O especialista em agronegócio, Marcos Fava Neves, fez um comentário em um post no LinkedIn a respeito de uma publicação do deputado federal Guilherme Boulos em uma rede social, destacando a importância de analisar com profundidade o impacto do setor cafeeiro na economia brasileira antes de fazer críticas. Neves ressaltou que o café envolve uma cadeia produtiva complexa, que sustenta milhões de trabalhadores, especialmente pequenos produtores, e que simplificações podem resultar em injustiças com as famílias que dependem diretamente dessa atividade para sobreviver.

A alta no preço do café tem sido sentida tanto no Brasil quanto no exterior, provocada por uma combinação de fatores climáticos e econômicos. Enquanto consumidores observam o aumento nas prateleiras, milhões de famílias brasileiras colhem os frutos — literalmente e economicamente — desse cenário. O Brasil, líder mundial na produção e exportação do grão, movimentou US$ 12,3 bilhões em 2024, com cerca de 50 milhões de sacas destinadas ao mercado internacional e 22 milhões para o consumo interno.
O café é uma commodity com preço global definido em dólar, o que significa que oscilações no câmbio e na produção mundial impactam diretamente o valor final. Problemas climáticos em regiões produtoras elevaram o preço do grão no mundo todo, mas, no Brasil, o efeito foi ainda mais intenso devido à desvalorização do real, resultado de erros na gestão econômica do país.
Apesar do peso no bolso do consumidor, a alta beneficia diretamente cerca de 300 mil propriedades rurais, 70% delas de pequeno porte, geridas por famílias que dependem do café para sobreviver. O setor também sustenta uma ampla cadeia produtiva, incluindo colhedores, caminhoneiros, cooperativas, viveiristas e o comércio local nas cidades produtoras.
O desafio está em encontrar o equilíbrio: enquanto o preço elevado pressiona o consumo, ele também garante a sobrevivência e o crescimento de milhões de brasileiros que fazem do café não apenas uma bebida, mas um motor da economia nacional.
Por: Fábio Palaveri | Fonte: DoutorAgro
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