
Durante o Painel 7 da 25ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, o presidente da DATAGRO, Dr. Plínio Nastari, apresentou uma análise técnica sobre as perspectivas para a safra 2026/27 no Centro-Sul do Brasil, dividindo o cenário agrícola em três terços — uma leitura que combina observação de campo, análise climática e projeções de produtividade.
No primeiro terço, Nastari destacou um cenário mais desafiador, com chuvas atrasadas, sintomas de seca e estandes prejudicados. Áreas com brotação irregular e maior presença de plantas daninhas ainda refletem os efeitos do déficit hídrico. “É um início de ciclo com baixa expectativa e estande penalizado”, observou, ressaltando que o comportamento climático será decisivo para a recuperação.
O segundo terço apresenta uma perspectiva mais otimista. Segundo o presidente da DATAGRO, há tendência de chuvas mais regulares, melhor uniformidade de estande e redução de falhas, além da reforma de áreas críticas que elevam o potencial de produtividade. “Esse período pode ser melhor que o de 2024”, disse Nastari, ponderando, contudo, que a pressão de pragas e esfenógenos segue elevada e requer atenção constante.
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Já o terceiro terço da safra será o mais sensível e dependerá diretamente das chuvas acumuladas e da estabilidade climática. “Esse será o fator-chave para consolidar o potencial produtivo das áreas”, afirmou Nastari. Ele alertou que, apesar de o Centro-Sul entrar em 2026/27 com melhor coordenação de lavouras e menor taxa de falhas, o clima incerto e as pragas residuais continuam sendo pontos de risco.

E a moagem?
Com base na análise de sensibilidade da DATAGRO, a estimativa central de produtividade foi fixada em 625 kg ATR/t, dentro de uma faixa entre 605 e 640 kg ATR/t. A moagem do Centro-Sul deve alcançar 87,2 milhões de toneladas de cana, com 52% do mix destinado ao açúcar, resultando em 43,2 milhões de toneladas produzidas, ante 41,4 milhões na safra anterior.

Esses números indicam leve avanço em eficiência industrial e estabilidade agrícola, impulsionados por lavouras mais uniformes e maior aproveitamento de áreas reformadas. Nastari observou que o melhor estande de coordenação e a redução das falhas de plantio são fatores que sustentam a expectativa de um desempenho positivo, caso o regime de chuvas se mantenha favorável.
Por: Fábio Palaveri | Fonte: Portal Visão Agro
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