domingo, outubro 25, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Por que o café está caro? Entenda

Maria Reis por Maria Reis
11 junho, 2025
em Café
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Culturas Café
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

Grão tem sido um dos vilões da infação de 2025, segundo aponta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)

Quando o preço do café vai diminuir? Para quem não consegue passar um dia sem consumir uma xícara da bebida, este deve ser um dos principais questionamentos feitos ultimamente. E o motivo é claro: em 12 meses, o grão moído segue ficando mais caro, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Leia mais

USDA revisa projeções das safras de café 2025/26 no Brasil, Vietnã e Colômbia

Café recua e cacau sobe em Nova York após novas projeções de safra

Preços do café seguem em queda com avanço da colheita

Café/Cepea: Avanço da colheita mantém preços em queda

Variação em relação aos 12 meses anteriores
Veja o histórico da alta do café

Fonte: IBGE

Por que o café ainda está caro?

Os apreciadores do grão, sejam brasileiros ou consumidores de outros países, continuam a sentir o peso elevado nas gôndolas dos supermercados. Em maio de 2024, os preços médios do quilo de café torrado e moído girava em torno de R$ 31,77, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Em 2025, o valor saltou para R$ 69,29.

Em entrevista à Globo Rural, Pavel Cardoso, presidente da Abic, afirma que o preço segue alto porque os estoques dos principais produtores estão baixos e sem capacidade de abastecer quem necessita.

Um exemplo é o Brasil, destaque na produção mundial de café. Em 2024, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atingir 54,21 milhões de sacas de 60 quilos, decréscimo de 1,6% em relação à safra de 2023, e foi procurado por países como Indonésia e Vietnã, que tiveram as safras prejudicadas por fatores climáticos, principalmente a seca, para atender o consumo interno.

“Mesmo agora, com a iminência da safra, não conseguem entregar o volume para esses estoques serem reabastecidos nos países produtores e nos países consumidores. Há uma previsão de entrega maior no café conilon e no robusta, e uma entrega menor no café arábica. As duas somadas podem estar ligeiramente acima ou abaixo da safra passada. Então, há grandes volatilidades, mas, em função dessa safra não entregar o volume suficiente para essa recomposição de estoques, o mercado ainda se vê bastante nervoso”.

Felippe Serigati, pesquisador do Centro de Estudos do Agronegócio (FGV Agro), completa que o desequilíbrio entre a oferta e a demanda é o responsável por transformar o café em vilão e não é recente.

“Tivemos uma sequência de safras abaixo do potencial, isso vale para o sudeste asiático no início de 2024, mas também para a safra brasileira, que ficou abaixo do potencial. A floração não operou de maneira ideal. Uma parte das flores caiu antes. O resultado disso, tanto pode ser uma quantidade menor de cerejas e frutos, como também frutos mais irregulares”.

Quando o preço do café vai baixar?

Sem conseguir precisar como serão as colheitas pelo mundo, é impossível definir quando o grão vai apresentar queda. De acordo com Serigati, o primeiro ponto para ver o preço caindo é uma safra cheia no Brasil por causa do volume alto de produção.

“Temos que olhar o que vai acontecer com a floração em agosto e setembro. Esse é o ponto de partida. Uma coisa que pode trazer uma perspectiva positiva é que no ano passado operamos com a atmosfera no El Niño, enquanto, agora, será com o clima neutro. Não é nada garantido, mas seria uma perspectiva mais favorável”, diz.

Uma questão relacionada à estrutura da planta, e pode aumentar a esperança, pontua o especialista da FGV Agro, é a influência da bienalidade na produção dos cafezais. Ela significa que após um ano de produtividade em alta, a próxima safra pode apresentar menos volume para a recomposição do cafeeiro.

“Isso não é problema ou defeito. Em 2025, ano ímpar aqui no Brasil, é de baixa produção. De partida, já teríamos uma oferta menor do que 2024. Ainda assim, colocando números em cima da mesa, a Conab está falando em uma safra maior. Vamos acompanhar”.

Pavel Cardoso, presidente da Abic, mantém uma postura cautelosa e diz que estimativas mais assertivas sobre o comportamento futuro dos preços só serão possíveis após a finalização da colheita em 2025 e quando o mercado começar a direcionar seu olhar para as projeções da safra de 2026.

“Neste momento, há uma volatilidade muito grande. Os mercados reduzem pelo peso que a própria safra traz, e a estimativa de aumento da colheita de café conilon, tanto aqui no Brasil quanto no Vietnã, trouxe essa pressão para baixo, mas já dão sinais de retomada para cima de volta. A que níveis? Ainda não sabemos, mas o fato é que essa safra não entrega o volume suficiente para a recomposição de estoques dos países produtores e consumidores”.

A estimativa da Conab em 2025 é positiva sobre a safra brasileira, com acréscimo de 2,7% – 55,67 milhões de sacas contra 54,21 milhões. Para 2026, os números são incertos, mas com um retrato esperançoso por parte da Abic.

“Para 2025, temos uma previsão de um acréscimo na produção de conilon robusta, da ordem de 7% ou 8% em relação à safra passada, e uma queda de 13% no arábica. Já para a safra de 2026, há a expectativa de uma grande safra, respeitando que esse é um retrato do que se prevê. O andamento, com a florada a partir de agosto e setembro e após os processos seguintes para a geração do fruto, dependerá de questões climáticas. A expectativa é que seja uma grande safra em 2026, talvez uma safra recorde em toda a história do país”, conta o dirigente.

O que pode frustrar as expectativas e manter o café caro?

Na opinião dos especialistas ouvidos pela Globo Rural, o clima é um dos principais fatores, principalmente a longo prazo, e pode, por meio da seca e das altas temperaturas, prejudicar as lavouras cafeeiras no Brasil e no mundo.

“A nossa leitura é que o consumo seguirá bem. Naturalmente, a alta de preço impacta, mas acreditamos que são meses pontuais e que acontecem em qualquer país. O café é um alimento resiliente, com natureza de ligação sentimental, cultural e de conexão no dia a dia. Se a equação entre questões climáticas, produção nacional e demanda global seguir dando sinais de aquecimento, o café seguirá promissor”, diz Cardoso.

Serigati também destaca a movimentação do dólar como fator de influência, mas alerta: a queda da moeda americana não significa, necessariamente, a consequente diminuição no preço do grão.

“Como o café é uma commodity precificada no mercado internacional, parte do preço no mercado doméstico está associado à variação do dólar. Desde o início do ano, observamos uma queda, mas isso não afetou o preço do café devido aos fundamentos já destacados acima. De qualquer forma, a volatilidade do dólar é um ponto importante para saber onde vai o preço do café”, finaliza.

O Brasil é o maior produtor e também exportador de café do mundo, sendo responsável por cerca de 38% da produção global. Vietnã, Colômbia, Indonésia e Etiópia completam o ranking, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês).

Por: Daniela Walzburiech | Fonte: Globo Rural

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendCompartilhar
Artigo anteiror

Leite sobe 3,67% e descola do IPCA

Próximo post

Preço da arroba do boi gordo fica estável enquanto boi China sobe R$ 2 em SP

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Entenda os impactos da alta do café

USDA revisa projeções das safras de café 2025/26 no Brasil, Vietnã e Colômbia

25 dezembro, 2025

Café recua e cacau sobe em Nova York após novas projeções de safra

17 dezembro, 2025
Café/Cepea: Preços interrompem sequência de altas e caem em março

Preços do café seguem em queda com avanço da colheita

19 junho, 2025
Entenda os impactos da alta do café

Café/Cepea: Avanço da colheita mantém preços em queda

18 junho, 2025
Café/Cepea: Chuvas devem aliviar cafezais

Colheita de café alcança 13,7% na área de atuação da Cooxupé

12 junho, 2025
Café/Cepea: Preços interrompem sequência de altas e caem em março

Governo aumenta em 4% os recursos do Funcafé para a safra 25/26

10 junho, 2025
Colheita do café avança, e preços caem com mais força em maio

Governo Federal disponibiliza mais de R$ 7 bilhões para impulsionar desenvolvimento do setor cafeeiro

10 junho, 2025
Café/Cepea: Preços interrompem sequência de altas e caem em março

Café sobe em Nova York com suporte do dólar

9 junho, 2025
Colheita do café avança, e preços caem com mais força em maio

Colheita do café avança, e preços caem com mais força em maio

4 junho, 2025
Entenda os impactos da alta do café

Entenda os impactos da alta do café

22 maio, 2025
Carregar mais
Próximo post
Preço do boi gordo inicia junho estável

Preço da arroba do boi gordo fica estável enquanto boi China sobe R$ 2 em SP

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Etanol de milho deve crescer 17% em 2026/27 e amplia interesse por usinas flex, mas conversão exige integração de processos

Etanol de milho deve crescer 17% em 2026/27 e amplia interesse por usinas flex, mas conversão exige integração de processos

25 setembro, 2026
Mobilidade das frentes agrícolas leva usinas a rever estruturas de apoio no campo

Mobilidade das frentes agrícolas leva usinas a rever estruturas de apoio no campo

20 outubro, 2026
Copersucar fecha acordo para fornecer 10 milhões de litros de etanol a navios até o fim de 2026

Copersucar fecha acordo para fornecer 10 milhões de litros de etanol a navios até o fim de 2026

23 outubro, 2026
Etanol de milho abre novo ciclo para a bioenergia brasileira, veja a palestra de Guilherme Nastari

Etanol de milho abre novo ciclo para a bioenergia brasileira, veja a palestra de Guilherme Nastari

20 outubro, 2026
CEO da Pentagro mostra como IA e gêmeos digitais podem transformar a usina do futuro, veja a palestra

CEO da Pentagro mostra como IA e gêmeos digitais podem transformar a usina do futuro, veja a palestra

19 outubro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Destaques
  • Editorias
  • Eventos Visão Agro
  • Eventos Visão Agro
  • Formulário de Oportunidades – Visão Agro
  • Home
  • Home teste
  • Home-antiga
  • Manutenção
  • Paywall Assinatura
  • Paywall Login
  • Paywall Perfil
  • Paywall Registrar
  • Política de privacidade
  • Política de Privacidade – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Sobre a Visão Agro
  • Termos de Serviço – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Termos de Uso

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36