As ações da Raízen (RAIZ4) registraram forte queda nesta quarta-feira, após o mercado reagir ao fim das negociações para uma recapitalização da companhia. Por volta das 10h20, os papéis recuavam 8,70%, a R$ 0,63, movimento ampliado pelo baixo valor nominal da ação, em que variações de centavos geram oscilações percentuais relevantes.
As tratativas para o aumento de capital não avançaram porque os coproprietários Cosan e Shell não chegaram a um acordo sobre os termos e o volume de aporte. A expectativa, durante as conversas, era que a Shell colocasse R$ 3,5 bilhões, enquanto a Cosan entraria com R$ 1 bilhão e o presidente da Raízen, Rubens Ometto, com R$ 500 milhões.
Mesmo com o encerramento das negociações, a Shell mantém a intenção de aportar R$ 3,5 bilhões e seguir apoiando a Raízen nas discussões em andamento com bancos e credores. Cosan e Shell detêm, cada uma, 44% da empresa, e não houve comentários imediatos das companhias sobre o desfecho.
A Raízen vem acumulando prejuízos e aumento expressivo da alavancagem nos últimos trimestres, pressionada por investimentos elevados e por impactos climáticos que reduziram a moagem. Em fevereiro, a companhia alertou para “incerteza significativa” sobre sua capacidade de continuar operando.
Segundo informações de mercado, a Cosan teria afirmado que não conseguiria igualar o nível de suporte financeiro proposto pela Shell, e outras alternativas defendidas pelo grupo teriam sido rejeitadas. Fundos ligados ao BTG Pactual, que também participavam das negociações, teriam discordado de pontos relevantes e optado por não injetar recursos.
Fonte: Redação Visão Agro – Com informações de InfoMoney
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