Os contratos futuros do açúcar voltaram a fechar no vermelho ontem (26) nas bolsas internacionais, na esteira da valorização do dólar, que pressionou a maioria das commodities. “No entanto, os preços do açúcar têm se recuperado nas últimas duas semanas, com o açúcar de NY atingindo uma máxima de um mês na última terça-feira e o açúcar de Londres atingindo uma máxima de quatro meses, impulsionados por sinais de queda na produção global de açúcar”, disseram analistas da Barchart.
O mercado ainda se vê pressionado com a elevação da estimativa de déficit global na produção de açúcar que a Organização Internacional do Açúcar (ISO) divulgou no começo do mês de março, ampliando a perspectiva de déficit para 4,88 milhões de toneladas, contra 2,51 MMT da estimativa anterior.
Fatores como o clima adverso no Brasil, maior produtor global da commodity, e quebra de safra na Índia, e outros países asiáticos, estão por trás dos números da ISO.
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Nova York
A ICE Futures, de Nova York viu todos os lotes listados do açúcar bruto fecharem no vermelho nesta quarta-feira. O contrato maio/25 foi comercializado a 19,35 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 16 pontos no comparativo com os preços da véspera. Já a tela julho/25 recuou 13 pontos, contratada a 19,06 cts/lb. Os demais vencimentos caíram entre 1 e 12 pontos, com exceção do lote março/27 que fechou estável.
Londres
Na ICE Futures Europe, a quarta-feira também foi de baixa em todos os lotes do açúcar branco. O vencimento maio/25 foi contratado a US$ 540,30 a tonelada, baixa de 4,40 dólares no comparativo com os preços da véspera. Já a tela agosto/25 recuou 2,60 dólares, contratada a US$ 531,20 a tonelada. Os demais contratos caíram entre 1,20 e 2 dólares.
Mercado doméstico
No mercado interno o Indicador Cepea/Esalq, da USP, para o açúcar cristal, fechou ontem em R$ 139,63 valorização de 1,26% no comparativo com o dia anterior, revertendo a tendência de queda dos dois dias anteriores.
Etanol hidratado
Já o etanol hidratado fechou pelo quarto dia consecutivo desvalorizado pelo Indicador Diário Paulínia. Ontem, o biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.828,00 o m³, contra R$ 2.843,50 o m³ praticado na terça-feira, queda de 0,55% no comparativo entre os dias.
Por: Rogério Mian | Fonte: Agência UDOP de Notícias
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