (Consecana) de cada Estado.

Além disso, enquanto a cana-de-açúcar precisa ser moída até 48 horas após ser colhida, o milho pode ser processado muito tempo depois da colheita. Desta forma, a fabricação do etanol feito da cana-de-açúcar ocorre apenas na época da colheita da gramínea, entre abril e novembro.

Isso faz com que, entre dezembro e março, praticamente não exista oferta nova de etanol feito da gramínea, o que provoca uma pressão de alta sobre o preço do biocombustível.

Já as usinas de etanol de milho podem produzir o biocombustível em qualquer época do ano, independentemente da época da colheita do grão (a colheita da segunda safra, de maior volume, ocorre de maio a setembro), já que as indústrias podem recorrer ao milho guardado nos armazéns.

Isso permite que haja oferta de etanol de milho praticamente o ano todo, reduzindo a volatilidade do preço do biocombustível. Isso também permite que a usina antecipe compras de milho e o armazene quando o preço está mais baixo, o que minimiza o risco de que uma alta no preço do grão pressione igualmente o custo de produção.

Desta forma, os custos de produção do etanol de milho e de cana variam muito conforme o preço da matéria-prima e a localização da usina, fatores que podem favorecer uma ou outra rota de produção.

Na indústria

O processo de produção na indústria também é diferente. Enquanto o milho deve ser primeiramente triturado, a cana é lavada com água antes da moagem, para retirar as impurezas do solo.

Outra diferença entre está na origem da energia que move a indústria. Enquanto no setor de cana, a maioria das usinas queima o próprio bagaço da cana processada e utiliza a energia gerada em sua própria estrutura, além, de vender o excedente no mercado, nas indústrias de milho é preciso comprar a matéria-prima para gerar essa energia, o que gera um custo adicional. Em geral, utiliza-se cavaco de madeira de eucalipto para cogerar energia para as plantas de etanol de milho.

Qual etanol é melhor, de milho ou de cana?

Uma tonelada de milho produz muito mais etanol do que uma tonelada de cana. De acordo com estimativas mais recentes, 1 tonelada de milho consegue produzir entre 380 litros e 410 litros de etanol, enquanto 1 tonelada de cana produz 43 litros do biocombustível, segundo dados da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) da safra 2024/25.

Já a produtividade agrícola da cana é muito maior do que a do milho, o que faz com que seja necessário menos área de plantio para produzir etanol de cana do que etanol de milho. Com isso, em média 1 hectare de cultivo de cana é capaz de produzir 6,8 mil litros de etanol, enquanto 1 hectare cultivado com milho consegue produzir entre 2,3 mil a 2,5 mil litros do biocombustível.

Porém, como o milho é produzido em duas safras no Brasil – ou seja, utilizando a mesma área para duas colheitas no ano –, a extensão física necessária para o cultivo de milho para a produção de etanol pode ser menor.

Benefício ambiental

O etanol feito da cana no Brasil tem, na média, um poder de poupar emissões de gases do efeito estufa ligeiramente maior do que o etanol feito do milho, se for considerada a metodologia da análise do ciclo de vida (ACV), que considera a pegada de carbono desde a produção da biomassa no campo até a queima do biocombustível nos motores.

Cada unidade de megajoule de energia gerada pela queima do etanol hidratado feito de cana no Brasil poupa, em média, a emissão de 59,28 gramas de gás carbônico equivalente em comparação com a energia gerada da gasolina.

Esse número é apenas um pouco melhor que a vantagem ambiental do milho, já que um megajoule de energia gerado da queima do etanol hidratado feito de milho no Brasil poupa, em média, 57,05 gramas de CO2 equivalente, de acordo com a média das notas de eficiência das usinas cadastradas no RenovaBio em novembro de 2024. Esses números não consideram a pegada das usinas “flex”.

Porém, a parcela do etanol feito da cana que consegue ter sua pegada de carbono rastreada, ao menos no programa RenovaBio, é bem maior do que a do etanol de milho.

Enquanto 88,8% da produção de etanol de cana das usinas certificadas no RenovaBio poderia obter remuneração pela pegada ambiental (através da venda de Créditos de Descarbonização) em 2024, apenas 60% da produção de etanol de milho das usinas certificadas estava apta a usufruir do benefício.

A diferença reflete a maior dificuldade de rastrear a origem do milho plantado, já que a cadeia do cereal tem intermediários, como tradings, cooperativas e cerealistas, que juntam a produção do grão de diversos produtores em um mesmo silo, enquanto a cana é mais fácil de ser rastreada porque a relação entre fornecedores e usinas é direta.

Por: Camila Souza Ramos Fonte: Globo Rural

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendCompartilhar
Artigo anteiror

Monofasia do etanol hidratado para PIS e Cofins avança no Senado

Próximo post

Brasil tem 74 milhões de hectares de excedente de vegetação nativa preservada

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Preço do etanol hidratado em queda, mas fatores de mercado sinalizam estabilização dos valores

Etanol sobe 2,3% na média nacional, mas segue vantajoso em 11 estados e no DF

16 setembro, 2026
TCU decide não investigar indícios de irregularidades na aprovação do E32

TCU decide não investigar indícios de irregularidades na aprovação do E32

15 setembro, 2026
Termelétrica inicia testes de motor a etanol e supera meta de eficiência

Termelétrica inicia testes de motor a etanol e supera meta de eficiência

15 setembro, 2026
Etanol: hidratado cai 2,38% na terceira semana consecutiva de desvalorização

Etanol: Hidratado sobe 4,33% e anidro 2,32% na semana nas usinas de SP

14 setembro, 2026
Comgás cria novo modelo regulado para venda direta de biometano em São Paulo

Comgás cria novo modelo regulado para venda direta de biometano em São Paulo

14 setembro, 2026
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Biomassa para produção de etanol de milho pode render R$ 4,2 mil/ha ao produtor de MT

14 setembro, 2026
Com demanda por biomassa, plantio de eucalipto atrai investidores em MT

Etanol de milho pode demandar aportes de R$ 14 bilhões em eucalipto

11 setembro, 2026
EUA transformam carbono do milho em novo valor para o etanol

EUA transformam carbono do milho em novo valor para o etanol

11 setembro, 2026
Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

9 setembro, 2026
Confira o ranking dos maiores estados produtores de cana na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

De cana ou de milho: conheça as usinas flex que ampliam capacidade de produção de etanol com os dois insumos

9 setembro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Brasil tem 74 milhões de hectares de excedente de vegetação nativa preservada

Brasil tem 74 milhões de hectares de excedente de vegetação nativa preservada

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Credores e bondholders da Raízen indicam ex-Oi e ex-Americanas para reestruturação

Raízen define nomes para conselhos após conversão da dívida, diz jornal

15 setembro, 2026
Com demanda por biomassa, plantio de eucalipto atrai investidores em MT

Etanol de milho pode demandar aportes de R$ 14 bilhões em eucalipto

11 setembro, 2026
Faltam 20 dias: Vision Tech Summit coloca a usina do amanhã no centro dos debates

Faltam 20 dias: Vision Tech Summit coloca a usina do amanhã no centro dos debates

16 setembro, 2026
Atvos entra na UNEM com projeto de 273 milhões de litros de etanol de milho

Atvos entra na UNEM com projeto de 273 milhões de litros de etanol de milho

10 setembro, 2026
Termelétrica inicia testes de motor a etanol e supera meta de eficiência

Termelétrica inicia testes de motor a etanol e supera meta de eficiência

15 setembro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e Fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36