
Na manhã do segundo dia do Vision Tech Summit (12/06), Lavínia Vieira, Diretora do Agronegócio da Falconi, participou do painel “Governança Corporativa: o Agro que Gera Valor” e trouxe à tona reflexões práticas e estratégicas sobre o papel da governança nas empresas familiares do agronegócio.
Segundo ela, uma governança corporativa bem estruturada não apenas organiza o negócio como impulsiona a estratégia e a ambição da família empresária. “Fica claro onde a família e os acionistas querem chegar, então isso é muito tranquilo”, afirmou Lavínia. Com esse alinhamento, o passo seguinte costuma ser a construção de um plano estratégico de longo prazo, algo ainda pouco comum no setor, que tradicionalmente opera com foco nos ciclos de safra, mas que precisa evoluir para uma visão mais ampla, considerando riscos e oportunidades de mercado.
Para Lavínia, a governança bem aplicada gera clareza, disciplina e foco na execução, alinhando os objetivos da família aos rumos do negócio. Isso se traduz em maior valor gerado, mais sustentabilidade e perenidade empresarial — três metas cruciais para o agro atual, cada vez mais competitivo e dinâmico.
Durante sua fala, ela compartilhou um conceito criado por John Davis, referência mundial em empresas familiares, que resume em três números essenciais os fatores para a longevidade e sustentabilidade desses negócios:
- Um membro da família nos conselhos
Pelo menos um membro da família deve participar de um órgão de governança, como um conselho de administração ou consultivo. Isso garante que os valores da família estejam representados nas decisões estratégicas e na cultura da empresa. - Crescimento de 6% ao ano acima da inflação
Para acompanhar o crescimento natural da família, que acontece em progressão geométrica, a empresa precisa crescer 6% ao ano acima da inflação. Esse desafio força a profissionalização e a busca constante por inovação e eficiência. - 60% da família produtiva
Pelo menos 60% dos membros da família devem estar envolvidos em alguma atividade produtiva — não necessariamente dentro da empresa. Isso ajuda a desenvolver senso de responsabilidade, reduzir conflitos e manter o comprometimento com o legado familiar.
Por fim, Lavínia reforçou que a governança no agro deve se apoiar nos quatro pilares essenciais: equidade, transparência, responsabilidade corporativa e prestação de contas. “Governança não é burocracia, é clareza. E quando aplicada com estratégia, ela garante que o agro familiar cresça com solidez e visão de futuro”, concluiu.
Fonte: Maria Reis e Fábio Palaveri – Visão Agro
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