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BP e Ultracargo ampliam capacidade de armazenagem em hub logístico multimodal

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
10 julho, 2026
em Usinas
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Setor bioenergético Usinas
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Segundo as empresas, iniciativa amplia versatilidade para atender distribuidoras e tradings com integração entre dutos, ferrovias e rodovias

Terminal em Paulínia. Foto: Divulgação

A Opla, em joint venture da Ultracargo e da BP, finalizou a construção de seu novo ativo no terminal de Paulínia, elevando a capacidade estática da unidade para aproximadamente 202 mil m³.

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O novo tanque, com 20 mil m³, assumirá, inicialmente, o armazenamento de etanol anidro, liberando outras estruturas para a movimentação de gasolina – combustível que ainda não fazia parte da operação logística do terminal em Paulínia e que será operacionalizado pela Ultracargo.

A mudança, segundo as empresas, “garante ao terminal uma versatilidade inédita para ajustar a movimentação e armazenagem de produtos conforme a sazonalidade das safras e as demandas logísticas de mercado”.

Ainda de acordo com as companhias, e este é o primeiro tanque da unidade a utilizar teto geodésico em liga de alumínio. “Essa solução de engenharia amplia ligeiramente o volume útil de armazenamento devido ao seu formato cônico e contribui para a redução das emissões fugitivas de vapores”, relatam, em nota.

A estrutura também possui um sistema de segurança com sprinklers em toda a extensão do teto. Segundo o diretor de operações da Ultracargo, Douglas Marques, ela foi projetada para oferecer maior eficiência operacional e controle de estoque, garantindo integridade e conformidade rigorosa aos produtos armazenados.

A estimativa das companhias é que a ampliação gere um crescimento de 30% somente na movimentação de etanol no terminal. “Conectado aos modais rodoviário, dutoviário e ferroviário, o terminal de Paulínia consolida sua posição como um eixo de integração capaz de movimentar até 160 vagões por dia por meio de seu desvio ferroviário, inaugurado em junho de 2025”, detalham.

Ainda segundo as empresas, essa “robustez logística” oferece a agilidade necessária para alternar estoques entre biocombustíveis e derivados de forma rápida. A infraestrutura, assim, será utilizada para receber grandes volumes via ferrovia, como os vindos de Rondonópolis (MT) e realizar a expedição rodoviária com previsibilidade, mesmo nos picos de safra.

Segundo o diretor executivo comercial e de planejamento da Ultracargo, Raphael Nascimento, os investimentos em Paulínia consolidam a vocação da companhia de atuar como uma “solucionadora logística”, capaz de resolver a complexidade do transporte multimodal com eficiência e tecnologia de ponta.

“Oferecemos aos clientes um hub multipropósito estratégico que conecta as principais regiões produtoras aos grandes centros de consumo, garantindo resiliência para a matriz de combustíveis do Brasil”, afirma o executivo, que ressalta que esse terminal ainda tem potencial para ampliar sua capacidade estática no futuro.

Para a BP, essa joint venture faz parte de uma solução estratégica para fortalecer a infraestrutura logística e ampliar a eficiência da cadeia de combustíveis no Brasil.

“A Opla é um hub logístico estratégico e, em Paulínia, apoia a armazenagem e movimentação de diferentes produtos associados às operações da BP no Brasil, incluindo etanol da BP Bioenergy, combustível de aviação relacionado à Air BP e diesel S-10 relacionado à BPCE”, afirma gerente sênior de originação BP e conselheiro da Opla, André Moura.

Ele ainda completa: “Essa integração amplia a flexibilidade operacional da unidade e reforça a importância da multimodalidade para atender às demandas do mercado com eficiência e segurança”.

Impacto na logística regional e nacional

De acordo com as empresas, os investimentos da Ultracargo e da BP na Opla buscam consolidar Paulínia como um centro estratégico de interiorização, preparando a unidade para aliviar a pressão sobre o Porto de Santos ao converter gradualmente fluxos rodoviários para modais de maior capacidade.

“Embora o recebimento vindo do litoral ainda utilize as estradas, o terminal está estrategicamente posicionado para uma eventual integração futura com a Baixada Santista via linhas férreas, conexão que poderá contribuir para maior eficiência logística do país, com redução de custos sistêmicos e de emissões de carbono”, afirma, em nota.

Ainda segundo as companhias, um dos pilares dessa iniciativa é a operação já integrada de dois novos desvios ferroviários considerados estratégicos: o de Paulínia e o de Rondonópolis (MT). Juntos, esses ativos estruturam um corredor multimodal entre o Sudeste e o Centro-Oeste.

“Essa infraestrutura permite o transporte ágil de etanol de milho do Mato Grosso para o interior de São Paulo e, no sentido inverso, o envio de derivados de petróleo essenciais ao agronegócio, viabilizando uma logística de ‘frete retorno’ que otimiza a ocupação dos trens e reduz deslocamentos ociosos”, explicam.

Fonte: BP

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