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Agroindústria é a nova fronteira para a produção de biometano no país

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
31 março, 2025
em Biocombustíveis
Tempo de leitura: 6 minutos
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Home Bioenergia Biocombustíveis
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Maior parte das usinas hoje está instalada em aterros sanitários, mas setor prevê avanço no uso de residuos da produção de açúcar e etanol

No aterro sanitário de Seropédica, biogás é gerado a partir de resíduo orgânico. Com tratamento, se produz biometano, equivalente ao gás natural — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

O Brasil ainda precisa investir centenas de bilhões de reais para universalizar o tratamento do esgoto, mas a correta destinação dos resíduos sólidos também segue como um problema. São 1,6 mil cidades país afora que ainda têm lixões, evidenciando que as metas de erradicação não foram atingidas, mas há quem veja na mazela uma oportunidade para avançar na transição energética para uma economia de baixo carbono.

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Com o tratamento correto, aterros sanitários aproveitam o biogás gerado na decomposição do lixo para gerar eletricidade ou, principalmente, produzir o biometano, combustível equivalente ao gás natural, tanto industrial quanto veicular (GNV), conforme padrão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Hoje, o Brasil produz 840 mil metros cúbicos de biometano por dia, segundo a Associação Brasileira do Biogás (Abiogás). São 11 usinas de processamento no país, a maioria instalada em aterros sanitários.

32 aguardam liberação

Quando outras 32 usinas que aguardam autorização de instalação da ANP começarem a produzir, adicionarão 1,4 milhão de metros cúbicos por dia de produção, segundo a Abiogás. Projetos mapeados pela entidade apontam para uma produção de 8 milhões de metros cúbicos por dia em 2030.

Nas contas da Abiogás, o potencial teórico de produção de biometano do Brasil é de 120 milhões de metros cúbicos por dia, mais do que o dobro do consumo atual de gás natural. Em 2024, o consumo médio por dia foi de 52,5 milhões de metros cúbicos, segundo a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

E, embora atualmente a maior parte das usinas esteja instalada em aterros sanitários, o grande potencial está na agroindústria, principalmente no aproveitamento de resíduos da produção de açúcar e etanol e do esterco da criação de animais.

A presidente executiva da Abiogás, Renata Isfer, está otimista com o avanço da produção. Impulsos à demanda de longo prazo vêm da Lei do Combustível do Futuro, conjunto de políticas de incentivo aprovada em outubro de 2024 que cria os programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano; da primeira chamada de compra lançada pela Petrobras e de sinais de que custos competitivos poderão impulsionar de vez o uso de caminhões a gás.

— A sinergia vem das próprias distribuidoras de combustíveis, olhando para o mercado de diesel. Essa movimentação em favor da troca dos caminhões vai ser importante e virá para ficar — afirma Renata.

As empresas do setor também estão otimistas, corroborando a avaliação de que a demanda pelo biometano está aquecida. A Gás Verde, dona da maior usina do gás renovável da América Latina, instalada no Centro de Tratamento de Resíduos Rio, aterro sanitário em Seropédica que substituiu o lixão de Gramacho, segue seu plano de converter dez usinas termelétricas a biogás em usinas de biometano, todas em aterros sanitários.

Hoje, a empresa produz 160 mil metros cúbicos por dia de biometano em duas unidades. Quando as 12 usinas, espalhadas por seis estados, estiverem produzindo, em 2028, a expectativa é que a produção atinja 650 mil metros cúbicos por dia, para atender a demanda de processos industriais e para abastecer frotas a gás.

— O mercado de biometano é relativamente novo, mas está se desenvolvendo em ritmo acelerado, impulsionado pelo crescente compromisso das empresas, especialmente das grandes corporações, em reduzir suas emissões (de gases do efeito estufa) de forma definitiva e contribuir ativamente para o combate ao aquecimento global — diz Marcel Jorand, CEO da Gás Verde.

Ação em parceria

A empresa ainda ficará com metade da produção de uma joint venture (parceria) que formou, em sociedade com a Orizon VR, em duas unidades de biometano, em aterros sanitários em São Gonçalo e Nova Iguaçu.

A Orizon VR é operadora de aterros sanitários. São 17 “ecoparques” em 12 estados. A produção de biometano a partir dos gases liberados pela decomposição do lixo faz parte do modelo de negócios da empresa. A Orizon VR tem uma subsidiária, a BioE, para operar as usinas — que ficará responsável pelas duas unidades da joint venture com a Gás Verde.

— Já era um mercado demandante, aí tivemos, adicionalmente, o Combustível do Futuro, que impulsiona o setor, trazendo novos atores, como a Petrobras e outros produtores de combustível — diz Milton Pilão Jr., presidente da Orizon VR.

Novos produtores deverão vir da agroindústria, setor de maior potencial de produção, segundo a Abiogás. Das 11 usinas em funcionamento no país hoje, seis estão em aterros sanitários, mas, entre os projetos mapeados até 2028, a maioria é da agroindústria, diz Renata, presidente da entidade.

O impulso poderá vir da combinação do potencial de produção com a oportunidade de converter as frotas de caminhões para o GNV, como no setor sucroenergético.

Segundo Renata, a instalação de usinas de biometano ao lado de fábricas de açúcar e etanol, para aproveitar seus resíduos, poderia abastecer os caminhões que escoam a produção.

Esse objetivo está por trás dos planos da Atvos, fabricante de açúcar e etanol, que anunciou a obtenção de licenciamento ambiental para construir uma fábrica de biometano em seu complexo produtivo em Nova Alvorada do Sul (MS). Segundo a empresa, a usina de produção do gás deverá começar a operar em 2026

Gás da laranja

Neste mês, a gigante francesa do agronegócio Louis Dreyfus Company anunciou o início da construção de uma usina de biogás para aproveitar efluentes da produção de sucos de laranja e limão, na fábrica de Bebedouro (SP). Segundo a empresa, foi desenvolvida uma “biotecnologia inovadora” capaz de decompor a carga orgânica dos efluentes cítricos e, assim, gerar o biogás. Será a primeira usina do tipo da multinacional em escala industrial — uma usina piloto em General Lagos, na Argentina, produz biogás a partir de resíduos do processamento de soja.

“Nossa expectativa é a de que, a partir da inovadora biotecnologia desenvolvida e sua aplicação em larga escala, possamos contribuir significativamente para a descarbonização da cadeia, além de influenciar positivamente o segmento citrícola do país”, diz uma nota enviada pela Louis Dreyfus Company ao GLOBO.

Fonte: O Globo

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