Combustíveis avançados sustentáveis [SAF, aviação; biobunker, marítimo], rota tecnológica para fabricação de hidrogênio verde por meio do biocombustível, biogás, elevação de mandatos de mistura, química verde são alguns dos mercados em ascensão

O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), destacou, nesta segunda-feira (20), durante a 25ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, na capital paulista, as novas oportunidades de demanda que estão surgindo para o uso do etanol, como, por exemplo, o mercado de combustíveis avançados sustentáveis [SAF para aviação; biobunker para marítimo], a rota tecnológica para fabricação de hidrogênio verde por meio do biocombustível, biogás a partir da vinhaça, a elevação de mandatos de mistura, a química verde, entre outras. “A oferta está crescendo e estas demandas precisam ser viabilizadas.”
De acordo com o deputado, o setor sucroenergético e por consequência o de bioenergias está bem amparado de políticas públicas no Brasil, lembrando três leis aprovadas recentemente: Combustível do Futuro, Paten e Mover. “O segmento da cana e do etanol, o agro não quer subsídios, e sim políticas públicas de financiamento que sejam justas. Não se vive mais do Plano Safra. O futuro é o financiamento privado, como os Fiagros.”
Segundo Jardim, os biocombustíveis devem ter diferenciais tributários favoráveis em relação aos combustíveis fósseis. No recorte do painel sobre a COP30, o parlamentar ressaltou que a Conferência do Clima será oportunidade de mostrar que o agro brasileiro é parte da solução das mudanças climáticas, devido ao amplo conjunto de boas práticas sustentáveis do setor, e que no Brasil agricultura para produção de alimentos e energia gerada no campo são compatíveis.
Na esfera geopolítica, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos Filho, afirmou que o etanol não pode ser usado como moeda de troca em eventuais negociações internacionais. “O etanol é um patrimônio do nosso país.” Também painelista, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, discorreu sobre o potencial do estado em bioenergias.
Fonte: Uagro
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