Rede interuniversitária destaca ganhos de produtividade e resistência de até 33,9% em cultivares

A Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa Brasil) apresentou nessa quarta-feira, 22, em Ribeirão Preto (SP), 18 variedades de cana-de-açúcar, liberadas comercialmente, resultado de pesquisas conduzidas por sete universidades federais.
Também foram anunciados dados inéditos do Censo Varietal Nacional que mostram que 56% da cana plantada e 54% da colhida na safra 2024/25 foram desenvolvidas pela rede, que é formada por dez universidades federais brasileiras e perto de 300 bases de pesquisa.
Das 20 variedades mais plantadas, as RB (Ridesa) estão entre as três mais plantadas na temporada, informou a rede, em comunicado.
Conforme a Ridesa, entre os ganhos de uma nova variedade recém-lançada, destacam-se os avanços de produtividade, que chegam a 33,9%, além de maior resistência ao estresse hídrico, doenças e um maior período útil de industrialização (PUI) durante a safra.
Com 35 anos de história e 55 anos de variedades RB, a Ridesa já ofertou 116 variedades aos produtores brasileiros, com foco em produtividade, teor de açúcar, melhor colheita e resistência a pragas e doenças. A liberação de uma nova variedade demora de dez a 15 anos.
O presidente da Ridesa e reitor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Josealdo Tonholo, disse na nota que a Ridesa é um programa que faz a diferença e mostra a qualidade da pesquisa e a parceria com o setor produtivo.
“Essa é a maior liberação de variedades já feita pela rede, o que destaca a competitividade do setor sucroenergético brasileiro, que representa 11% do PIB nacional”, afirma.
O coordenador-geral da Ridesa, Herrmann Paulo Hoffmann, relatou que se trata de um programa de parceria público-privado de maior destaque no mundo, atuando com uma cultura tão representativa.
Fonte: Agência Estado
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