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Grupo Queiroz de Queiroz leva pesagem ao campo, ajusta cargas na safra e amplia controle da operação agrícola

Maria Reis por Maria Reis
7 julho, 2026
em Cana de Açúcar, Exclusivas, Tecnologia, Usinas
Tempo de leitura: 7 minutos
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Home Culturas Cana de Açúcar
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Tecnologia chegou por articulação da Coopercitrus e passou a apoiar decisões sobre mudas, carga e produtividade

Frente de colheita do Grupo Queiroz de Queiroz de cana em Itapagipe- MG | Foto: Divulgação

Na operação agrícola do Grupo Queiroz de Queiroz, o peso da cana deixou de ser apenas uma informação confirmada depois da lavoura e passou a ser um dado de decisão no momento em que a operação acontece. Ao validar o uso da pesagem ainda no transbordo, o grupo passou a trabalhar com mais precisão no controle de mudas no plantio, no ajuste das cargas durante a safra e na leitura da produtividade dentro das áreas colhidas.

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Em uma rotina em que excesso de peso pode gerar risco nas estradas e carga abaixo do ideal compromete a eficiência do transporte, a adoção da tecnologia representou mais do que a entrada de uma nova ferramenta na operação. Na prática, significou transformar uma dor recorrente do campo em informação imediata para orientar decisões agrícolas e logísticas com mais segurança.

Segundo Raphael Queiroz, diretor agrícola do Grupo Queiroz de Queiroz, a solução chegou ao grupo para enfrentar dois pontos centrais da operação. “A tecnologia apareceu para a gente via Coopercitrus. A gente tinha duas dores maiores que a Multittech veio solucionar, na questão do controle de uso de mudas no plantio de cana e uma outra dor que a gente tem é acertar o peso dos caminhões por causa da lei da balancinha”, afirmou. O grupo atua com cana-de-açúcar, soja, amendoim e pecuária de corte, além de fornecer matéria-prima para diferentes usinas, o que amplia a necessidade de controle sobre cada etapa da operação agrícola.

Raphael Queiroz, Diretor Agrícola no Grupo Queiroz de Queiroz | Imagem: Multitécnica Oficial

No plantio, o desafio estava na diferença entre estimativa e volume efetivamente utilizado. Em vez de depender apenas de amostragens e referências médias, a operação passou a contar com a pesagem total da carga ainda no campo. “O mercado trabalha com peso-base, que são algumas poucas amostragens, e que dá muita diferença. E com essa estrutura, a gente pesa tudo no transbordo, a gente tem um número mais correto”, explicou Raphael. Com isso, o controle sobre o uso de mudas ganhou muito mais precisão e passou a oferecer uma leitura mais aderente à realidade da lavoura.

Da estimativa ao peso real na safra

Durante a safra, o principal ganho esteve ligado ao carregamento dos caminhões. Sem o peso disponível ainda no campo, a operação fica mais sujeita a decisões baseadas em percepção visual, sujeitas a variações de umidade, densidade da cana e condição de cada talhão. “A necessidade que a gente tinha de solucionar, principalmente essa questão de acertar as cargas, para a gente trabalhar o mais próximo possível do peso máximo permitido, do peso total dos caminhões. Essa era, naquele momento, a maior dor que a gente tinha, e quando foi apresentada essa tecnologia, a gente acreditou, a gente testou, já está validada e já está rodando”, relatou.

Com a pesagem no transbordo, o grupo passou a reduzir a dependência da leitura apenas por volume. Raphael explica que a densidade da cana pode mudar dentro do próprio bloco colhido, o que torna a tomada de decisão mais sensível no dia a dia da operação. “Então, só por volume a gente acaba não conseguindo acertar. E com esse peso do transbordo por transbordo, traz mais segurança e mais facilidade para tomar a decisão ali na hora.” O peso, nesse contexto, deixa de ser uma conferência posterior e passa a ser um instrumento de ajuste operacional em tempo real.

Vista aérea nas imediações do Grupo Queiroz de Queiroz | Imagem: Multitécnica Oficial

Além do carregamento, a ferramenta ampliou a leitura agronômica da própria área colhida. Segundo o diretor agrícola, os dados gerados passaram a apoiar mapas de produtividade e leituras mais detalhadas sobre o comportamento dos talhões. “Então, ele nos ajuda a fazer carga, além de gerar os mapas de produtividade, que ajuda a gente a tomar decisões de reforma, ou de variação de adubação, e a gente consegue estar enxergando como a produtividade oscila dentro do bloco de colheita.” Com isso, a tecnologia deixou de servir apenas à logística e passou a contribuir também com decisões de manejo e planejamento agrícola.

A adoção já entrou na rotina de gestão do grupo. “É um aplicativo que a gente entra todo dia, todo dia de manhã eu já entro, eu já vejo como que está a produtividade daquele bloco que está colhendo, onde que vem colhendo, o que que já colheu nas últimas 24 horas, como é que foi esse rendimento e essa produtividade”, contou Raphael. Em uma operação cada vez mais pressionada por eficiência, custo e previsibilidade, esse tipo de visibilidade reforça a importância de ter informação disponível ainda no campo, no tempo da decisão.

Coopercitrus: ponte e validação

A conexão entre a demanda do Grupo Queiroz de Queiroz e a tecnologia passou pela Coopercitrus, que atuou como elo de aproximação, leitura técnica da necessidade e validação prática da aderência da solução. Segundo Carlos Henrique Balardin, consultor técnico de vendas externas da cooperativa, a proposta chamou atenção justamente por atacar um problema recorrente nas operações. “Uns carregam demais, outros carregam de menos. E dependendo do lugar, quando carrega demais, tem até multa”, destacou.

De acordo com ele, a escolha do Grupo Queiroz de Queiroz para esse processo não foi por acaso. Além de ser um cliente estratégico, o grupo tem perfil técnico e forte credibilidade regional, o que ajudou a transformar o teste em uma referência real de campo. Em vez de limitar a avaliação a uma checagem interna ou experimental, a Coopercitrus optou por acompanhar a validação em uma operação consolidada, com rotina agrícola robusta e alto nível de exigência técnica. O movimento deu mais consistência à análise e aumentou a confiança na aplicação prática da tecnologia.

Dispositivo ControlAG | Divulgação: Multittech

No fechamento desse ciclo, a leitura da Multittech é de que o caso consolidou a solução em uma frente decisiva da operação agrícola. Segundo Ricardo Nogueira, presidente da empresa, a validação no Grupo Queiroz de Queiroz reforça a presença da tecnologia em dois momentos estratégicos: o plantio e a safra. Desenvolvido para levar a pesagem para dentro do campo, o ControlAG transforma sensores, conectividade e leitura em tempo real em apoio direto à gestão operacional. No caso do Grupo Queiroz de Queiroz, isso significou fazer do peso da cana uma informação de rotina, não apenas para medir carga, mas para orientar decisões sobre mudas, transporte, produtividade, reforma de áreas e eficiência agrícola.

A validação da tecnologia no Grupo Queiroz de Queiroz também resultou em um desdobramento comercial relevante para a Multittech. Segundo a empresa, o processo de teste realizado na operação foi decisivo para formalizar a parceria com a Coopercitrus, que passou a atuar oficialmente como revendedora do produto.

Com isso, além de comprovar a aplicação prática da solução em campo, o case também marcou a entrada do ControlAG na rede comercial da cooperativa.

Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro

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